O coração volta a ser pauta nesta semana na nossa editoria. Desta vez abordaremos sobre a dextrocardia, uma condição congênita rara que afeta menos de 1% da população mundial. Em média, estima-se que ocorra em cerca de 1 a cada 12.000 gestações. Nessa variação anatômica o coração aponta para o lado direito do tórax em vez do esquerdo. A incidência exata varia dependendo da forma de apresentação da alteração: isolada ou com Situs Inversus Totalis.

No primeiro caso, apenas o ápice do coração aponta para o lado direito do tórax, enquanto  os demais órgão permanecem na posição normal. No segundo caso, todos os órgãos do tórax e abdômen estão invertidos (espelhados). O coração aponta para o lado direito e órgãos como fígado e estômago também mudam de lado. Em si, a dextrocardia não é considerada uma doença.

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Muitas pessoas levam uma vida completamente normal, sem sintomas. No entanto, essa condição requer acompanhamento médico. Apesar da estrutura do coração ser normal, a dextrocardia muitas vezes poderá está associada a cardiopatias congênitas ou síndromes genéticas.

Em 90% dos casos, geralmente não causa sintomas, mas quando o funcionamento do coração é afetado podem surgir falta de ar, cansaço excessivo, ou pele e lábios azulados. O tratamento deve ser feito com orientação do médico especialista, de acordo com os sintomas, podendo ser indicado uso de medicações ou, em alguns casos, cirurgia.

Devido a posição do coração, é importante que o paciente avise profissionais de saúde sobre sua anatomia, pois isso impacta a leitura de exames (como o eletrocardiograma) e muda a localização de sintomas de emergência, como os de um infarto.

 

Por Ezequias Gadelha / Com informações Tua Saúde, NIH (National Library Of Medicine)

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Ezequias Gadelha

Jornalista, radialista, roteirista e redator. Responsável pela editoria Saúde do portal CPAD News. Sugestões de pauta enviar para o e-mail: ezequias.gadelha@cpad.com.br

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