Em forma de protesto às atuais posições do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a delegação brasileira deixou o salão da Assembleia Geral da ONU assim que ele iniciou o discurso no plenário nesta quinta-feira (24). Ao atentar sobre a saída de outras delegações, Netanyahu convidou, caso houvesse, que outros “covardes morais” se retirassem do local.

Antes, porém, apenas um diplomata brasileiro estava escalado para acompanhar a sessão plenária do dia. No entanto, outros quatro colegas se juntaram a ele a partir do pronunciamento de José Manuel Restrepo, vice-presidente da Colômbia, que antecedeu o premiê israelense. Fontes disseram que o objetivo era ter um volume maior de pessoas na hora da debandada.

Segundo apurado pela CNN Brasil, os integrantes das delegações se planejaram com antecedência para a retirada do plenário, assim como aconteceu nos últimos anos. Fontes afirmaram que a delegação palestina fez um esforço para que os representantes das missões se retirassem. Nos corredores da ONU, o comentário era que essa foi uma das maiores debandadas em um discurso na Assembleia.

Na última terça-feira (22), o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criticou às ações militares de Israel em Gaza, classificando-as como genocídio, ao mesmo tempo em que apoia a criação de dois Estados para resolver o conflito. Lula também acrescentou que “ameaçar civilizações de extinção não trará estabilidade para o Oriente Médio”.

 

Redação CPAD News / Com informações CNN Brasil

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