Um grupo com seis cristãos foi libertado nesta quinta-feira (1), após ser capturado por homens armados durante viagem de Kajo Keji para Maridi, no estado de Equatória Ocidental, no Sudão do Sul.
Segundo o diretor nacional da Young Life South Sudan, pastor David Nyoma John, os trabalhadores retornavam de um curso de formação teológica, no último dia 26 de setembro, quando foram surpreendidos por criminosos na estrada Juba-Yambio. A emboscada aconteceu por volta das 21h45.
Durante o ataque, o veículo utilizado pelo grupo foi incendiado e os cristãos foram levados para uma região remota de mata, onde permaneceram sob custódia.
As vítimas relataram ter sido agredidas fisicamente e obrigadas a transportar cargas pesadas por longas distâncias, enquanto tiveram no cativeiro. Segundo o pastor John, eles também receberam pouca comida e água e precisaram dormir ao ar livre, sem abrigo ou camas. Os sequestradores ainda levaram pertences pessoais, entre eles telefones celulares, Bíblias e certificados de formação teológica.
Os trabalhadores foram identificados como Thomas Oliver, Japheth Elisama, John Simon, Justin Wilson, James Banyi e Ezibon Yoanna. Todos são naturais do Sudão do Sul. Após a libertação, o grupo precisou de atendimento médico e acompanhamento psicossocial devido aos efeitos da experiência vivida durante o sequestro.
Ainda não há informações oficiais sobre a identidade dos responsáveis pelo ataque ou sobre a motivação do sequestro. Também não foi esclarecido por que os seis trabalhadores foram libertados.
O bispo católico da Diocese de Tombura-Yambio, Eduardo Hiiboro Kussala, condenou o ataque e, em declaração à rádio Eye Radio, pediu que os grupos armados interrompam as ações contra a população local.
O episódio ocorre em um contexto de instabilidade e violência no país. Independente do Sudão desde julho de 2011, o Sudão do Sul enfrenta conflitos internos desde 2013. Apesar de um acordo de paz firmado em 2018, a violência armada e as tensões políticas continuam afetando diferentes regiões e colocando civis em situação de vulnerabilidade.
Nos últimos meses, outros líderes cristãos também foram vítimas de violência. Em fevereiro, o corpo do pastor Lino Pasquale, da Igreja Pentecostal Hai Baraka, foi encontrado depois de ele ter sido sequestrado enquanto pescava nas proximidades de Juba. Em janeiro, o reverendo Christopher Maring, líder da Africa Inland Church, foi morto a tiros dentro de sua residência, também na capital. Nos dois casos, os responsáveis pelos ataques não foram identificados oficialmente.
Segundo dados do Joshua Project, os cristãos representam cerca de 63,7% da população do Sudão do Sul. O país também reúne seguidores de religiões tradicionais africanas e muçulmanos.
Redação CPAD News, com informações de Morning Star News


