Relatos de diversos ataques de extremistas Fulani a cristãos na Nigéria, já somam pelo menos 55 mortos desde o dia 28 de julho.
O caso mais recente aconteceu na madrugada da última terça-feira (18), quando no mínimo 24 cristãos foram assassinados durante um ataque à comunidade de Bin Mper, no distrito de Kombun, condado de Mangu, estado de Plateau.
As 24 vítimas identificadas foram sepultadas no mesmo dia, enquanto outros três feridos permanecem hospitalizados.
Caleb Mutfwang, governador do condado condenou o ataque e ordenou às agências de segurança que aumentassem a vigilância e o patrulhamento na região. Por meio de comunicado oficial, a Comissária de Informação e Comunicação do Estado de Plateau, a Exma. Sra. Joyce Lohya Ramnap, pediu calma à população e disse que caso está sendo investigado.
O governo não atribuiu responsabilidade pelo ataque, e, até o momento, as agências de segurança não identificaram publicamente nenhum suspeito.
Em outro ataque registrado no dia 2 de agosto, de acordo com a Morning Star News, as aldeias predominantemente cristãs de Torok, Kum e Wereng Camp, no condado de Ryom, foram invadidas por pastores fulanis armados que mataram 10 pessoas. Entre elas, um bebê e duas crianças.
As vítimas foram identificadas pelo líder comunitário Rwang Tengwong, como Jennifer Yohanna, de 3 meses; Peace James, de 3 anos; Celina James, de 38 anos; Yohanna James, de 21 anos; Janet Yohanna, de 18 anos; Sele James, de 18 anos; Melody James, de 16 anos; Reto James, de 10 anos; Endurance James, de 8 anos; e Daniel Danjuma Chong.
Dois dias depois, em 4 de agosto, um novo ataque ocorreu na vila Tanjol, assassinando três cristãos, que foram identificados como Dachung Danjuma, de 51 anos; Victor Danjuma, de 37 anos; e Nyam Danjuma, de 35 anos.
No dia 6, criminosos armaram uma emboscada para o líder de jovens da Evangelical Church Winning All (ECWA), no estado de Nasarawa. Filibus Usman Kuje, foi morto quando retornava à sua aldeia após participar de uma programação religiosa, informou o Conselho Distrital da Igreja em Ungwan Takwa.
O sábado, 8 de agosto, foi marcado pelo funeral de 15 cristãos mortos por supostos pastores fulani em 28 de julho. A cerimônia de despedida aconteceu em Efeyi, no estado de Benue, e reuniu milhares de cristãos de diversas denominações.
“Por trás de cada caixão há uma mãe em luto, um pai que perdeu um filho, crianças que crescerão sem um dos pais e famílias cujas vidas nunca mais serão as mesmas. As lágrimas derramadas neste funeral nos lembram da necessidade urgente de paz duradoura, justiça e proteção para as comunidades cristãs na Nigéria”, disse o morador Odeh Great ao Christian Daily International-Morning Star News.
Na ocasião, foram sepultados Emmanuel Agwu, Ikpe John, Ameh Fredrick, Owogho Okpe Philip, Onche Abechi, Sunday Alechenu, Isaac’s Elembi, Abogonye Ameh, Emmanuel Ejiga, Success Onche, Apem Samuel, Edache Abechi, Chinedu Ameh e Michael Abalike.
Apenas neste período analisado de 28 de julho a 18 de agosto, observamos o registro de mais de 50 cristãos que perderam a vida por declarar a fé em Jesus. Este panorama reflete a realidade da perseguição religiosa na Nigéria, apontada pela Missão Portas Abertas.
O país ocupa o 7° lugar no ranking da organização que lista os lugares mais difíceis para ser cristão. E, de acordo com o levantamento de 2026, a maioria dos 4.849 cristãos mortos no último ano eram nigerianos.
Redação CPAD News/ Com informações Morningstar News, International Christian Concern (ICC), Portas Abertas e Guiame
