A anemia falciforme é o tema que a nossa editoria abordará nesta semana. Antes de mais nada, vamos esclarecer que a doença falciforme é uma alteração genética e hereditária dos glóbulos vermelhos do sangue (hemácias), que transportam o oxigênio dos pulmões para todas as células do corpo. A transformação genética faz com que as hemácias percam o formato redondo e fiquem rígidas, com aparência de foice e anemia crônica causada por destruição excessiva dos glóbulos vermelhos anômalos.
Esse tipo de anemia afeta pessoas que herdam o gene alterado da hemoglobina S do pai ou da mãe e faz o maior número de vítimas entre a população negra e parda, sendo mais comum em pessoas com ancestralidade da África Subsaariana, do Mediterrâneo, do Oriente Médio e da Índia. Devido à miscigenação, também pode ocorrer em pessoas brancas.
As células rígidas podem entupir pequenos vasos sanguíneos, causando bloqueios no fluxo de sangue. As hemácias defeituosas se rompem com facilidade, provocando um quadro crônico de anemia. A falta de circulação pode causar dores intensas e repentinas nos ossos, nas articulações, no abdômen ou no tórax. O paciente também pode apresentar cansaço excessivo, fraqueza, palidez, icterícia (pele e olhos amarelos), inchaço nas mãos e nos pés, gripes, pneumonias e outras infecções.
A pessoa passa a ter o traço falciforme, ao receber o gene alterado de apenas um dos genitores dela. Nesse caso, ela não desenvolve a enfermidade que pode ser transmitida para a geração futura dela. O Ministério da Saúde oferece o teste do pezinho, que identifica a condição, e que deve ser realizado entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê.
O exame eletroforese pode ser usado para determinar se a pessoa tem anemia falciforme. Como prevenção, o doente deve evitar atividades que possam causar crises e tratar infecções e outros distúrbios rapidamente pode ajudar a prevenir crises.
Foto: reprodução / Fundação Municipal de Saúde de Niterói

Obs: Os assuntos tratados nessa editoria seguem uma linha informativa, e a mesma não se responsabiliza em tratar diagnósticos. Em caso de apresentação de algum sintoma, um médico especialista deverá ser consultado.

 

Por Ezequias Gadelha / Com informações Gov.Br, Manual MSD – Versão Saúde para a Família

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Ezequias Gadelha

Jornalista, radialista, roteirista e redator. Responsável pela editoria Saúde do portal CPAD News. Sugestões de pauta enviar para o e-mail: ezequias.gadelha@cpad.com.br

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