O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deve se reunir nesta semana com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de discutir a ampliação do escopo das negociações nucleares de alto risco envolvendo o Irã. As tratativas foram retomadas na semana passada, em meio a um reforço militar norte-americano.
Israel defende que o Irã cesse todo o enriquecimento de urânio, reduza seu programa de mísseis balísticos e rompa laços com grupos militantes em toda a região. O país sempre rejeitou essas exigências, afirmando que só aceitaria algumas limitações em seu programa nuclear em troca do alívio de sanções.
Os esforços de décadas de Netanyahu ganharam força no ano passado, quando os Estados Unidos ampliaram a coordenação estratégica com Israel e intensificaram sanções e ações militares indiretas contra alvos ligados ao Irã. A visita de premiê ocorre apenas duas semanas depois que o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro de Trump e ex-assessor para o Oriente Médio, se reuniram com ele em Jerusalém.
Relatos de mortes de manifestantes e alertas de organizações internacionais sobre possíveis execuções levaram Trump a ameaçar o Irã com um ataque militar no mês passado. Centenas de pessoas foram mortas e dezenas de milhares detidas quando as autoridades iranianas esmagaram os protestos motivados por dificuldades econômicas generalizadas.
À medida que os protestos diminuíram, Trump voltou seu foco para o programa nuclear iraniano, que EUA, Israel e outros há muito suspeitam ter como objetivo final o desenvolvimento de armas. O Irã insiste que seu programa é inteiramente pacífico e afirma ter o direito de enriquecer urânio para fins civis.
Redação CPAD News / Com informações G1


