O conflito entre o exército e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF) já matou um número entre 60 mil e 400 mil pessoas no Sudão. A guerra civil intensificou a fome e o colapso econômico naquele país e obrigou entre 12 e 14 milhões de pessoas a fugir da violência para outras regiões.
Entre os grupos mais vulneráveis estão os cristãos, junto com mulheres e crianças — frequentemente alvo de ataques sexuais violentos ou recrutadas como crianças-soldado. Segundo a Portas Abertas, o país é o 4º na Lista Mundial da Perseguição 2026.
De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, mais de 160 igrejas foram danificadas ou destruídas desde o início da guerra, que teve início na capital, Cartum, em 15 de abril de 2023. Templos foram saqueadas, confiscadas ou transformadas em quartéis militares e depósitos de armas por grupos armados. Na capital, combatentes do grupo paramilitar RSF invadiram a Igreja dos Mártires durante uma reunião de oração e agrediram os cristãos presentes.
Segundo um obreiro da igreja, Safein Nazer, os combatentes roubaram objetos de valor, cavaram túmulos no cemitério da congregação em busca de ouro e tentaram sequestrar as meninas que viviam no orfanato da igreja, algumas com apenas 11 anos de idade.
Redação CPAD News / Com informações Guiame
