Estudo americano mostra que produções audiovisuais que exploram a temática da fé são bem recebidas entre públicos diversos, inclusive ateus e agnósticos. A pesquisa, conduzida pela empresas HarrisX e Faith & Media Initiative, contou com a participação de mais de 12 mil pessoas.
De acordo com os dados, 77% dos espectadores entrevistados concordam que a fé representada em produções de TV e cinema tem um apelo amplo. O apoio aparece de forma consistente entre todas as gerações, sendo 79% da geração Z, 83% dos millennials, 78% da geração X e 72% dos baby boomers.
Em relação à filiação política, também teve pouca discordância. A maioria dos republicanos (82%), dos democratas (75%) e dos independentes (73%) concordam com a relevância da fé nas histórias exibidas.
O dado mais expressivo mostra que 92% dos consumidores declaram estar abertos a assistir a fé representada no entretenimento. “Eu sabia que seria um número alto, mas isso chega quase a 100%”, disse Brooke Zaugg, diretora executiva da Faith & Media Initiative.
Durante a pesquisa, os participantes foram expostos a mais de 100 clipes de 50 diferentes filmes e séries, incluindo títulos como Beef (Treta), The Pit, Hacksaw Ridge (Até o Último Homem), Ramy e Nobody Wants This (Ninguém Quer). Eles precisavam avaliar as cenas com base no entretenimento proporcionado, na autenticidade e no desejo de continuar assistindo.
Os voluntários que afirmaram ser ateus e agnósticos foram os que se mostraram mais impactados pelas cenas com temas de fé. Antes de assistirem aos conteúdos, 53% dos espectadores sem religião afirmaram que programas que exploram a fé e espiritualidade eram mais atraentes para eles. No entando, após assistirem às cenas, o índice subiu para 58%.
A pesquisa também mostra que a sinceridade emocional é o fator que realmente engaja o público, ao contrário de sarcasmo e estereótipos.
Temas com representações complexas e dúvidas sobre a fé tiveram desempenho quase tão positivo quanto as abordagens explicitamente positivas, desde que transmitissem autenticidade.
“Religião pode parecer um tema assustador para se discutir — como política — e isso cria a ilusão de que é um assunto restrito… Isso leva os cineastas a simplificarem demais ou a não darem a devida atenção, em vez de reconhecerem o valor que uma narrativa de fé pode ter quando bem feita”, observa Zaugg.
De acordo com o estudo, os dados apresentados indicam que o público está aberto a histórias honestas e autênticas sobre o que as pessoas realmente acreditam, e a importância de abordar a fé com profundidade e verdade. Deste modo, tanto o alcance quanto a identificação das produções audiovisuais cristãs com um público ainda maior e diversificado, pode ser ampliado.
Com informações Comunhão
