Hoje a nossa editoria irá falar do cuidado que devemos ter com um pequeno inseto que aparece com maior frequência durante o verão e no início do ano letivo, entre fevereiro e março. A sua infestação nada tem a ver com a falta de higiene e, ele é adepto de lugares preferencialmente quentes, escuros e úmidos.
Os piolhos parasitam o homem e provocam uma doença chamada pediculose. Tanto piolhos machos quanto fêmeas (adultos), assim como as ninfas (piolhos jovens), alimentam-se exclusivamente de sangue humano. Eles vivem e se reproduzem na superfície da pele e dos pêlos, onde depositam seus ovos (lêndeas) nos fios de cabelo.
Eles são considerados insetos hematófagos. Eles picam o couro cabeludo várias vezes ao dia, injetando saliva para sugar o sangue, o que causa irritação e coceira. Fora do couro cabeludo, os piolhos adultos cabeça morrem de desidratação em cerca de 1 a 2 dias.
A pediculose se espalha principalmente pelo contato direto. Os meios de contágios são: contato próximo com uma pessoa infestada; compartilhamento de pentes, escovas, bonés e acessórios de cabelo; e, uso comum de roupas de cama ou toalhas. Qualquer pessoa pode ter piolho, independentemente de idade, hábitos de higiene ou condição social.
Principais áreas e tipos de piolhos:
* cabeça (Pediculus humanus capitis): mais comum, foca na região da nuca, têmporas e atrás das orelhas;
* corpo (Pediculus humanus corporis): encontrado nas costuras de roupas e roupas de cama;
* púbico ou “chato” (Pthirus pubis): encontrado nos pêlos da região genital, axilas, barba, sobrancelhas e cílios.
Os principais sintomas são: coceira intensa; pequenos pontos vermelhos; sensibilidade no couro cabeludo; piolhos pequenos e de coloração acinzentada, bege ou marrom; e, lêndeas, que são os ovos e ficam grudadas aos fios, próximas à raiz do cabelo.
O tratamento indicado é o uso de pente fino para retirada dos piolhos e medicações conforme orientação médica.

Obs: Os assuntos tratados nessa editoria seguem uma linha informativa, e a mesma não se responsabiliza em tratar diagnósticos. Em caso de apresentação de algum sintoma, um médico especialista deverá ser consultado.
Por Ezequias Gadelha / Com informações Gov.br e SBT News
