Exigências rigorosas pela introdução da lei de 2018 resultou no fechamento de mais de dez mil igrejas em Ruanda. A lei em questão regulamenta os locais de culto e exige requisitos extremamente rígidos de igrejas e mesquitas sobre segurança, higiene, infraestrutura e registro, muitas vezes impossíveis para as comunidades religiosas.
Entre as exigências estão: banheiros posicionados a uma distância específica da entrada; instalação de um tipo específico de forro de lona, mesmo com risco de incêndio; isolamento acústico obrigatório; estradas de acesso e pátios pavimentados; paredes internas e tetos rebocados e pintados (tijolo aparente proibido); instalação de para-raios; pastores formados em Teologia em instituição acreditada; apenas instituições que ofereçam Ciência e Tecnologia podem ensinar Teologia; igrejas que desejam registro devem comprovar mil membros.
Segundo relatos de membros locais, embora a regra no papel se aplica tanto a cristãos quanto a muçulmanos, na prática, mesquitas foram menos afetadas.
O presidente Paul Kagame expressou abertamente sua posição contrária à reabertura das igrejas. “Se dependesse de mim, eu não reabriria nem uma única igreja”, disse ele, em novembro.
Redação CPAD News / Com informações Folha Gospel e Portas Abertas
