Nesta segunda-feira (02), Israel iniciou uma onda de ataques ao Líbano, após provocações do Hezbollah e abriram outra frente no conflito. Segundo as autoridades libanesas, houve pelo menos 31 mortes confirmadas.
As forças armadas dos Estados Unidos e Israel atacaram o Irã na madrugada do último sábado (28), após escalada na tensão entre os países nas últimas semanas. Os ataques seguiram neste domingo (1º), resultando em 555 mortes e, cerca de 747 feridos, segundo dados da organização humanitária Crescente Vermelho, que atua em países muçulmanos. Além das baixas de civis e militares, foram confirmadas mortes de autoridades iranianas, como o líder supremacista, aiatolá Ali Khamenei, e o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad.
O Irã respondeu as ofensivas disparando mísseis contra Israel e atacando bases americanas em países vizinhos no Oriente Médio, Bahrein, Catar, Emirados Árabes e Kuwait, culminando na morte de quatro militares americanos e de, pelo menos, outras 13 pessoas. Apesar disso, o governo dos Estados Unidos minimizou os danos das retaliações iranianas às suas bases, mas os contra-ataques minam qualquer sensação de segurança nas demais nações do Golfo Pérsico.
O chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, usou a rede social X, para rechaçar qualquer possibilidade de negociação com os EUA e repudiar as iniciativas pró-Israel tomadas por Donald Trump, segundo Larijani, a custa do bem-estar de seus próprios militares:
“Não negociaremos com os Estados Unidos”, publicou Larijani.
E continuou: “Com suas ações delirantes, ele transformou seu slogan ‘‘América primeiro’’, criado por ele mesmo, em ‘‘Israel Primeiro’’, sacrificou soldados americanos pelas ambições de poder de Israel. E, com novas invenções, está mais uma vez impondo o custo de assassinar seu próprio caráter aos soldados e famílias americanas. Hoje, a nação iraniana está se defendendo. As forças armadas do Irã não iniciaram a agressão.”
O presidente americano também fez uso de suas redes para afirmar que a campanha militar dos Estados Unidos no Irã será mantida até que todos os objetivos do norte-americanos sejam atingidos. Segundo outra declaração de Trump ao Jornal britânico Daily Mail, a expectativa é de que o conflito se arraste pelas próximas quatro semanas.
“Calculamos que levaria cerca de quatro semanas. Sempre foi um processo de cerca de quatro semanas, então – por mais forte que seja, é um país grande, levará quatro semanas – ou menos”, disse Trump.
Redação CPAD News / Com informações G1
