Subiu para 544 o números de mortos nos protestos generalizados contra o regime no Irã, segundo um grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos EUA. O novo balanço de mortes nos protestos contra o governo do aiatolá Ali Khamenei, que tomaram as ruas do país há quase duas semanas, ocorre em meio a denúncias de violência policial feitas por manifestantes.
Ainda de acordo com a organização, mais de 10.681 pessoas teriam sido presas nos movimentos. O país segue isolado há mais de 72 horas do resto do mundo, após Khamenei ter cortado o acesso à internet e as linhas telefônicas. Devido a esse fato, ainda não se sabe ao certo quantas pessoas realmente morreram.
Neste domingo (11), o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu que a população iraniana mantenha distância do que chamou de “terroristas e badernistas” e tentou buscar uma via de diálogo com os manifestantes. Ao mesmo tempo, ele acusou os Estados Unidos e Israel de “semear caos e desordem” no país.
Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar o país se as forças de segurança responderem com força. O Líder Supremo, Ayatollah Ali Khamenei, pediu ao republicano que focasse no próprio país dele.
Os protestos começaram em 28 de dezembro, com o fechamento de um mercado popular em Teerã, capital do país. A manifestação ocorreu em meio à grave crise econômica e à forte desvalorização do rial. A crise se agravou após anos de sanções internacionais.
Redação CPAD News / Com informações CNN Brasil e G1
