Nesta terça-feira (17), Autoridades de Israel e a Força de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que no bombardeio aéreo realizado durante a madrugada no Irã, o chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, Ali Larijani, foi morto. Ele era um dos homens mais importantes do regime iraniano, e foi nomeado para o cargo em agosto de 2025. Larijani supervisionava a defesa, a inteligência e a política externa da República Islâmica.
O Irã não confirmou a morte e publicou em uma rede social por volta das 6h30, horário de Brasília, uma nota, que teria sido escrita à mão, por Larijani. O texto não menciona sobre o bombardeio, mas fala sobre soldados da Marinha iraniana que foram mortos na guerra. Mesmo com data desta terça-feira (17), não se sabe ao certo quando a mensagem foi escrita por Larijani.
Em uma mensagem em vídeo, o ministro Israel Katz declarou que “o comandante do Estado-Maior acaba de me informar que Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e o general Gholamreza Soleimani, chefe dos Basij, o aparelho repressivo central do Irã, foram eliminados durante a noite”.
De acordo com a mídia israelense, Ali Larijani estava com o filho dele, em um apartamento que usava como esconderijo, quando foi atacado. E segundo o exército israelense, Larijani era o “líder efetivo” do regime iraniano após a morte do líder supremo Ali Khamenei, em 28 de fevereiro.
A última aparição de Larijani foi na sexta-feira (14), quando ele participou de manifestações nacionais nas ruas do Irã para celebrar o Dia de Al-Quds. E na semana passada, ele fez ameaça ao presidente americano, Donald Trump: “Cuidado para não ser eliminado”.
Nesta terça-feira, Irã e Israel trocaram ataques aéreos. A emissora estatual iraniana afirmou que o país lançou uma nova onda de mísseis contra Israel e alguns dos projéteis caíram no entorno do gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém.
Ainda neste comunicado, o exército iraniano declarou que atingiu centros cibernético-tecnológicos e estratégicos de fabricantes de armas israelenses, incluindo a empresa Rafael, que desenvolve as principais tecnologias militares do país.
As Forças de Defesa de Israel confirmaram o ataque aéreo e pediram a população que fossem para os abrigos antiaéreos.
Redação CPAD News / Com informações G1 e The Jerusalem Post
