A prática de “embelezar” o currículo com informações exageradas ou distorcidas pode custar caro. Recente estudo da consultoria Robert Half, mostra que 58% dos recrutadores no Brasil já descartaram profissionais candidatos à vagas de emprego, após terem identificado inconsistências ao decorrer do processo seletivo.
Além de analisar o documento enviado, empresas têm se atentado mais ao comportamento do candidato durante entrevistas. Os dados refletem um cenário em que a credibilidade passou a ser um dos principais critérios de avaliação e pequenos sinais, como insegurança ao detalhar experiências ou respostas pouco naturais, podem ser considerados como sinal de divergência entre o que foi escrito e a vivência real.
Segundo o estudo, mesmo com o risco, parte dos profissionais candidatos ainda admite alterar informações. Em geral, isso costuma ocorrer por pressão do mercado, medo de perder oportunidades ou tentativa de se encaixar em exigências consideradas elevadas. No entanto, especialistas destacam que esse tipo de estratégia tende a fragilizar a candidatura, especialmente em processos mais criteriosos.
Outro fator que tem chamado a atenção dos recrutadores é o uso de ferramentas digitais para montar currículos altamente elaborados. Apesar de serem úteis, esses recursos podem gerar apresentações impecáveis, que se distanciam da realidade do candidato. Essa questão costuma levanta suspeitas e compromete a confiança no processo.
Diante desse cenário, os profissionais da área de recrutamento reforçam que o melhor caminho é a transparência. Para os especialistas, consistência e honestidade pesam mais do que um currículo “perfeito”, e o mais aconselhado à quem busca um oportunidade de emprego é se esforçar para demonstrar conhecimento real, disposição para aprender e clareza sobre a própria trajetória.
Redação CPAD News/ Com informações Diário do litoral
