Líder da Igreja Reformada Xuncheng de Taiyuan, An Yankui, foi detido pelas autoridades chinesas sob a acusação de “organizar atividades religiosas ilegais”. A prisão ocorreu na última terça-feira, 29 de setembro, quando agentes do Departamento de Segurança Pública de Taiyuan foram até a residência do pastor, na província de Shanxi.
De acordo com a organização ChinaAid, An foi levado por volta das 10h30 após ser chamado para prestar esclarecimentos. O Departamento de Segurança Pública Municipal de Taiyuan emitiu uma intimação de comparecimento no nome de An, citando o artigo 96 da Lei de Punições da Administração de Segurança Pública da China que possibilita uma intimação compulsória, em caso de resistência.
Conforme informações divulgadas pelo China Truth, a esposa do pastor recebeu uma ligação das autoridades chinesas no dia seguinte (30), comunicando que ele havia sido colocado em detenção administrativa por 15 dias.
Esta não é a primeira vez que An Yankui é detido. Em 2020, também foi acusado de acusação relacionada à realização de atividades religiosas consideradas ilegais.
Em 2021, ele voltou a ser preso, desta vez sob acusação de ter atravessado ilegalmente a fronteira. O caso estava relacionado a uma viagem em que ele e outros cristãos fizeram à Malásia para participar de uma conferência religiosa. Em 2022, An foi condenado a um ano de prisão e posteriormente libertado após cumprir a sentença.
A Igreja Reformada Xuncheng de Taiyuan, é uma das comunidades protestantes chamadas de igrejas domésticas, que funcionam fora das estruturas religiosas reconhecidas oficialmente pelo governo chinês.
Liderada por An, a igreja também já foi alvo de ações policiais. Em outubro de 2025, autoridades interromperam um culto da congregação e detiveram 11 integrantes, incluindo o próprio pastor. Os membros receberam 15 dias de detenção administrativa.
Organizações que acompanham a liberdade religiosa na China afirmam que a pressão sobre igrejas não registradas tem aumentado nos últimos anos. A recente detenção de An Yankui, portanto, acontece em um cenário mais amplo de controle estatal sobre atividades religiosas no país.
Para os cristãos que integram essas comunidades, a continuidade das prisões e das intervenções policiais representa um desafio à liberdade de culto e à atuação de igrejas que optam por permanecer fora do sistema religioso oficial.
Redação CPAD News/ Com informações Christian Post, ChinaAid, China Truth e USCIRF
