A Polícia Civil prendeu técnicos de enfermagem acusados de assassinar pelo menos três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, localizado em Taguatinga, no Distrito Federal.
Em nota, o hospital afirmou que, uma investigação interna foi instaurada após detectar irregularidades em três óbitos na unidade. Após conclusões do processo interno, foi solicitado o início de um inquérito policial.
De acordo com o CNN Brasil, os acusados foram identificados como Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva.
As vítimas são João Clemente Pereira, de 63 anos, Miranilde Pereira da Silva, de 75, e Marcos Moreira, de 33. Duas mortes foram registradas no dia 19 de novembro, e a terceira no dia 1° de dezembro de 2025.
Conforme investigação, o técnico teria usado a senha de um médico da instituição para emitir uma receita fraudulenta de um medicamento e injetar altas doses em um paciente. Em outra vítima, ele teria injetado desinfetante, mais de dez vezes, na veia.
“Em um dos casos, o medicamento acabou — ele injetou cerca de 4 vezes esse medicamento. Essa vítima teve seis paradas cardíacas. Como ela não faleceu, e como o medicamento havia acabado, ele utilizou de um desinfetante que estava na pia do leito. Ele encheu cerca de 13 seringas e injetou diretamente na veia da paciente, e isso também causou o óbito dela”, relatou o delegado Wisllei Salomão, coordenador de Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP).
Segundo a polícia, após injetar as seringas, Marcos Vinícius realizava manobra cardíaca na vítima, com o objetivo de “disfarçar” o crime, devido a presença de outras pessoas no quarto.
O delegado afirmou que o acusado chegou a negar o crime em um interrogatório, mas confessou após ser confrontado com vídeos do circuito interno de segurança do hospital que mostram a ação.
Durante a coletiva, a polícia informou que enquanto o técnico aplicava a medicação, as duas técnicas de enfermagem observavam a porta para que ninguém entrasse.
Em nota, o hospital informou que os envolvidos foram demitidos e as famílias das vítimas foram informadas sobre o caso, sendo prestado “todos os esclarecimentos necessários de forma responsável e acolhedora”.
O Coren-DF também emitiu nota informando que “está acompanhando o caso e adotando as providências cabíveis no âmbito de sua competência legal”.
O caso tomou proporção pública nesta segunda-feira (19), mas, de acordo com a Polícia Civil, as prisões aconteceram no último dia 11. Conforme as informações, na ocasião, os agentes também cumpriram três mandados de busca e apreensão em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas de Goiás. A segunda fase da mesma operação foi deflagrada na última quinta-feira (15), quando foram apreendidos dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.
A Polícia Civil segue apurando a possibilidade de outros crimes cometidos pelo técnico no Hospital Anchieta e em outras unidades de saúde onde já atuou.
Redação CPAD News/ Com informações CNN Brasil e G1
