Nesta sexta-feira (16), o tribunal do distrito central de Seul anunciou a sentença do ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol, de 65 anos. Ele foi condenado a cinco anos de prisão por obstrução da justiça e outras acusações relacionadas à tentativa fracassada dele de impor a lei marcial na Coreia do Sul, em dezembro de 2024.
A sentença é menor do que os dez anos de prisão solicitados pela Promotoria. Ele ainda enfrenta mais sete processos separados e em um deles, que julga insurreição, pode resultar em pena de morte.
O ex-presidente foi considerado culpado de não seguir o devido processo legal antes de declarar a lei marcial e por outros crimes relacionados à obstrução de Justiça: excluir funcionários do governo de uma reunião sobre os preparativos para a imposição da lei marcial; fabricar um documento oficial relacionado à declaração da lei marcial; impedir que investigadores o prendessem, escondendo-se por semanas na residência oficial sob proteção de sua guarda pessoal; e, destruir possíveis provas criminais ao ordenar a eliminação de registros telefônicos oficiais.
“Apesar de ter o dever, acima de todos os outros, de defender a Constituição e observar o Estado de Direito como presidente, o réu demonstrou uma atitude que desrespeitou a Constituição. (…) A culpabilidade do réu é extremamente grave”, disse o juiz Baek Dae-hyun. O magistrado acrescentou, no entanto, que Yoon não foi considerado culpado de falsificação de documentos oficiais devido à falta de provas.
A defesa de Yoon, que já está preso desde julho de 2025, irá recorrer da decisão.
Redação CPAD News / Com informações G1
