Em meio às ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, o Irã informou a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e a Turquia, nesta quarta-feira (14), que atacará bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio caso seja bombardeado pelos norte-americanos.
De acordo com um oficial iraniano de alto escalão, o governo do Irã pediu para aliados dos EUA no Oriente Médio “que impeçam Washington de atacar o Irã”. Três diplomatas informaram à agência de notícias Reuters que, por conta da ameaça de retaliação, alguns integrantes da Base Aérea norte-americana de Al Udeid, no Catar, foram orientados a deixar o local até a noite. Os EUA têm diversas bases militares no Oriente Médio e cerca de 40 mil tropas naquela região.
A escalada de tensões entre os dois países ocorre por conta de protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei e contra a repressão aos manifestantes. Trump ameaça intervir militarmente no Irã por conta das mortes nos protestos e disse aos manifestantes que a ajuda está a caminho. À ONU, Teerã acusou os EUA de forjar um pretexto para buscar uma mudança de regime no país.
De acordo com ONGs de direitos humanos que monitoram a situação no país, as mortes nos protestos já passaram de 2.500. Um oficial iraniano disse ao jornal norte-americano The New York Times que ao menos três mil pessoas morreram, no entanto, o número real de mortes pode ser ainda maior.
Ainda nesta quarta-feira, o manifestante iraniano Erfan Soltani, de 26 anos, será executado por enforcamento. Ele foi preso na última quinta (8), na casa dele, por conexão com protestos contra o regime dos aiatolás, na cidade de Karaj.
O jovem participou das manifestações que acontecem no Irã há cerca de um mês. A onda de protestos eclodiu em meio aos graves problemas econômicos enfrentados pela população e a forte desvalorização da moeda nacional, o rial.

Redação CPAD News / Com informações G1
