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Países que perseguem a Igreja: como vivem os cristãos em Bangladesh

Perseguição, violência e discriminação. Apesar desse cenário, muitos cristãos fogem de Mianmar e vão viver em Bangladesh, onde fica o maior campo de refugiados do mundo

Países que perseguem a Igreja: como vivem os cristãos em Bangladesh

POPULAÇÃO: 169,7 milhões 
CRISTÃOS: 903 mil 
RELIGIÃO: Islamismo, hinduísmo, budismo, cristianismo 
GOVERNO: República parlamentarista 
LÍDER: Abdul Hamid
POSIÇÃO: 32º na Lista Mundial da Perseguição

A República Popular de Bangladesh, um país rodeado quase por inteiro pela Índia, também é conhecido como a “nação bengali”, isso porque Bangladesh e o estado indiano de Bengala formam uma região da Ásia. Bangladesh já foi conhecido pelo nome de Bengala Oriental, motivo pelo qual seus habitantes são conhecidos por “bengaleses”. 

Estamos falando do oitavo país do mundo em número de habitantes. Depois de conquistar sua independência do Paquistão, em 1971, o governo de Bangladesh passou por várias fases. Em 2015, passou a ter uma direção mais autoritária e, desde então, os bengaleses passaram a enfrentar sérios abusos, inclusive mortes, desaparecimento e prisões arbitrárias.

Esse tipo de cenário costuma afetar a liberdade de religião, principalmente quando o governo se posiciona por uma determinada crença, nesse caso, o islamismo. Os grupos cristãos são muito pressionados por lá. 

Igrejas evangélicas, muitas delas pentecostais, que trabalham entre a maioria muçulmana, enfrentam a maior perseguição. Mas mesmo igrejas históricas, como a Igreja Católica Romana, são cada vez mais confrontadas com ataques e ameaças de morte. 

Principais motivos de perseguição no Bangladesh

Os convertidos de origem muçulmana, hindu, budista ou étnica/tribal enfrentam as restrições mais severas, discriminação e ataques em Bangladesh. Eles frequentemente se reúnem em pequenas igrejas ou grupos secretos tentando fugir da violência.

Os cristãos tribais, como os do povo santal, enfrentam dupla vulnerabilidade, por pertencerem a uma minoria étnica e religiosa. Eles também lutam contra questões de grilagem de terras e violência dirigida contra eles. 

Cristãos entre os rohingya de maioria muçulmana, que fugiram de Mianmar para Bangladesh, também enfrentam assédio e forte pressão da comunidade. No período de pesquisa (1 de outubro de 2019 a 30 de setembro de 2020), eles foram alvo de um ataque violento de grupos extremistas islâmicos nos campos de refugiados. 

Como vivem homens e mulheres cristãos

Bangladesh não é um bom lugar para as mulheres que decidem seguir a Cristo. Ao declarar sua nova fé podem sofrer agressão sexual, estupro e casamento forçado. No local de trabalho e escolas são discriminadas e isoladas.

Para os homens que se convertem ao cristianismo, a vida pode passar a ser mais complicada. Como líderes de família, sendo cristãos, são excluídos e perdem a custódia dos filhos que ficam com suas famílias muçulmanas, conforme a lei. Além disso, podem sofrer tortura, ameaça de morte, falsas acusações e prisão por causa da fé. 

 

Fonte: Guiame/ Com informações de Portas Abertas - Foto: Portas Abertas
02/03/2021