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Mãe escreve carta ao prefeito após invasão de casa na China

Ela relatou a ação da polícia, a pressão e o assédio que a igreja enfrenta

Mãe escreve carta ao prefeito após invasão de casa na China

Shu Qiong vive com a família em Chengdu, capital da província de Sichuan, no Sudoeste da China. Nos últimos dois anos, ela testemunhou a pressão sobre a Igreja da Aliança e como a polícia tem assediado outros membros.

“Saí de casa às 9h. Quando voltei, às 18h, descobri que duas caixas de cadernos devocionais que eu guardava no meu guarda-roupa tinham desaparecido. Depois de confirmar que nenhum dos meus familiares as tinha levado, liguei para a polícia”, conta Shu. Ela foi até a delegacia, onde foi interrogada. A polícia, no entanto, recusou o pedido da cristã para um inventário das mercadorias levadas e um mandado de busca. 

Depois de fazer uma série de perguntas ao prefeito, ela finaliza a carta dizendo: “Caro senhor prefeito, como uma cidadã cristã comum, eu ensino meus filhos na cidade que você supervisiona, de acordo com os ensinamentos de Jesus, esperando que eles cresçam para serem bons cidadãos. Nós amamos esta cidade. Quando encontro coisas ilegais, não posso deixar de me preocupar, não sei quando a polícia vai forçar ilegalmente minha porta e ameaçar minha segurança pessoal, bem como a segurança dos meus pertences”, finaliza Shu.

A igreja na China

A Igreja da Aliança, em Chengdu, ganhou atenção internacional em dezembro de 2018, quando a polícia invadiu e fechou o prédio, e prendeu o fundador, o pastor Wang Yi. Um ano depois, o pastor, conhecido por seu apoio à liberdade religiosa, foi condenado a nove anos de prisão por “incitar a subversão do poder estatal”.

Desde o fechamento da igreja, os membros tomaram ruas e parques da cidade para continuar a adoração. Tais respostas ousadas ao controle do governo atraíram a atenção da mídia internacional e o governo continuou pressionando a igreja.

De acordo com uma fonte local, toda a atenção que a Igreja da Aliança atraiu não representa o que acontece com outras igrejas subterrâneas da China. “A maioria dos líderes da igreja não persistiriam em buscar novos locais para cultuar. Reuniões de pequeno porte realizadas em casa são o jeito que muitos cristãos encontraram para se reunir em segurança e sem a pressão intensa das autoridades”, finaliza.

Pedidos de oração

- Interceda pela família de Shu, para que continuem a propagar o evangelho, sem que sejam assediados pelas autoridades chinesas.

- Ore pela igreja na China, para que os cristãos permaneçam firmes na fé, mesmo diante da pressão vinda do governo.

 - Clame pela vida dos líderes políticos do país, para que o amor de Deus os alcance e experimentem uma verdadeira transformação de vida.

 

Fonte e foto: Portas Abertas.
22/02/2021