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13/08/2020

Universo Cristão

Dia do Trono no Marrocos é celebrado nesta quinta-feira (30)

Após 21 anos da ascensão ao trono do rei Mohammed VI, cristãos convertidos são constantemente presos e perseguidos

Fonte: Portas Abertas | 30/07/2020 - 17:30
Dia do Trono no Marrocos é celebrado nesta quinta-feira (30)

No dia 30 de julho, o Marrocos comemora o 21º aniversário da adesão do rei Mohammed VI ao trono. Apesar dos projetos apresentados pelo monarca se concentrarem na justiça social, os cristãos não são alcançados por esses benefícios. Afinal, no país de maioria muçulmana (99,7%), ser marroquino significa ser considerado muçulmano e não apenas por familiares e comunidade.

Por conta disso, cristãos convertidos são constantemente presos e perseguidos por conta de uma campanha da polícia para forçá-los a voltar para o islamismo. “O código penal estabelece que todos os marroquinos são muçulmanos, então aqueles que se convertem ao cristianismo enfrentam problemas legais, além de ameaças a sua segurança”, disse Jawad Elhamidy, presidente da Associação Marroquina de Direitos e Liberdades Religiosas, à organização cristã ACN. Sob a lei marroquina, proselitismo e conversão para outra religião que não o islamismo é crime que leva a sentenças de prisão entre seis meses e três anos.

Enquanto expatriados cristãos aproveitam de certa liberdade para praticar a fé, se não evangelizarem, a mesma liberdade não se aplica a cristãos marroquinos. “Se um marroquino entra em um igreja, duas coisas podem acontecer. Ou um policial o prende, ou a liderança da igreja pede para a pessoa sair, a menos que o objetivo de estar ali seja turismo”, disse Elhamidy. Ele complementou que líderes de igreja são pressionados a não permitir que marroquinos entrem nas igrejas, já que podem ser presos por proselitismo.

Em 2019, o Marrocos entrou para a Lista Mundial da Perseguição da Portas Abertas que apresenta os 50 países onde é mais difícil viver como cristão. Desde então, o país subiu do 35º para o 26º lugar. O último relatório do país detalha uma “pressão extrema”, que força cristãos marroquinos a se encontrarem secretamente em igrejas domésticas. Essa é quase tão intensa quanto a pressão da família e comunidade sobre convertidos quando querem praticar a nova fé.