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10/07/2020

Universo Cristão

Irã pede prisão de Trump por bombardeio que matou general islâmico

O general Qassem Soleimani comandava a Força Quds, unidade especial do Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica

Fonte: Guiame/ Com informações do Veja e R7 - Foto: Jonathan Ernst/Reuters | 30/06/2020 - 13:00
Irã pede prisão de Trump por bombardeio que matou general islâmico

A Justiça do Irã emitiu mandados de prisão contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e mais 30 pessoas de sua administração pelo bombardeio que matou o general Qassem Soleimani, em janeiro deste ano.

O governo persa pediu ajuda à Interpol na captura do presidente e dos demais cidadãos americanos, acusados de terrorismo e assassinato pela morte de Soleimani.


Qasem Soleimani foi morto em um ataque de drone ordenado por Donald Trump. (Foto: Reuters / BBC)

Ali Alqasimehr, promotor de Teerã, afirmou que Trump e mais outros 30, os quais o Irã acredita estarem envolvidos no atentado de 3 de janeiro que matou o general em Bagdá, são acusados de “assassinato e terrorismo”, segundo a agência de notícias estatal iraniana IRNA.

Segundo a emissora Al Jazeera, o promotor iraniano enviou à Interpol uma “notificação vermelha”, de nível mais alto para a instituição, exigindo a busca e apreensão dos indivíduos nomeados. A agência ainda não se pronunciou sobre o pedido de prisão.

Soleimani foi morto em um bombardeio americano no Aeroporto Internacional de Bagdá, capital do Iraque. Ele comandava a Força Quds, unidade especial do Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica.

Em reposta ao ataque contra Soleimani, o Irã bombardeou bases americanas no Iraque, criando uma enorme tensão diplomática. Durante o lançamento dos mísseis, o país persa derrubou por engano um avião da Ukraine International Airlines com 176 pessoas a bordo. Todas morreram.

A morte do militar mais poderoso do Irã e possível sucessor de Hassan Rohani como presidente também provocou revolta entre os iranianos e uma série de protestos contra os Estados Unidos. As manifestações abrandaram depois da confirmação de que um míssil iraniano havia derrubado o avião da companhia aérea ucraniana.