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Menina de 15 anos é agredida ao evangelizar em terminal de ônibus

Adolescente foi empurrada por um homem enquanto pregava em um terminal de ônibus, em Campo Grande

Adolescente foi empurrada por um homem enquanto pregava em um terminal de ônibus, em Campo Grande
Menina de 15 anos é agredida ao evangelizar em terminal de ônibus

Uma adolescente de 15 anos foi agredida nesta terça-feira (28) enquanto pregava uma mensagem cristã no Terminal Nova Bahia, região norte de Campo Grande (MS).

Ela estava acompanhada de uma amiga e outra adolescente que fazia a filmagem, quando estava prestes a ler a passagem bíblica de 1 Coríntios 13. O homem levantou, passou na frente da vítima e a empurrou, indo embora em seguida.

“Que Deus te perdoe, irmão. Não precisa fazer isso comigo”, disse a menina.

“Minha filha estava com duas amigas da igreja, por volta das 8 horas. Ela nem estava falando diretamente com ele, até porque o homem permanecia com o rosto virado. É indignante ver o vídeo, eu não aceito e não é porque é minha filha, poderia ser qualquer menina”, disse ao G1 a diarista Vani Garcia da Silva, de 41 anos.

“Ele poderia estar com algum objeto pontiagudo ali e a machucado. Ele deve ser um anticristo, alguém que não gosta de ouvir a palavra de Deus”, acrescentou a mãe da adolescente agredida.

A mãe informou que o boletim de ocorrência está sendo registrado. “Nós fomos até a 3ª Delegacia de Polícia e lá eles orientaram para ir até uma delegacia especializada, já que ela é menor de idade”, contou Vani.

“Minha filha está quieta, receosa, não quer falar muito sobre este assunto. Mas, eu considero o que aconteceu uma violência contra a mulher. Isso não pode acontecer, ela apenas estava evangelizando, já tinha feito isso em escolas”, comentou a mãe.

O padrasto da menina, Johnny Domingos, de 48 anos, disse que a família está horrorizada. “O cara fez isso de repente. Ele levantou e quase a derrubou. Foi um absurdo para um homem com aparência de mais de 30 anos, então decidimos postar nas redes sociais para ver se alguém o conhece. Era só levantar e ir embora”, afirmou.

A delegada Marília de Brito, titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e o Adolescente (Depca), disse que esta pode ser analisada como uma situação vexatória ou de perturbação da tranquilidade, entre outras infrações.

“Provavelmente será apurado mediante Termo Circunstanciado de Ocorrência [TCO]. Teremos de apurar ainda se, além do vídeo, houve alguma agressão verbal, se eles já se conhecem, algo do tipo. No vídeo, o que temos é um empurrão e a infração penal de menor potencial ofensivo será apurada”, disse a delegada.