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Casamento como uma fuga bem-vinda para a mulher cristã marroquina

No Dia Internacional da Família, entenda como Halima* se casou e formou sua família em meio à perseguição no Marrocos

Fonte: Portas Abertas | 15/05/2019 - 14:00
Casamento como uma fuga bem-vinda para a mulher cristã marroquina

No início da semana, a Portas Abertas apresentou a história de Halima*, uma cristã ex-muçulmana de Marrocos que, por meio de Aziz*, um amigo, passou a questionar a sua fé no islã. Sua família não a entendia e passou a sentir raiva dela. Hoje, no Dia Internacional da Família, entenda como Halima passou pelos primeiros momentos de recusa familiar e, então, em meio à perseguição, teve forças para montar sua própria família.

Um dia, a família da Halima descobriu sua nova fé. “Meu irmão me agrediu quando descobriu sobre minha conversão. Minha irmã mais velha o incentivou a fazê-lo. Meus outros irmãos e irmãs também me deram muitos problemas. Uma amiga me ameaçou: ‘Se você continuar a falar assim, eu vou bater em você com esta mesa’. Eu sabia que isso iria me matar. A vida ficou muito difícil em casa”.

Aziz então se transformou no príncipe no cavalo branco. “Em 2009, Aziz me pediu para casar com ele. Essa foi a minha fuga, ele me salvou.” Dizendo isso, Halima dá palavras ao que muitas mulheres no norte da África e no Oriente Médio também experimentaram: “Para muitas cristãs, casar é a solução para seus problemas com a família. Elas veem o casamento como a fuga”.

A família de Halima respondeu imediatamente: “Assim que ficaram sabendo que eu queria casar com um homem cristão, meus irmãos tentaram agressivamente me impedir. Eles me vigiavam o tempo todo. Mesmo quando ia ao banheiro, eles guardavam a porta. Quando eu queria ver Aziz, eles me impediam. Ambas as nossas famílias fizeram de tudo para nos impedir de casar, e mais tarde trabalharam para o nosso divórcio. Eu chorei muito porque isso me causou muita dor".

O casal conseguiu convencer os pais e, então, puderam se encontrar. Antes do casamento, Aziz tinha uma estratégia interessante ao ser autorizado a visitar Halima em sua casa: “Certa vez ele questionou minha fé cristã na frente da minha família. Ele fez perguntas como: Como Deus pode ser Pai, Filho e Espírito ao mesmo tempo? Como Jesus pode ser filho do homem e filho de Deus? E minha família ficou satisfeita com isso. Eles esperavam que, com essas perguntas difíceis, Aziz me trouxesse de volta ao islã. Em determinado momento, Aziz disse que me explicaria sobre o que era a religião".

Toda a pressão familiar para impedir o casamento não parou o jovem casal. “Em 2009 noivamos, em 2010 assinamos o contrato e, em 2011, nos casamos e passamos a morar juntos. Enquanto ela contava sua história, seu marido, Aziz, continuava ouvindo e acrescentou: Casar-se como uma solução geralmente acontece e, na verdade, é uma saída para deixar para trás os problemas da família. Mas você não deve esquecer que esse casamento geralmente acaba sendo social e economicamente vulnerável."

Aziz justificou: “Nós dois, por exemplo, ainda éramos estudantes quando saímos da casa dos nossos pais. Então, depois dos nossos estudos, tivemos que trabalhar. Eu trabalhei como segurança, Halima como secretária. Tivemos um momento muito difícil". Halima acena com a cabeça. Eles olham um para o outro, o olhar de duas pessoas que sabem exatamente como foi difícil sua situação financeira no início do casamento. 

Pedidos de oração

- Interceda em favor das mulheres no mundo muçulmano.

- Continue clamando a Deus pelo povo marroquino, e peça que Deus encontre mais corações dispostos e abertos ao evangelho.

- Interceda pelas cristãs ex-muçulmanas no Marrocos que encontram no casamento uma forma de exercer sua fé com mais liberdade.

*Nomes alterados por segurança.