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Turquia proíbe a entrada de pastor e deporta missionários estrangeiros

País acusou e prendeu Andrew Brunson que servia como pastor na igreja em Izmir

Fonte: Guiame/ Com informações do Evangelical Focus | 13/05/2019 - 14:20
Turquia proíbe a entrada de pastor e deporta missionários estrangeiros

Desde fevereiro, pelo menos quatro residentes estrangeiros que trabalhavam com projetos cristãos foram expulsos da Turquia. Alguns nem conseguiram retornar ao país.

Segundo Middle East Concern, no dia 2 de abril, Mike Platt, que vive no país há 21 anos como pastor voluntário da Igreja Internacional Kadikoy, teve sua entrada recusada ao tentar entrar na Turquia depois de uma curta viagem.

Platt tentou entrar mais uma vez no país, no dia 8 de maio, quando foi parado novamente no controle de passaporte, e deportado na manhã seguinte.

Nenhuma explicação foi dada para a proibição de sua entrada.

Em fevereiro, outro voluntário da Igreja Internacional Kadikoy também foi impedido de entrar na Turquia, “apesar das garantias da imigração para ele e seu advogado de que ele seria aceito no país", disse a Middle East Concern.

No mesmo mês, David e Pamela Wilson, que serviram na Associação de Informações da Bíblia Sagrada - uma entidade legal que informa e instrui os cidadãos turcos sobre a Bíblia - tiveram entrada negada, e foram detidos no aeroporto até serem deportados.

Restrição dos direitos humanos

Grupos de direitos humanos, incluindo as Nações Unidas, dizem que a Turquia restringiu fortemente a liberdade sob o governo do presidente Recep Tayyip Erdogan. Um golpe fracassado em 2015 foi usado para pressionar as minorias sociais, incluindo os cristãos protestantes.

Diversos outros obreiros cristãos foram deportados nos últimos anos.

A Turquia anunciou que a eleição local de março em Istambul seria anulada e reexecutada em junho. O partido governista de Erdogan, o AKP, sofreu uma perda histórica quando os eleitores deram a vitória ao candidato do Partido Republicano do Povo.

Andrew Brunson agradece por orações

Depois de viver e servir no país por mais de 20 anos, o pastor americano Andrew Brunson foi preso e acusado de colaborar com o terrorismo. Ele foi libertado em outubro de 2018, após dois anos de confinamento, e recebeu permissão para retornar aos Estados Unidos.

Durante o jantar do Dia Nacional de Oração, no dia 1º de maio, em Washington, Brunson teve a oportunidade de agradecer pelo movimento de oração: “Eu gosto de dizer que fiz uma onda de oração fora da Turquia no momento certo, quando Deus havia terminado o que queria realizar através da minha prisão”.

“Toda semana, Norine [a esposa de Andrew Brunson] me dizia que as pessoas ainda estavam orando por mim e, que na verdade, estava crescendo”, disse ele. “Saber que você estava orando por mim é realmente o que me fez passar de semana a semana”.

“Suas orações me trouxeram para fora. Mas havia algo maior que Deus estava fazendo. Houve um tsunami de orações caindo sobre a Turquia.", exclamou Brunson, agradecido.