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19/07/2019

Universo Cristão

Famílias dos cristãos presos na China têm seus direitos de visitação negado

Apenas por causa de sua fé, os cristãos estão perdendo suas liberdades, e suas famílias seus direitos

Fonte: CPAD News / com informações da Revista Bitter Winter - Foto: Reprodução/Bitter Winter | 22/02/2019 - 16:50
Famílias dos cristãos presos na China têm seus direitos de visitação negado

Cristãos tem sofrido com a perseguição religiosa em toda parte do mundo. Na china, o simples de fato de declarar a fé cristã, é considerado crime e pode custar sua liberdade.

Bei Shuqi, é membro da Igreja do Deus Todo-Poderoso (CAG), e foi presa em 2017 na cidade de Daqing, na província de Heilongjiang, no nordeste da China, por assumir sua fé em Deus.

Após ser detida ilegalmente por mais de um ano, ela foi finalmente recebeu a sentença de dois anos e dez meses em uma prisão de Heilongjiang. Sua família não foi alertada sobre sua prisão, processo judicial e sentença subsequente.

Quando a mãe de Bei Shuqi obteve notícias de que sua filha estaria presa, ela fez três viagens até o presídio, mas mas foi impedida de realizar a visita.

No início deste ano (2019), a mãe de Bei finalmente recebeu um aviso de visita, e pôde ver sua filha, do outro lado do vidro frio. Com o rosto pálido e inchado, Bei Shuqi, tentava consolar sua mãe pedindo para que não se preocupasse com ela, pois voltará para casa em 2020.

Chocada pelo estado de sua filha, a mãe de Bei chorava, incapaz de falar, enquanto um guarda da prisão impiedosamente interrompeu sua reunião depois de apenas cinco minutos.

“Minha filha foi presa há mais de um ano. Eu tenho me preocupado com ela desde então, mas eu só consegui vê-la por cinco minutos. Espero que minha filha possa sair da prisão mais cedo. Toda vez que pedi para visitá-la, fui rejeitada. Estou preocupada deles espancarem minha filha até a morte. Caso contrário, por que eles nunca me deixam vê-la?", desabafou a mãe de Bei Shuqi, sufocada pela emoção.

Na China, a Igreja do Deus Todo Poderoso é o movimento religioso mais perseguido. Depois de serem presos, os crentes CAG são frequentemente submetidos a tortura e tratamento cruel. De acordo com os números mais recentes fornecidos pela igreja, ao longo de 2018, pelo menos 10.938 dos seus membros foram presos pelas autoridades em 30 das divisões administrativas de nível provincial na China continental (há um total de 34 dessas divisões); e 6.653 foram detidos, com 2.350 sob custódia atualmente.

Outra mãe compartilhou a experiência semelhante à da família de Bei Shuqi. Em janeiro de 2019, ela e sua família saíram de Liaoning para uma prisão em Heilongjiang para visitar seu filho, Ban Siming.

“No segundo semestre de 2017, meu filho foi preso por acreditar em Deus Todo Poderoso. Eles só me notificaram que ele havia sido condenado depois de ter sido detido por mais de um ano”, disse a mãe de Ban.

Esta foi a primeira vez que visitou seu filho, mas depois de viajar por duas províncias ao longo de estradas esburacadas, foi-lhe dito que estava proibida de visitar Ban Siming porque ele não havia assinado as chamadas “quatro declarações” - arrependimento, separação , garantia e crítica - o que significa, em última instância, trair e abandonar a fé.

A mãe de Ban pediu aos guardas da prisão para ver seu filho. “Perguntei a muitos membros da equipe, mas assim que ouviram o nome do meu filho, todos me rejeitaram friamente, dizendo que não posso vê-lo se ele não assinar as quatro declarações. Os membros da família de outros prisioneiros são todos elegíveis para visitação. Ao ver que outras pessoas poderiam entrar sem problemas, me senti ansiosa e triste. Eles não nos deixariam encontrar só porque meu filho não nega sua fé. ”

Em comparação com a mãe de Ban, a experiência da família de Zhang Lin foi ainda pior. Zhang Lin foi preso em Heilongjiang no segundo semestre de 2017. Depois que a irmã de Zhang Lin soube disso, ela tentou descobrir o paradeiro de Zhang Lin e trazer algumas roupas para ele, mas foi negada. A família ainda não sabe onde ele está preso.

Ao proibir as famílias de visitar seus parentes detidos, o governo comunista chinês viola as leis, assim como os direitos dessas pessoas.

(Todos os nomes citados na matéria são fictícíos, por motivo de segurança).