Anterior

ANTERIOR

Jovem agradece pelo encorajamento em forma de cartões

16/08/2018

Universo Cristão

China quer submeter todas as religiões ao Partido Comunista em cinco anos

Direção do presidente comunista Xi Jinping tem sido considerada uma das mais intolerantes da China sobre a liberdade religiosa

Fonte: Guia-me / com informações da CBN News - Foto: Japan Times | 08/08/2018 - 10:45
China quer submeter todas as religiões ao Partido Comunista em cinco anos

Uma nova e maciça onda de perseguição aos cristãos vem ocorrendo na China, desde que o presidente da China, Xi Jinping, apresentou um plano de 5 anos para "sinicizar" (submeter à China) todas as religiões do país, infundindo-as com "características chinesas", o que inclui a lealdade ao Partido Comunista, que governa o país.
 
Nos últimos meses, o governo deu alguns passos em direção a essa medida, fechando centenas de "igrejas domésticas" cristãs privadas e apreendendo Bíblias.

As igrejas domésticas protestantes não registradas que surgiram independentemente do Conselho Cristão oficial, foram amplamente toleradas até certo ponto, mas desde o lançamento do novo plano, se tornaram um alvo certo do Partido Comunista.
 
"Os líderes chineses sempre suspeitaram do desafio político ou da ameaça que o cristianismo representa para o regime comunista", disse Xi Lian, estudioso do cristianismo na China, na Duke University. "Sob o governo de Xi Jinping, esse medo da infiltração do Ocidente se intensificou e ganhou uma proeminência que não vemos há muito tempo".
 
Alguns cristãos perderam seus empregos, foram despejados de suas casas, presos e até mesmo mortos por causa de sua fé cristã.
 
Em março, um proeminente líder de uma igreja doméstica chinesa foi condenado a sete anos de prisão, depois de ter construído escolas cristãs em Mianmar.
 
A 'ChinaAid' — organização cristã que denuncia os abusos contra os Direitos Humanos na China — relatou que no mês passado, meia dúzia de cristãos foram condenados a até 13 anos de prisão, após terem sua religião chamada de "seita".
 
A ChinaAid diz que por causa dessa repressão, dezenas de pastores e suas famílias fugiram para os Estados Unidos nos últimos anos.
 
"O governo diz que temos liberdade religiosa, mas na verdade não há liberdade alguma", disse a esposa de um pastor, que pediu anonimato para preservar a segurança do marido. "Muitos de nossos irmãos e irmãs cristãos estão decepcionados e temerosos".

Causas

Especialistas dizem que a nova onda de perseguição ocorre quando o país passa por um renascimento religioso.
 
Os relatórios dizem que há cerca de 67 milhões de cristãos, incluindo católicos, no país - o que significa que a China está a caminho de se tornar o lar da maior população cristã do mundo em questão de décadas.
 
"Após o 'colapso' da ideologia comunista, nenhum sistema de valores foi estabelecido para preencher o vazio espiritual", disse o escritor Zhang Lijia. "A China testemunhou um renascimento religioso nas últimas décadas, precisamente por causa desse vácuo e controle relaxado".
 
Sob a nova repressão, crianças e membros do partido comunista são banidos das igrejas em algumas áreas, e pelo menos uma cidade encorajou os cristãos a substituir os cartazes de Jesus por retratos do presidente Xi.
 
O pastor e fundador da China Aid, Bob Fu, disse: "Acho que tem a ver com a ideologia do presidente Xi Jinping. Ele está realmente querendo levar a China ao antigo caminho do presidente Mao Tsé Tung, exercendo mais controle político, controle mental, ideológico, Sinicização na ideologia do partido comunista, e qualquer outra coisa seria considerada uma ameaça".