Anterior

ANTERIOR

Autoridades chinesas fecham seis igrejas secretas

22/10/2018

Universo Cristão

Massacre de cristãos em Moçambique deixa mais de 20 mortos

País foi colocado no mapa das ameaças jihadistas desde outubro do ano passado; radicais islâmicos são suspeitos da decapitação dos cristãos

Com informações CM Jornal Portugal / fotos: Getty Images | 12/06/2018 - 11:08
Massacre de cristãos em Moçambique deixa mais de 20 mortos

A polícia iniciou uma perseguição aos suspeitos do ataque armado a uma povoação rural na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, onde foram decapitadas mais de 20 pessoas, entre as quais duas crianças, no domingo passado.

Segundo a rádio Voz da América, as autoridades acreditam que o grupo que realizou os ataques tem ligações com o radicalismo islâmico, o que coloca aquele país africano no mapa de ameaças jihadistas. Em outubro do ano passado, o ataque a uma mesquita em Mocímboa da Praia despertou para esse potencial perigo naquela zona norte de Moçambique, junto à fronteira com a Tanzânia.

Inácio Dina, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), acredita que os dois ataques estejam relacionados e que os suspeitos sejam responsáveis por outros ataques esporádicos naquela região.

"Este é um grupo que foi amplamente fragilizado", disse Inácio Dina durante uma conferência de imprensa, em Maputo, acrescentando que os crimes de domingo representam "um total desespero, em tentar buscar algum protagonismo", contrariando a ideia de que esta escalada de violência signifique um aumento da ameaça à segurança em Cabo Delgado. Pelo contrário, os agressores procuram "fazer vincar que este grupo ainda existe", fazendo crer que "tem uma musculatura" que, segundo a PRM, não tem.

Uma investigação baseada em 125 entrevistas em Cabo Delgado, divulgada na última semana, concluiu que a desestabilização é feita por células dispersas que usam o radicalismo islâmico para atrair seguidores, aos quais pagam rendimentos acima da média, financiados por rotas de comércio ilegal de madeira, rubis, carvão e marfim, daquela região para o estrangeiro.

Estes grupos incluem membros de movimentos radicais que têm sido perseguidos a norte pelas autoridades do Quénia e Tanzânia, segundo o qual alguns elementos terão sido treinados por milícias da região dos Grandes Lagos que por sua vez também têm ligações ao grupo terrorista al-Shabaab, na Somália.

Os ataques surgiram numa altura em que estão a avançar os investimentos no terreno para exploração de gás natural em Cabo Delgado, prevendo-se que a produção arranque dentro de cinco a seis anos, no mar e em terra, com o envolvimento de algumas das grandes petrolíferas mundiais.

Clamor pelos cristãos em Moçambique

De acordo com pastores da região onde acontece a onda de massacre de cristãos por muçulmanos radicais, já foram decapitados mais de 23 crentes. A região onde está ocorrendo esta perseguição é em Ponta Delgada, acima de Nampula.

Pastor Luís Jerónimo, líder de uma das maiores igrejas de Maputo, capital de Moçambique, e demais pastores estão em oração e jejum pelas igrejas naquela região. Muitos crentes estão tentando fugir para outras Províncias.

No ano passado, houve uma perseguição mas o Exército de Moçambique conseguiu deter o avanço. Neste momento, há radicais islâmicos dentro das matas, o que torna mais difícil detê-los. Pastores e missionários da região pedem que todos os cristãos estejam unidos em clamor!