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Homem que nasceu sem braços usa deficiência para glorificar a Deus

Daniel Ritchie nasceu sem os braços devido a uma má-formação genética, mas reconhece seu valor diante de Deus

Fonte: Guia-me / com informações de The Christian Post | 13/04/2018 - 16:45
Homem que nasceu sem braços usa deficiência para glorificar a Deus

Imagine realizar todas as tarefas do dia a dia apenas com o auxílio dos pés. Assim é a rotina do pastor norte-americano Daniel Ritchie, que nasceu sem os braços devido a uma má-formação genética.

Na infância, Daniel não sabia como lidar com comentários maldosos sobre sua deficiência. “Ser diferente de todos os outros era um fardo terrível. Eu não achava que minha vida fosse preciosa, notável ou sagrada. Eu me sentia inútil e quebrado”, disse ele ao site Desiring God.

“‘Nunca’ é uma palavra que eu ouvi muito na minha vida. Por ter nascido sem nenhum dos meus braços, eu passei os primeiros anos da minha vida sendo informado de todas as coisas que eu ‘nunca’ seria capaz de fazer”, Daniel conta.

Ele passou a encontrar seu verdadeiro valor e propósito de vida na adolescência, quando teve um encontro especial com Cristo. “Deus me resgatou e me redimiu aos 15 anos de idade, e aos poucos Ele começou a me mostrar como minha vida é preciosa, apesar da minha deficiência”, afirma.

Hoje Daniel está aproveitando sua vida ao máximo exercendo diversas funções: pastor, escritor, conferencista, motorista, marido e pai. Sua história de superação está sendo contada no livro My Affliction for His Glory (“Minha Aflição Por Sua Glória”, em tradução livre).

Uma de suas missões é destacar o valor da vida e incentivar as pessoas a não verem o aborto como uma solução. “A cegueira, a surdez, a amputação e a deficiência mental não prejudicam o valor de nenhuma pessoa. A igreja deve ser fiel para proclamar e defender que todo filho não nascido, independentemente de sua deficiência, tem direito à vida. Todo feto pode manifestar as obras de Deus”, observa.

Ele também incentiva as igrejas a darem espaço para os deficientes se envolverem nas atividades. “Quantas pessoas em nossas igrejas nós colocamos de lado porque são paralíticas, cegas ou autistas?”, questiona.

“Se elas tiverem o valor dado por Deus, vamos fazer o que for preciso para encontrar maneiras de servi-las na igreja e dar oportunidades de servir como igreja. Elas são chamadas para ir e fazer discípulos como qualquer pessoa fisicamente capaz”, acrescenta.