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Presos por sua fé, cristãos testemunham avivamento na prisão: `Pessoas vieram a Cristo´

24/11/2017

Universo Cristão

Cristãos condenados à prisão tiveram audiência neste domingo no Irã

Governo usa `segurança nacional´ como motivo para prisões, que em 2016 chegaram a quase 200

Fonte: Portas Abertas | 13/11/2017 - 17:00
Cristãos condenados à prisão tiveram audiência neste domingo no Irã

No último domingo (12), houve as audiências da apelação de um iraniano e três azerbaijanos cristãos condenados em maio a dez anos de prisão. Eles são acusados de atividades missionárias e ações contra a segurança nacional do Irã. Os três azerbaijanos, Eldar Gurbanov, Yusif Farhadov e Bahram Nasibov, tiveram permissão para sair do Irã em novembro de 2016, e é provável que não necessitem voltar. Já o iraniano, Naser Navard Gol-Tapeh, que é um cristão ex-muçulmano, permanece no Irã e terá que cumprir sua sentença, dependendo do resultado da audiência.

Os quatro cristãos foram presos em junho do ano passado, quando agentes de segurança invadiram uma festa de casamento em Teerã, a capital do país. Eles ficaram quatro meses na cadeia, mas depois foram liberados sob pagamento de fiança, e os três azerbaijanos voltaram para a terra natal. Na mesma semana em que eles foram condenados, outros três iranianos cristãos também receberam ordem de prisão por longo tempo. As ordens de prisão de dez a quinze anos recebidas por cristãos nos últimos meses são devidas a supostas ações contra a segurança nacional.

“Essas acusações de cunho político ajudam a evitar uma comoção internacional de acusações por motivos religiosos”, diz o grupo de advocacia Artigo 18. De acordo com o grupo, desde maio 19 cristãos foram condenados à prisão no Irã. Segundo eles, em 2016 mais de 193 cristãos foram presos por participar de reuniões de oração e estudo bíblico em igrejas domésticas no país. “Mas a crescente comunidade de ex-muçulmanos convertidos ao cristianimo são proibidos de frequentar as igrejas reconhecidas e legalizadas, então têm que se reunir em igrejas secretas”, afirmam.