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23/08/2017

Universo Cristão

Missionário não desiste de atuar na Coreia do Norte: `Vou até minha última gota de sangue´

Apesar dos riscos, dezenas de missionários estão atuando como professores na Universidade de Ciência e Tecnologia de Pyongyang, na Coreia do Norte

Fonte: Guia-me | 16/05/2017 - 09:00
Missionário não desiste de atuar na Coreia do Norte: `Vou até minha última gota de sangue´

Apesar dos riscos, dezenas de missionários estão atuando como professores na Universidade de Ciência e Tecnologia de Pyongyang, na Coreia do Norte.

Kim Hak Song foi detido recentemente pelas autoridades norte coreanas, mas optou por continuar ensinando na instituição de ensino.

“Eu tenho o compromisso de dedicar a minha última gota de sangue para este trabalho”, disse ele, de acordo com a agência de notícias Reuters.

Fundada pelo coreano evangélico James Kim, a Universidade de Pyongyang conta com 500 alunos nos cursos de graduação e 60 estudantes de pós-graduação.

Segundo o chanceler Chan-mo Park, apesar dos graves riscos para missionários e funcionários americanos, cerca de 60 pessoas vêm dos Estados Unidos para a Universidade a cada semestre. “Hoje há menos do que isso”, disse ele.

O governo norte-coreano prendeu quatro cidadãos americanos sob diversas acusações, usando principalmente o argumento de oferecerem ameaça contra a segurança nacional.

A Universidade de Pyongyang esclareceu que a prisão de seus professores não foi promovida pela instituição de ensino.

No entanto, embora a Universidade não esconda sua filiação cristã, ex-professores disseram que a faculdade não quer dar impressão de que está realizando a obra missionária.

Abraham Kim, diretor da Universidade Bible Fellowship, em Chicago, disse que embora os voluntários “não possam pregar diretamente a palavra de Deus, podemos influenciar indiretamente as pessoas apenas sendo bons cristãos”.

Curiosamente, nem todos os professores são religiosos. Will Scott, que foi professor de engenharia de software na Universidade de Pyongyang entre 2013 e 2015, disse que é ateu.

“Os estrangeiros participavam de um culto aos domingos, mas não saíam falando sobre isso em sala de aula”, disse Scott.