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Universo Cristão

´Pastores estão em grupo de maior risco à doenças advindas do estresse`

Pesquisa na Suécia tem conclusão similar a dos EUA e Reino Unido sobre difícil missão de pastorear

CPAD News, com informações do Christian Today | 15/01/2016 - 17:00

A Suécia pode ser um dos países mais ricos e mais seguros do mundo, mas ser um pastor até mesmo lá não é nada fácil. Isso é o que mostra nova pesquisa comprovando que ministros religiosos estão no grupo de maior risco de estresse e doenças psicológicas por causa do trabalho. Os líderes ocupam a terceira posição na lista de ocupações em situação de risco.

Os números são da Agência de Seguro Social da Suécia, que não oferece uma explicação de quais fatores podem ser responsáveis por essa tendência, mas baseiam-se em suas estatísticas. Alguns líderes da Igreja têm sugerido que pode ser porque muitos pastores fazem “plantão" constantemente, não encerram o "expediente" - o que não é habitual para o resto do país, já que a Suécia introduziu recentemente a norma de apenas de seis horas diárias de trabalho. 

Embora o clero tecnicamente “obedeça” a esta carga horária, um porta-voz do sindicato que representa a classe pastoral no País disse: "Já faz parte da nossa cultura, se você é um sacerdote está sempre acessível, mesmo quando fora da igreja. Como sacerdote você não diz ‘não’ a uma pessoa que está com grande necessidade de desabafar. Você não fala 'desculpe, mas eu estou indo jogar golfe’”, brinca sobre o assunto o representante. 

O país também tem a licença mais bem paga do que a maioria dos outros na União Européia - mas novamente, isto não parece estar ajudando no estressante trabalho pastoral.

Pastores, padres e ministros estão trabalhando mais horas do que professores e até mesmos do que funcionários da indústria de tecnologia, de acordo com a pesquisa. Apesar de números apontarem a Suécia como um dos países no Ocidente com mais baixa taxa de freqüência do povo à igreja.

Há preocupações quanto à saúde dos pastores em outros países também. De acordo com relato do New York Times, "os membros do clero agora sofrem de obesidade,  hipertensão e depressão em taxas mais elevadas do que a maioria dos americanos".

Ministros britânicos não estão imunes ao problema. Um recente relatório da igreja St Luke na Inglaterra afirmou: "Mais de três quartos do clero questionados em uma pesquisa sobre sua saúde mental gostaria de receber ajuda com a gestão do estresse". A igreja hoje desenvolve campanhas e disponibiliza outras ferramentas para colaborar com a saúde física e emocional dos ministros.