Anterior

ANTERIOR

Pastor Wellington Junior é empossado líder da CGADB

26/07/2017

Próximo

PRÓXIMA

Samoa declara-se país de orientação cristã

05/09/2017

Mensageiro da Paz

Ex-traficante de armas e drogas liberto

Mensageiro da Paz (setembro/ 2017)

04/09/2017 - 00:00

O atalho para o mundo da criminalidade ainda continua sendo a escolha de muita gente ao redor do mundo, principalmente de jovens que vêem no crime uma chance de alcançar prestígio entre  os demais membros de sua comunidade, ou mesmo conseguir “dinheiro fácil” em assaltos. O cearense Jorge Pereira Fernandes foi uma das vítimas desse perigoso mundo do crime. Criado em um lar onde a feitiçaria fazia parte do ambiente familiar, Jorge lembra que a sua infância não foi nada fácil. “Eu não nasci em um lar evangélico, a minha família frequentava centros espíritas, e depois que eu fui apresentado ao crime, comecei a fazer pequenos furtos”.

Nesse momento de sua vida contava já 18 anos. A escalada do crime na vida do jovem prosseguiu vertiginosamente e, após os “pequenos furtos”, ele acabou infl uenciado por amigos que o incentivaram a tornar-se um criminoso de referência: ele participou de assaltos a bancos, ingressou no tráfico de drogas e cometeu homicídios. Mas por causa de sua conduta totalmente transviada teve um preço a pagar. “Acabei detido pela polícia e enquadrado no artigo 157 (assalto a mão armada). Eu fui preso, mas foi na cadeia que eu tive contato com a Palavra de Deus”.

Jorge foi conduzido para a Penitenciária Industrial Regional do Cariri (PIRC), mas mesmo encarcerado, ele continuou as suas atividades criminosas: traficava armas e drogas na cadeia. Mas algo chamava a atenção do jovem encarcerado: as atividades dos prisioneiros que haviam se convertido a Jesus na penitenciária. “Mesmo assim, na prática de ações criminosas, eu ficava observando a conduta dos crentes quando se reuniam para adorar ao Senhor”, lembra. Apesar disso, o jovem parecia cativado pela presença de uma visitante ilustre que ele chama até hoje de “irmã Maria”.

A senhora cristã visitava o marido encarcerado, e nessas visitas ela dirigia-se para Jorge com o objetivo de anunciar a mensagem da salvação em Cristo a ele também. Mas naquele ambiente marcado pelo ódio e dor, o jovem não conseguia encontrar elementos que pudessem suavizar a perda da liberdade e, ao mesmo tempo, transformar o seu caráter e ter condições de voltar à sociedade. “O ambiente de uma penitenciária é horrível, temos um sistema prisional falido, mesmo assim eu ouvia a ministração da Palavra de Deus pelo rádio. Eu apreciava o conteúdo daquelas mensagens e isso chamou a minha atenção. Na cadeia encontrei apenas corrupção, drogas e armas. Lá, somente os fortes sobrevivem”, alerta o convertido. 

Mas que tipo de atendimento era dispensado ao Jorge pela “irmã Maria”? A senhora cristã oferecia oração a Deus em seu favor e deixava uma mensagem bíblica para que a mesma resultasse em salvação. “Aquela atitude foi-me ‘amolecendo’, com o aprendizado na Palavra de Deus. Apesar disso, a influência do meio ainda levava-me a continuar com as minhas atividades criminosas entre os colegas de xadrez”. Mas o Senhor preparou um caminho a fim de alcançar aquela alma angustiada. “Certa feita a irmã Maria foi visitar o marido, lembro-me que era uma quinta-feira, e nesse dia eu estava deprimido. Ela veio orar por mim, depois eu me desloquei onde os crentes estavam reunidos para ouvir a mensagem, no final da reunião 70 presos converteram-se; entre eles, estava eu aos pés do altar confessando meus pecados”.

Jorge recorda-se que o efeito do poder de Deus em sua vida o fez desistir do tráfi co que realizava na cadeia. “Eu fui abordado pelos outros detentos que me questionaram se eu continuaria a traficar na penitenciária. O que eu fiz? Eu deletei os contatos dos criminosos com quem eu fazia ‘negócios’ do lado de fora do complexo. Eu fiz isso 48 horas após a minha conversão. Eu era viciado em crack, além de maconha e cigarro, mas após sete meses preso, saí cantando louvores ao nome do Senhor”, fala Jorge com alegria. O novo convertido saiu da penitenciária beneficiado pela progressão de pena, contemplado com a liberdade condicional, mas depois o juiz da comarca disse que ao olhar para o seu semblante percebeu uma notável mudança. O magistrado disse-lhe: “Eu vou te tirar da condicional e dar-lhe a liberdade”.

Dessa forma, o jovem teria apenas que comparecer uma vez ao mês para assinar a sua presença no fórum. Nesse meio tempo, Jorge começou a frequentar uma congregação da Assembleia de Deus em Tauá, sua cidade natal, no Ceará. Foi lá que o convertido conseguiu emprego na zeladoria do templo-sede, emprego oferecido pelo pastor Sérgio Almeida. “Em primeiro lugar isto faz parte da missão da Igreja que é anunciar a Palavra de Deus a toda a criatura, independente de status social. Nós temos trabalhado nas prisões. Mas além do Jorge ainda temos o primo dele, o diácono Deuarte, ambos eram considerados o terror em nossa região, mas Jesus os salvou e os batizou no Espírito Santo, e agora são obreiros da casa do Senhor. Os ex-caseiros da nossa igreja também vieram do crime e serviam a Deus conosco”, comenta pastor Sérgio Almeida.

Desde 2014 o convertido Jorge encontra-se trabalhando na zeladoria do templo-sede da AD cearense. “Totalizando eu tenho sete anos de uma nova vida com Cristo. Hoje estou casado com Solange Martins e tenho os filhos Maria Clara e Enzo Gabriel. O que eu tenho a dizer de minha vida pregressa? O mundo do crime não compensa, e traz prejuízo para as famílias. Nenhum homicida tem herança no Reino de Deus, dessa forma, clamem ao Senhor enquanto Ele está próximo”.

  Para adquirir ou assinar!