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Mensageiro da Paz

Levitas sacrificam após 2 mil anos

Mensageiro da Paz (Junho/2016)

15/05/2016 - 10:13

Depois de 2 mil anos que os religiosos judeus cessaram com os sacrifícios de animais em sua liturgia, os cordeiros de um ano foram conduzidos ao ar livre e imolados segundo os reclames no livro de Levítico. A cerimônia foi conduzida por homens que reúnem as prerrogativas a fi m de servirem como os novos levitas e sacerdotes do povo hebreu. Por muito tempo, o antigo santuário descrito na Palavra de Deus e que foi visitado por Jesus enquanto cumpria seu ministério terreno, serviu como palco para o serviço religioso, mas acabou destruído pelos romanos no ano 70 d.C. Desde então, o sacrifício de animais cessou, apesar de a tradição ter continuado com os samaritanos que celebravam no monte Gerizim e não segue estritamente a prescrição bíblica.

A cerimônia aconteceu no alto do Monte das Oliveiras e reuniu cerca de 400 convidados. O ato foi agendado pelo Instituto do Templo que classifi cou a liturgia como uma “cerimônia modelo”. Os convidados presentes dividiam-se entre líderes políticos e religiosos, que revelaram a sua esperança de que as mesquitas sejam removidas do alto do Monte do Templo. Durante o cerimonial, os participantes se pronunciaram: o político Arieh King aspira que Jerusalém esteja livre do que ele chamou de “abominação” e o rabino Yisrael Ariel, um dos líderes do Instituto do Templo disse que evento foi uma “preparação” para o tempo em que o monte Moriá for “limpo e consagrado” e o templo, reconstruído. A cerimônia foi realizada no dia 18 de abril com direito a aspersão do sangue, a queima de gorduras e outras partes do cordeiro em um altar. A cerimônia foi acompanhada pelo som de trombetas de prata sopradas pelos levitas (Cohanim). O local onde aconteceu o abate cerimonial foi a yeshiva Beit Orot, local de onde se pode observar o Monte do Templo. Os líderes religiosos explicam que de acordo com o calendário judaico, que é lunar e segue os períodos estabelecidos por Deus ao povo de Israel; a Páscoa (Festa de Pêssach) inicia ao pôr do sol do dia 22 de abril e encerra no anoitecer de sábado, dia 30. 

O rabino Shmuel Eliyahu, importante líder judeu, disse que “todos os judeus praticantes, nos últimos 2 mil anos, tem orado por isso três vezes ao dia”. O rabino demonstrava felicidade pelo ambiente tomado pelas orações cantadas com acompanhamento musical após o sacrifício, enquanto os Cohanim ostentavam os trajes cerimoniais, devidamente aparelhados para a utilização em breve no Templo. Mas outros grupos judeus ortodoxos realizaram nesses últimos anos sacrifícios em frente ao Monte do Templo, em Jerusalém. Os religiosos tentavam seguir a liturgia registrada no Pentateuco, mas não com os detalhes seguidos pelo Instituto do Templo. A liderança judaica classifi ca o cerimonial de “ensaio profético”. Mas para evitar confl itos com os muçulmanos, as autoridades judaicas não estimulam a prática e já prendeu ativistas desejosos de realizar a liturgia.

Mensageiro da Paz - Número 1573- Junho de 2016, CPAD


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