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24/07/2013 - 10:30

O Ministério no Antigo Testamento

O sacerdócio levítico e o ministério profético



O Ministério no Antigo Testamento

 

No tempo do Antigo Testamento, havia dos tipos de ministérios: o levítico e o profético. Os juízes, sempre é bom lembrar, não eram ministros religiosos, mas magistrados civis e líderes levantados por Deus para conduzir a nação israelita em momentos de grande adversidade. Já os levitas e sacerdotes, bem como os profetas, eram ministérios essencialmente religiosos.

Neste breve estudo, vamos abordar o sacerdócio levítico e o ministério profético.
 
O sacerdócio levítico
 
No Antigo Testamento, os filhos de Levi foram designados para o ministério e a descendência de Arão, especificamente para o ministério sacerdotal, que primeiro se realizou no Tabernáculo e depois, no Templo, cuja estrutura original foi construída durante o reinado de Salomão, filho de Davi.

O ministério sacerdotal era, essencialmente, um ministério intercessório. O sacerdote era o mediador entre o povo e Deus, e não apenas no que diz respeito ao oferecimento de sacrifícios para expiação das culpas do povo, mas também no sentido mais comum, de orar em favor do povo. Era responsabilidade do sacerdote também ensinar a Lei de Deus para a população (Êx 28.1-29.45; Lv 21.1-23; 1Cr 24.1-31).

Em síntese, o sacerdote deveria ministrar no santuário perante Deus e ensinar ao povo a guardar a Lei de Deus. E eventualmente, ele também tomava conhecimento da vontade divina em situações muito difíceis por meio da consulta ao Urim e Tumim (Êx 29.10; Nm 16.40; 27.21; Ed 2.63). “Urim e Tumim”, que significa “luz e perfeição”, era o nome de dado a um ou, mais provavelmente, dois objetos, talvez pedras, que eram trazidas pelo sumo sacerdote no peitoral de sua roupa cerimonial, usada para se apresentar ao Senhor (Êx 28.30).

É importante lembrar que o ministério sacerdotal não começou com Arão, uma vez que a Bíblia menciona o rei de Salém, Melquizedeque, como “sacerdote do Senhor” (Gn 14.18; Hb 7.1-3).

No Novo Testamento, o Sumo Sacerdote é Cristo, que através do Seu sacrifício acabou com a necessidade de novas ofertas e sacrifícios (Hb 7.1-8.13); e todos os cristãos são sacerdotes (Ap 1.6; 5.10). Aliás, a Bíblia diz que originalmente Deus desejava tornar a nação de Israel, como um todo, em um reino sacerdotal (Êx 19.6), entretanto, devido ao comportamento da nação, Ele escolheu a família de Arão como linhagem sacerdotal (Êx 28.1; 40.12-15; Nm 6.40)
Há características do ministério sacerdotal q ue são, de forma geral, princípios válidos para todo ministro do Senhor até hoje. As características gerais do ministério sacerdotal são: chamado divino (Hb 5.4); purificação (Êx 29.4); unção e santificação (Lv 8.12); submissão (Lv 8.24-27) e vestes santas para glória e ornamento (Êx 28.2; 29.6,9). Ademais, o sacerdote só poderia tomar mulher de sua própria nação, e ela deveria ser ou virgem ou viúva de outro sacerdote (Lv 21).

Outra característica importante: o sacerdote não podia ministrar como ele queria, pois ele estava sujeito às leis divinas especiais para ministrar (Lv 10.8).
 
O ministério profético
 
O profeta era o porta-voz de Deus, sempre trazendo uma mensagem de repreensão ou consolo, e muitas vezes também uma predição com esses objetivos (repreender ou consolar).

Se o ministério sacerdotal era um ministério essencialmente intercessório, com o sacerdote intercedendo pelo povo diante de Deus, o ministério profético fazia exatamente o caminho inverso: o profeta recebia de Deus para levar até o povo. Justamente por isso, o ministério profético era geralmente muito impopular, sobretudo diante das autoridades de Israel.

Moisés, além de líder e legislador do povo, era um profeta. Porém, foi só com Samuel que foi inaugurada uma nova fase, mais intensa, do ministério profético, dentro do qual se destacam Elias, Eliseu, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Zacarias e tantos outros.

A designação “Profetas Maiores” e “Profetas Menores” que é dada a alguns livros do Antigo Testamento não diz respeito a importância do ministério de seus autores, mas ao tamanho de sua produção literária que Deus permitiu que sobrevivesse até os nossos dias. Ou seja, apesar de sua notável importância, os profetas Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel foram tão importantes dentro da economia divina quanto Oséias, Joel, Amos, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias – os chamados “Profetas Menores”.

Como afirma a Bíblia de Estudo Pentecostal, “os profetas do Antigo Testamento eram homens de Deus que, espiritualmente, achavam-se muito acima de seus contemporâneos. Nenhuma categoria, em toda a literatura, apresenta um quadro mais dramático do que os profetas do AT. Os sacerdotes, juízes, reis, conselheiros e os salmistas tinham, cada um, um lugar distintivo na história de Israel, mas nenhum deles logrou alcançar a estatura dos profetas, nem chegou a exercer tanta influência na história da redenção”.

Prossegue com propriedade Donald Stamps, autor das notas da BEP: “Os profetas exerceram considerável influência sobre a composição do AT. Tal fato fica evidente na divisão tríplice da Bíblia hebraica: a Torá, os Profetas e os Escritos (cf. Lc 24.44). A categoria dos profetas inclui seis livros históricos, compostos sob a perspectiva profética: Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, e 1 e 2 Reis. É provável que os autores desses livros fossem profetas. Em segundo lugar, há dezessete livros proféticos específicos (Isaías até Malaquias). Finalmente, Moisés, autor dos cinco primeiros livros da Bíblia (a Torá), era profeta (Dt 18.15). Sendo assim, dois terços do AT, no mínimo, foram escritos por profetas”.

Os profetas do Antigo Testamento são normalmente chamados, no texto sagrado, de Ro’eh ou Nabi. A primeira expressão significa “vidente”, e é uma alusão ao fato de que Deus lhes concedia visões, sonhos e revelações que os capacitavam a transmitir a verdade divina ao povo. Lembremos que muitos profetas também interpretavam sonhos (casos de José e Daniel). Já o vocábulo Nabi quer dizer exatamente “profeta”, e é a que mais ocorre no Antigo Testamento para designar esse ministério: nada menos que 316 vezes. Seu plural é Nabi’im. O Nabi – ou profeta – é o “porta-voz” divino. Porém, eles eram chamados também e tão somente de “homem de Deus” (2Rs 4.21), “servo de Deus” (Is 20.3; Dn 6.20), “atalaia” (Ez 3.17) e “mensageiro do Senhor” (Ag 1.13).

Os profetas não só traziam conhecimentos e informações divinos que haviam sido a eles revelados pelo próprio Deus. Eles também recebiam o poder de Deus par realizar milagres. Além disso, tinham um estilo de vida consagrado, santo, vivendo exclusivamente para Deus. Eram homens com estreita comunhão com Deus. Outras duas características importantes são que muitos deles eram, sobretudo, pregadores morais e éticos; e muitas de suas profecias eram relativas ao Messias, tanto à Sua Primeira Vinda quanto à Sua Segunda Vinda.

Alguns levitas tornaram-se profetas, como são os casos de Jeremias, Ezequiel e Habacuque.
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