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23/10/2020

Giro pelo Mundo

`Um ato de terrorismo islâmico´, diz ministro sobre ataque em Paris

Gerald Darmanin afirmou que um dos suspeitos presos confessou o crime, mas que não era conhecido dos sistemas de inteligência

Fonte: R7 / Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters | 28/09/2020 - 13:45
`Um ato de terrorismo islâmico´, diz ministro sobre ataque em Paris

O ministro do Interior da França, Gerald Darmanin, declarou que o ataque a faca que deixou duas pessoas feridas próximo à antiga sede do jornal Charlie Hebdo, nesta sexta-feira (25), foi um ataque terrorista islâmico.

"Claramente este é um ato de terrorismo islâmico", afirmou Darmanin em entrevista ao canal de TV France 2.

Duas pessoas ficaram feridas, sendo uma delas em estado grave, mas fora de perigo. Um dos autores foi preso logo em seguida, na região da Bastilha, ainda com as roupas sujas de sangue.

No entanto, a emissora parisiense BFMTV diz que, apesar de o rapaz, de 18 anos, ter confessado o crime, ele não constava na lista de possíveis terroristas e nem era conhecido dos serviços de inteligência.

O garoto de origem paquistanesa tem uma passagem pela polícia há um mês, quando ainda era menor de idade, por portar uma arma proibida.

“Há poucas dúvidas de que se trata de um novo ataque sangrento contra nosso país. [...] Duas pessoas foram presas, obviamente o suposto autor” do ataque, disse o ministro, acrescentando que o jovem "não era conhecido por atos de radicalização”.

O jornal satírico Charlie Hebdo foi alvo de um ataque terrorista em 7 de janeiro de 2015, quando terroristas armados com fuzis Kalashnikov abriram fogo, deixando 12 pessoas mortas e ao menos quatro feridos.

O grupo terrorista Al-Qaeda assumiu a autoria do atentado. A polícia identificou os irmãos Saïd e Chérif Kouachi como os principais responsáveis pelos crimes.

No último dia 2, 14 pessoas foram a julgamento em Paris, acusadas de envolvimento com o crime, incluindo apoio logístico e fornecimento de armas.

O ministro do Interior admitiu na entrevista de hoje que a ex-sede do Charlie Hebdo foi descuidada, mesmo que a equipe editorial já tenha deixado o local há quatro anos.