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14/03/2019

Giro pelo Mundo

Paraguai rompe relações com a Venezuela após posse de Maduro

Em discurso, Benítez lembrou que Paraguai, como membro do Grupo de Lima, concordou em não reconhecer `resultado de um processo eleitoral ilegítimo´

Fonte: R7 / com informações agências internacionais / Foto: Reprodução/ Flickr | 10/01/2019 - 17:35
Paraguai rompe relações com a Venezuela após posse de Maduro

O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, anunciou nesta quinta-feira (10) a ruptura das relações diplomáticas com a Venezuela e o fechamento da embaixada paraguaia em Caracas após a posse de Nicolás Maduro para seu terceiro mandato, que o manterá no poder até 2025.

Em discurso no Palácio de Governo, Benítez lembrou que o Paraguai, como membro do Grupo de Lima, concordou com outros 12 países em não reconhecer o "resultado de um processo eleitoral ilegítimo".

Diplomaticamente, a decisão do Governo do Paraguai tem como consequência a retirada de todo o corpo diplomático paraguaio da Venezuela e a expulsão do corpo diplomático venezuelano do Paraguai.

Na última sexta-feira (4), o grupo enviou uma carta assinada por todos seus membros em que não reconhece o governo de Maduro. A medida do Grupo de Lima é apoiada pelos Estados Unidos.

Na carta, o grupo pede ainda que Maduro passe o poder para as mãos da Assembleia Nacional, que é comandada pela oposição e que também não reconhece o resultado das eleições.

Terceiro mandato de Maduro

Nesta quinta-feira (10), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, tomou posse para seu terceiro mandato em meio a acusações de ilegitimidade pela forma como conseguiu sua reeleição. O país vive um período de colapso econômico e mergulha na pior crise humanitária de sua história. O Parlamento divulgou na quarta-feira (9) que a Venezuela fechou 2018 com uma inflação de 1.698.844,2%. O órgão previu uma taxa maior acima dos 10.000.000% para 2019, o que supera a previsão do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), 3 milhões de venezuelanos saíram do país nos últimos anos fugindo da pobreza — o número deve passar de 5 milhões em 2019.