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Covid: Enem terá salas especiais para grupo de risco

Inep estebelece medidas para evitar aglomeração nos dias de exame e amplia número de locais de aplicação do exame

Covid: Enem terá salas especiais para grupo de risco

Para evitar aglomeração nos locais de prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) anuncia uma série de medidas preventivas contra a covid-19.

Estudantes do grupo de risco ficarão em uma sala específica e haverá ampliação dos pontos de aplicação do exame.

De acordo com o Inep, a ocupação deve ser de, aproximadamente, 50% da capacidade original das salas onde os participantes realizarão o exame. Para este ano estão previstas 205 mil salas em 14 mil pontos de aplicação um aumento se comparado com a edição anterior. Em 2019, o Enem foi aplicado em 145 mil salas de aplicação, em cerca de 10 mil locais de prova.

As provas do Enem 2020 estão marcadas para os dias 17 e 24 de janeiro de 2021 (versão impressa) e 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021 (versão digital). Além da redução do número de pessoas por ambiente de aplicação, uma sala especial, com ocupação de até 12 pessoas, será destinada aos participantes que, segundo o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), são mais vulneráveis à covid.

Fazem parte desse grupo gestantes, lactantes, idosos e pessoas com condições médicas preexistentes, como cardiopatias, doenças pulmonares crônicas, diabetes, obesidade mórbida, hipertensão, doenças imunossupressoras e câncer.

O Inep informa que esses perfis já foram identificados na base de inscritos e, assim, alocados nas salas especiais. Não há necessidade de realizar uma nova solicitação.

Doenças infectocontagiosas

Pessoas com doenças infectocontagiosas nos dias de realização das provas, também poderão participar da reaplicação do Enem. Nesses casos, a condição deverá ser comunicada, por meio da Página do Participante, antes da aplicação do exame.

São doenças infectocontagiosas para fins de solicitação de reaplicação do Enem 2020 impresso: coqueluche, difteria, doença invasiva por Haemophilus influenza, doença meningocócica e outras meningites, varíola, Influenza humana A e B, poliomielite por poliovírus selvagem, sarampo, rubéola, varicela e covid-19.

Para a análise da possibilidade de reaplicação, a pessoa deverá inserir, obrigatoriamente, no momento da solicitação, documento legível que comprove a doença. Na documentação, deve constar o nome completo do participante, o diagnóstico com a descrição da condição, o código correspondente à Classificação Internacional de Doença (CID 10), além da assinatura e da identificação do profissional competente, com o respectivo registro do Conselho Regional de Medicina (CRM), do Ministério da Saúde (RMS) ou de órgão competente, assim como a data do atendimento.

O documento deve ser anexado em formato PDF, PNG ou JPG, no tamanho máximo de 2 MB. Caso o diagnóstico ocorra no dia da aplicação do Enem, além de registrar o ocorrido por meio da Página do Participante, o inscrito deverá entrar em contato com a Central de Atendimento do Inep (0800 616161) e relatar a condição, a fim de agilizar a análise do laudo pela autarquia. A aprovação ou a reprovação da solicitação de reaplicação deverá ser consultada pela Página do Participante.

Medidas de segurança

Entre as medidas sanitárias implementadas para o Enem 2020 estão a disponibilização de álcool em gel aos participantes e a obrigatoriedade do uso de máscara durante a prova.

O participante poderá levar mais de uma máscara para troca ao longo do dia. As máscaras serão verificadas pelos fiscais para evitar possíveis infrações, respeitando a distância recomendada.

Profissionais que irão trabalhar nos dias de prova, entre aplicadores, fiscais e demais colaboradores, também estão sendo capacitados por meio de cursos a distância, para se adequarem às medidas de segurança sanitária.

 

Fonte: R7 / Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil