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29/05/2017

Giro pelo Brasil

Palocci presta duas horas de depoimento ao juiz Sérgio Moro

Depoimento foi realizado na manhã desta quinta-feira (20), em Curitiba

Fonte: G1 | 20/04/2017 - 14:35
Palocci presta duas horas de depoimento ao juiz Sérgio Moro

O ex-ministro Antonio Palocci falou por cerca de duas horas ao juiz Sérgio Moro na audiência realizada na manhã desta quinta-feira (20), na sede da Justiça Federal, em Curitiba. O ex-assessor de Palocci, Branislav Kontic, também foi interrogado e falou por cerca de 30 minutos.

Palocci foi preso no dia 26 de setembro pela 35º fase da Operação Lava Jato. Ele foi ministro da Casa Civil no governo Dilma Rousseff e ministro da Fazenda de Lula – ambos do Partido dos Trabalhadores (PT). O ex-ministro está detido na carceragem da Polícia Federal (PF), na capital paranaense.

O advogado que representa os dois investigados, José Roberto Batochio, não quis comentar sobre os depoimentos.

Kontic foi preso no mesmo dia que Palocci, mas deixou a cadeia em 15 de dezembro de 2016, depois de uma decisão da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que trocou a prisão preventiva por medidas cautelares alternativas.

Os dois são os últimos réus a serem interrogados pelo juiz no processo. Ainda nesta quarta, após os interrogatórios, as defesas e a acusação podem solicitar diligências complementares, que serão analisadas por Sérgio Moro. Na sequência, o magistrado determina os prazos para apresentação das alegações finais, última fase do processo antes da sentença.

Além de Palocci e Kontic, estão entre os réus o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e o ex-presidente da Odebrecht S.A. Marcelo Odebrecht.

A acusação

O processo apura se Palocci recebeu propina para atuar em favor do Grupo Odebrecht, entre 2006 e o final de 2013, interferindo em decisões tomadas pelo governo federal. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o ex-ministro também teria participado de conversas sobre a compra de um terreno para a sede do Instituto Lula, que foi feita pela Odebrecht, conforme as denúncias.

A denúncia trata de pagamentos feitos para beneficiar a empresa SeteBrasil, que fechou contratos com a Petrobras para a construção de 21 sondas de perfuração no pré-sal. O caso foi delatado pelo ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco.

As investigações mostram que o valor pago pela Odebrecht a título de propina pela intermediação do negócio chegou a R$ 252.586.466,55. Esse valor foi dividido entre as pessoas que aparecem na denúncia. Em troca disso, a empresa firmou contratos que, somados, chegaram a R$ 28 bilhões.