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Pr. Silas Daniel

Pr. Silas Daniel

Sobre meu artigo `Em Defesa do Arminianismo´

Sex, 30/01/2015 por

Escrevi um artigo na revista Obreiro Aprovado, edição 68, referente ao primeiro trimestre deste ano, intitulado “Em Defesa do Arminianismo”, onde falo das razões da adesão ao Calvinismo nos últimos anos por parte de alguns obreiros e irmãos assembleianos e explico o que é, de fato, o Arminianismo, o que realmente ensina e seu lugar na história. O artigo está repercutindo bastante nas redes sociais e blogs de irmãos ligados à denominação, o que muito me alegra.

Lendo alguns comentários sobre o artigo na internet, resolvi publicar este artigo para esclarecer algumas dúvidas:

1) Alguns irmãos assembleianos simpáticos ao Calvinismo, e naturalmente incomodados com a publicação de um artigo, em órgão oficial da denominação, em defesa do Arminianismo, estão me acusando do que eu não disse. Eles, sem dúvida alguma, não leram o meu artigo, pois estão afirmando que estou defendendo uma “caça às bruxas” (ou seja, uma “caça” aos calvinistas) na Assembleia de Deus. Ora, na terceira página do meu artigo em Obreiro Aprovado, escrevi exatamente o contrário disso:

“...o objetivo de lembrar aqui essas exclusões por Calvinismo no passado da AD não é para pregar que agora devemos começar uma espécie de ‘caça às bruxas’ aos calvinistas dentro da Assembleia de Deus. Nada disso. É apenas para lembrar que o Calvinismo nunca fez parte de nossas origens e nem muito menos fez parte do nosso padrão doutrinário, ao ponto de no passado até se excluir por causa disso. E se hoje o Calvinismo é cada vez mais comum no meio assembleiano, isso se deve tão somente ao fato de que temos ensinado pouco ou quase nada sobre o verdadeiro Arminianismo nos púlpitos e seminários de nossas igrejas”.

2) Alguns irmãos assembleianos ligados ao Calvinismo estão me acusando de ser “absolutista” ao defender o Arminianismo em detrimento do Calvinismo. Bem, acho que, por esse critério, os irmãos calvinistas devem ser também “absolutistas” por defenderem o Calvinismo em detrimento do Arminianismo. A verdade é que, em uma época em que está na moda ser relativista, ter convicções é visto como algo negativo. Deus nos livre disso. Mas, independente desse deslize próprio da influência da pós-modernidade em nossos dias, quem me taxa de “absolutista”, no sentido de desprezo a qualquer convicção diferente da minha, também não leu meu artigo, porque em nenhum momento desrespeito as convicções de meus irmãos calvinistas compatibilistas. Assevero que o Arminianismo é biblicamente mais coerente, mas não reconheço como “heresia perniciosa”, como acham alguns, o calvinismo compatibilista. Leiam lá. Dedico as três últimas páginas do meu artigo a explicar isso.

3) Em uma entrevista dada ao blog “Teologia Pentecostal” sobre o meu artigo (para lê-la, clique AQUI), afirmei: “...até entendo que um crente assembleiano possa ter particularmente convicções calvinistas, mas empenhar-se em um projeto de ‘calvinização’ da denominação é demais. Não que eu conheça alguém particularmente empenhado nisso. Falo em hipótese. Se você já não se sente bem na Assembleia de Deus, se não se sente mais um assembleiano, se sente-se mais um calvinista do que assembleiano, é melhor sair da Assembleia de Deus e ir para uma igreja tradicional ou renovada calvinista. Pelo menos em favor da própria coerência”.

Por incrível que pareça, alguns entenderam que eu estava, arrogantemente, convidando todos os assembleianos que têm convicções calvinistas a saírem da denominação. Primeiro, eu não tenho autoridade para isso; segundo, eu não disse isso. É só reler atentamente o que disse e qualquer um perceberá o óbvio dos óbvios: que, em primeiro lugar, eu estava me referindo, com todas as letras, ao caso de um assembleiano que, hipoteticamente, além de ter convicções calvinistas, se dedica a uma campanha de “calvinização” da denominação – ou seja, trata-se de um caso muito específico –; e em segundo lugar, o que disse em seguida, em relação a esse caso muito específico, foi uma argumentação lógica, mais do que natural, atinente à consciência dessa pessoa: se a pessoa não se sente mais um assembleiano (que, por essência, é pentecostal e arminiano), se não se sente mais confortável na sua denominação, ao ponto de iniciar uma campanha para adaptar toda a sua denominação à sua crença pessoal, é bem melhor sair de sua denominação e ir para outra igreja onde se sinta melhor. Eu faria isso, se esse fosse o meu caso.

4) Tem gente que acha absurdo uma denominação querer preservar sua identidade. Acho mais do que natural. Os presbiterianos preservam a sua, os congregacionais, os batistas e os metodistas idem. Até mais do que nós. Na Igreja Presbiteriana, por exemplo, para ser ordenado ao ministério, o candidato a ministro deve empenhar palavra de honra que crê no Calvinismo e sempre pregará e ensinará o Calvinismo. E se ele, depois de ordenado, descumprir seus juramentos ordenatórios, sofrerá um processo para ser retirado do ministério. É assim que a coisa é tratada lá: como uma questão inegociável de consciência. Parece que nem sempre valorizamos isso, mas trata-se de algo muito importante. Deixe-me dar outro exemplo: alguém pode ser considerado ainda assembleiano se não crê mais no batismo no Espírito Santo? Seria coerência se dizer ainda assembleiano mesmo não se crendo mais nisso? A resposta, obviamente, é "não". Mas isso não significa que sairemos agora fazendo "caça às bruxas" para saber quem, no fundo, no fundo, pensa ou não assim nas ADs pelo Brasil. Até aqui, a coisa é um problema pessoal, de consciência da própria pessoa. O problema passa do forum pessoal quando a pessoa resolve confrontar sua denominação para que ela se curve à sua crença pessoal divergente, ou quando sai disseminando-a explicitamente na denominação, o que se constitui também uma atitude de confronto.

Graças a Deus, não vejo isso na Assembleia de Deus. Não vejo assembleianos calvinistas subindo no púlpito para confrontar pregando o Calvinismo. Aliás, eu acrescentaria também que, mesmo considerando que há, sim, um grande número de assembleianos que professam hoje alguma simpatia pelo Calvinismo, eles ainda parecem ser minoria em relação ao número de assembleianos inconscientemente semipelagianos por falta de ensino do que é o verdadeiro Ariminianismo. Não tenho nenhuma pesquisa científica para provar isso - é conclusão apenas do meu dia-a-dia viajando pelas ADs no Brasil. Portanto, posso estar equivocado, mas é o que me parece sinceramente.

Ambos os casos - assembleianos semipelagianos e assembleianos calvinistas - são fenômenos de um mesmo e antigo problema: a falta de ensinar o Arminianismo.

Enfim, voltando ao leito deste tópico, todos são livres para aderirem ao que crêem. Ninguém é obrigado a permanecer em um lugar que prega aquilo do que discorda. Permanecer em um lugar assim, guardando sua divergência só para si, é incoerente, mas ainda é aceitável. Mas brigar com toda a sua denominação por causa disso é mais do que incoerente: é gritantemente incoerente. Ainda mais que não estamos falando da hipótese apenas de alguém tentar mudar a identidade de toda uma denominação à sua imagem e semelhança, mas de também estar brigando para isso por causa de uma doutrina secundária (no caso do embate Arminianismo x Calvinismo, a mecânica da salvação, e não a mensagem e o método da salvação).

5) Ainda na referida entrevista ao blog “Teologia Pentecostal”, eu disse que “A Assembleia de Deus é do jeito que é não apenas por ser pentecostal, mas por ser também arminiana. Se a Assembleia de Deus deixa de ser arminiana, ela se torna outra coisa, e não mais o que é”.

Por incrível que pareça, houve gente que entendeu que eu estivesse dizendo que seja impossível um pentecostal ser também calvinista e vice-versa. Claro que não acho impossível um pentecostal ser calvinista. Estou falando em termos de identidade de uma denominação. Se a Assembleia de Deus deixa de ser arminiana para se tornar calvinista, ela simplesmente deixa de ser Assembleia de Deus. Ela se torna outra igreja, porque, como eu já disse, “a identidade consiste em tudo aquilo que nos faz ser o que somos”. A AD é o que é não apenas por ser pentecostal, mas por ser também arminiana. Faz parte de sua essência. Assim como uma Igreja Presbiteriana que se torna pentecostal deixa de ser Igreja Presbiteriana. Ela se torna outro tipo de igreja, mesmo que mantenha a mesma nomenclatura. Pode até manter muito do que tinha antes, mas já não é mais a mesma igreja. É outra bem diferente.

6) No meu referido artigo de Obreiro Aprovado, tratei extensamente sobre o Semipelagianismo na teologia popular da Assembleia de Deus, lembrando que isso é fruto de, durante décadas, os doutrinadores assembleianos terem se preocupado mais em combater o Calvinismo do que em ensinar ao povo o que é, de fato, o Arminianismo – além de, como também frisei no artigo, muitas vezes confundirem calvinismo fatalista com calvinismo de forma geral. Isso resultou em duas coisas: primeiro, muitos assembleianos, na prática, confundiam Arminianismo com Semipelagianismo ou até, em casos mais raros e graves, com Pelagianismo; e em segundo lugar, quando os assembleianos passaram a ter contato maior com a teologia reformada, muitos deles, justamente por terem uma visão meramente fatalista do calvinismo e por não conhecerem perfeitamente o Arminianismo, se tornaram facilmente suscetíveis à teologia reformada.

Qual a solução para o fim do Semipelagianismo da teologia popular que vemos em alguns púlpitos e igrejas? É ensinar o Arminianismo de fato.

Os problemas para os excessos ou distorções no Arminianismo é ensinar o Arminianismo de fato, que tem sido pouquíssimo ensinado nas últimas décadas na Assembleia de Deus, e não descambar para o Calvinismo, como alguns assembleianos vitimados e ressacados pelas mensagens semipelagianas fizeram e propõem.

Segue-se uma analogia. Não é perfeita, mas serve para fins ilustrativos.

Sabemos que nos aeroportos há uma norma que proíbe as pessoas de levarem para o avião objetos perfurantes em bagagens de mão. Imaginemos, portanto, um aeroporto que estabelece essa norma pela primeira vez, mas nunca a massificou entre o seu público, que sempre manteve o hábito de levar bagagem de mão. Logo, se tornarão freqüentes os casos de passageiros encontrados com objetos perfurantes nas suas bagagens de mão. Mesmo assim, apesar do grande índice de casos, o aeroporto continua não massificando que a implicância com certos objetos em bagagens de mão não é aleatória, mas específica: ocorre exclusivamente em relação a objetos perfurantes. Daí, alguns passageiros resolvem abandonar de vez a sua tradição de viajar com bagagem de mão, e assim nunca mais são incomodados. Muito bem, mas desnecessário. Bastava levar bagagens de mão sem objetos perfurantes, o que a maioria faria se o aeroporto massificasse que a proibição é só para objetos perfurantes.

Nessa analogia imperfeita, os assembleianos que aderiram ao Calvinismo são os que preferem não levar bagagem de mão, quando bastava não levar objetos perfurantes nas bagagens de mão.

A solução para o Semipelagianismo popular é ensinar o Arminianismo de fato, e não descambar para o Calvinismo.

Ensinemos, pois, o Arminianismo, que faz parte da nossa essência histórica como denominação.

36 comentários

Ev GLAIDSTON VITAL

Sei que meu comentário está bem atrasado, mas estamos vivendo aqui no Df os mesmos problemas. Nenhuma denominação que se preze aceitaria em seu seio que se pregasse aquilo que cause discordância. Por ex, nenhuma igreja presbiteriana aceitaria que entre seus membros houvesse alguém pregando livre-arbítrio, nem na adventista alguém pregando contra a guarda do sábado, e tem que ser assim, pois isso além de trazer confusão descaracterizaria a denominação. É só isso.

Altair José Santos Dias

Acho extremamente oportuno o artigo e acertado o tom do Pr Silas Daniel. Acho até que foi menos incisivo do que deveria ser. Fiz seminário durante um tempo e tenho assistido a enxurrada de vídeos e artigos de cunho calvinista e que vem atacando não só o arminianismo mas tb o pentecostalismo clássico. Entendamos aqui que, enquanto maior denominação evangélica do Brasil com cerca de 50% de todos os crentes no país, esses ataques tem endereço certo, a saber, a Assembléia de Deus.

Francisco Pinto

Por que, ao invés de nos preocupar em ensinar arminianismo e combater o calvinismo, não nos preocupamos em ensinar a Bíblia? Quando Jesus veio a esta terra, o seu povo era os que "sentavam" na "cadeira de Moisés", ou seja, tinham a "sucessão" religiosa "correta" que Deus deu a Moisés. Contudo, ele não defendeu a totalidade do pensamento teológico de nenhum dos segmentos existentes do judaísmo - os repreendeu a todos! Para mim, nem calvinismo nem arminianismo está com a razão.

Bruno Estêvão

Òtimo texto. Precisamos de opniões inteligentes e debates contundentes como este.

Claudiomar

Concordo em gênero e número com o Sr. Pr. Silas Daniel. Fiz Faculdade de Teologia, porém no quesito Arminianismo tive pouco acesso e conhecimento. As Faculdades Teológicas deveriam dar mais ênfase a essa matéria e disciplina. Parabéns Pr. Silas Daniel e a Paz do Senhor.

Jean Patrik

Paz pastor Silas! Parabéns, sua defesa chegou aos redutos dos mestres do calvinismo no Brasil. Franklin Ferreira divulgou uma resposta contundente ao seu artigo. Me parece que ele trouxe um retardamento da teologia reformada no meio pentecostal.

José Pereira da Silva

Muito bem pastor. Fale mais e traga material para embasar o arminianismo. Eu mesmo sou arminiano e nem sabia. E, por causa disso, e por uma atuação forte na internet, eles tem levado muitos à saírem de igrejas arminianas, o que é um absurdo. Defendamos nossa crença.

Joares Junior

Pastor, excelente seu artigo. Aprendi muito com ele e, não vi nenhuma polêmica no que está escrito. Basta ler com cuidado e, respeitando todas as normas de nossa língua, que o texto se torna claro e limpo. Mas há um porém, o senhor não colocou as legendas explicativas nas figuras, algo importante em um artigo, pois também transmite informação. Assim, gostaria de pedir ao Senhor que forncesse as referencias das figuras que aparecem no artigo. Muito Obrigado,

Valdeci do Carmo

Prezado Pastor, Silas Daniel A paz de Cristo Muito oportuno o seu artigo e estamos fazendo um trabalho sobre ele em sala de aula.

Marcelo Medeiros

O crescimento do Calvinismo no Brasil se deve à aquisição de literatura sobre o assunto, algo que era inviável na década de oitenta do século passado, por exemplo. Sem acesso à leitura, como julgar entre aquilo que é bíblico, ou não? Creio que a continuidade do crescimento da fé reformada se dará por meio da divulgação de literatura especializada. Púlpito não é lugar nem para calvinismo nem para arminianismo, é lugar para a Bíblia, que é anterior a uma e outra.

Mizael Andrade Reis

O Arminiano calvinista não deve ser rejeitado caso se decida por permanecer congregando com seus irmãos assembleianos arminianos, e também igrejas presbiterianas e reformadas precisam compreender que uma igreja arminiana muito bem fundamentada, não representará um atraso ao progresso da fé, nem uma corrupção da igreja de Cristo. Temos de nos tolerar, em razão da base sobre a qual todos nós nos assentamos, ou que devemos nos assentar. A todo tempo, estou pressupondo o arminianismo clássico.

Mizael Andrade Reis

...Tanto com Paul Washer quanto com Jym Cymbala, tanto com John Piper quanto com Carter Conlon, enfim, chego a conclusão de que o evangelho une calvinistas e arminianos convictos e genuínos. Eu sou calvinista há tempo, e faço parte de uma AD na qual não tenho que esconder minha confissão, mas o arminianismo confessado não flerta com nada antropocêntrico ou pelagiano ou semipelagiano. É tempo para a AD se posicionar fielmente sob um arminianismo contra o qual calvinistas não deverão se opor....

Mizael Andrade Reis

Eu acredito que, no final das contas, mesmo que haja convicção na defesa de ambas as linhas, Deus espera que estejamos unidos em torno do Evangelho. Penso que é exatamente isso que Deus tem nos mostrado ao longo da história. Quando olho para trás e aprendo, tanto com Calvino quanto com Armínio, tanto com John Bunyan quanto com John Fletcher, tanto com John Wesley, quanto com George Whitefield, tanto com Moody quanto com Spurgeon, tanto com Martyn Lloyd Jones quanto com Leonard Havenhill....

jean

A paz Do Senhor caro Pastor voce pode me enviar ou me indicar algum material para que eu possa saber mais sibre o arminismo ?, procurei algumas coisas na internet mas gerou muita duvida e gostaria de ter algo mais confiavel para estudar. vi na internet que o arminismo defende a predestinação, é verdade? Grato Pb. Jean ( AD Ipiranga )

Acson Barreto

Fico feliz por tais artigos aparecerem no meio assembleiano. Mesmo sendo membro de uma Assembléia de Deus, sinto-me calvinista a anos, principalmente depois que conheci a Teologia Reformada, História da Igreja e obras como "As Institutas da Religião Cristã". O problema maior do nosso meio é não existir debates, incentivos formais para debater esse tema. Muitas pessoas acham que a aproximação da teologia e estudo não é bem benéfico como se imagina. Minha oração é que isso mude! Graça e Paz!

Herivelton C. Lacerda

Excelente artigo! Tenho que concordar com a posição de alguns irmãos acima. Falta em nosso idioma obras que expliquem o que é o arminianismo clássico. A CPAD como editora oficial da AD no Brasil bem que poderia traduzir e publicar no país as obras de Armínio com base nos seus originais. Falta-nos também mais obras acadêmicas que defendam o pentecostalismo e o arminianismo. Precisamos de mais instituições de ensino teológico, que não sejam apenas as de nível básico e médio em Teologia.

Layanna Maiara

Passarei seus cumprimentos à nossa juventude, pastor! Além da "volta ao Aminianismo Clássico" precisamos de mais obras que resgatem o Pentecostalismo Clássico, como reação à proliferação do Neopentecostalismo em nosso meio. Ou seja, a "calvinizaçao" da AD não é mais real do que a forte influência neopentecostal. Que Deus nos dê animo, sabedoria para saber combater a essas e outras influências (embora essas duas sejam as mais evidentes).

Silas Daniel

Caro pastor e amigo Carlos Alberto, obrigado pela divulgação de tão importante tema! Forte Abraço! Cara Layanna, é um prazer vê-la aqui. Obrigado pelas palavras de apoio e motivação. Forte abraço nos valorosos jovens e adolescentes da AD em Teresina! Caro William, que bom que o artigo está alcançando tanta gente. Obrigado pelas palavras de apoio e motivação. Abraço!

Layanna Maiara

(...) Em novembro do ano passado, enquanto o senhor esteve pregando no congresso de jovens e adolescentes da minha congregação (Teresina - Piauí), tive a oportunidade de conversar com o senhor sobre o assunto. Já estou esperando a Obra de Armínio que será publicada pela CPAD, bem como outras obras sobre o Arminianismo e obras doutrinárias a partir de uma perspectiva arminiana. Seria bom abordar o assunto nas revistas da EBD também!

Layanna Maiara

Ótimos esclarecimentos, pastor Silas! Recentemente o senhor esteve no Congresso de Jovens da nossa congregação em Teresina (Piauí) e tive a oportunidade de conversar com senhor sobre esse assunto. Fiquei muito feliz quando vi que o senhor publicou um artigo sobre o assunto na revista Obreiro Aprovado! (continua...)

william cervelin souza

É uma alegria ver que nossos teólogos estão despertando pela pureza da doutrina das Assembleias de Deus. Muito importante haja vista do neocalvinismo ter adentrado nas Assembleias de Deus tentando calvinizar e ridicularizar os que crê na fé pentecostal. Estamos juntos nesta peleja pela integridade de nossa denominação.

Carlos Roberto Silva, Pr.

Caro amigo e pastor Silas Daniel, O artigo publicado na "Obreiro Aprovado", foi pertinente e necessário, além de ter vindo em boa hora. A entrevista concedida ao blog Teologia Pentecostal, do amigo Gutierrez Fernandes, popularizou e colocou "lenha na fogueira". Concordo 100% com seu esclarecimento. Está claro que Líderes assembleianos precisam urgentemente preparar seus quadros para cumprir 1 Pedro 3:15. - Farei a minha parte. Publiquei seu esclarecimento no Point Rhema. - Parabéns!

Max

Bom, até que enfim a AD está se posicionando com relação a sua visão teológica. O que se vê muito nos púlpitos da AD realmente é o semipelagianismo, principalmente aqui no Nordeste. Apesar de me considerar arminiano de 2 pontos, fico feliz em ver essa postura. Que não fique apenas na teoria, mas posta em prática.

Silas Daniel

Rev. Jáder, obrigado por sua participação aqui! Para mim, é só uma mera questão de nomenclatura, pois o sentido, na prática, é o mesmo, seja "empenhar palavra de honra", "proferir votos" ou "jurar". Mas, de qualquer forma, fiz um acréscimo no texto, inserindo "empenhar palavra de honra". Tenho amigos pastores presbiterianos e meu irmão mais velho já foi presbiteriano, e sempre soube que é comum esse momento do processo de ordenação ser chamado tecnicamente de "juramentos ordenatórios". Abraço!

Anderson Arruda

Concordo em gênero, número e grau! Excelente abordagem: clara, precisa e escorreita. Defendo o mesmo pensamento: se ensinarmos corretamente o Arminianismo em nossas igrejas não haverá lugar para equivocadas ideias calvinistas ou semipelagianas. Quero ecoar também o comentário do Jamierson: o problema são os Neocalvinistas e a "jihad" da Tulip. E acredite Pr Silas: secretamente já estão buscando corroer os alicerces da doutrina assembleiana. Encorajo-lhe a difundir seus ensinos em nossas igrejas.

Luiz Henrique de Almeida Silva

Até que enfim uma ótima e atual matéria que estava faltando em nossa preciosa revista. Parabéns pela coragem de enfrentar os "generais da moderna teologia da missão integral" infiltrada em meio nos ensinos de modernos líderes da Assembleia de Deus que vai se alastrando pelos nossos púlpitos, principalmente divulgada pelos presbiterianos que odeiam o pentecostalismo e usam a Universidade Presbiteriana Mackenzie com muita propriedade para esse fim.

Rev Jáder Borges

(finalizando) ...Entendemos estar nesses símbolos de fé boa doutrina e, como a CFW mesmo justifica: "tudo o que precisamos saber como viver nesta vida e nos prepararmos para a futura,está nitidamente revelado na Santa Palavra de Deus. Um calvinista jamais é tulipano[ é só] A TULIP foi uma reação ocorrida na história. Um calvinista inicia a sua vida cristã pela Soberania divina (e deseja terminar seu combate) visando a Glória de Deus e a pregação do Ev., indo e fazendo Missões; obedecendo. Att.

Rev Jáder Borges

...empenhamos nossa palavra de honra (se isto for igual a 'jurar', ok) que cremos na PAlavra de Deus e a pregaremos. O calvinismo é o nosso sistema teológico de interpretação das asgradas Escrituras, onde encontramos maior e melhor base. Juramos lealdade `Palavra de Deus e aos nossos Símbolos de fé, quesão as Confissão e catecismo de Westminter, uma obra sim, de cunho calvinista, mas de uma atuação plural de igrejas tradicionais no Reino Unido (continua)

Rev Jáder Borges

Caro Pastor Silas. Não vou aqui entrar nos méritos da questão levantada pelo irmão. Isso é um assunto como o senhor bem destaca: interno. É do seio da amada AD, que deve pensar sempre bem - e orar muito sobre - os rumos da agora centenária denominação. Permita-me apenas dizer-lhe como ministro presbiteriano que sou que nós não juramos em momento algum (ponto 4 da sua fala) publicamente crer no calvinismo e que sempre o pregaremos. Não juramos isto (continua)

Francisco R. F. da Silva

Querido Pr. Silas, conte com nosso apoio. Há um paradoxo muito grande neste contexto, visto que os calvinistas difundem sua teologia abertamente, porém não suportam que os arminianos assim o façam. Sou arminiano, visto que mesmo anteriormente ao conhecimento teológico esta posição já estava arraigada em mim simplesmente pelo fato de ser Assembleiano. O que falta na nossa denominação é o ensino da teologia e publicação de obras arminianas. Peço a nossa CPAD, publiquem mais obras arminianas.

César Lopes

Caro Pr. Silas, li com empolgação suas palavras - tanto aqui como no blog TP. Com muita clareza e respeito o senhor trata de um assunto importante para a AD. Este momento é oportuno e os crentes assembleianos clamam por mais consistência teológica e o senhor aponta o caminho. Aproveito o ensejo para parabenizar a CPAD pelo novo currículo de EBD.

Jamierson Oliveira

Querido Silas, O problema não são os calvinistas sérios e maduros. Sou arminiano e convivo bem no meio interdenominacional calvinista, inclusive ministro em igrejas presbiterianas e batistas calvinistas. Mas, o problema é com os neocalvinistas. Estes, formam uma nova horda desordeira e perniciosa, prontos a desconstruir qualquer publicação arminiana, semeiam a contenda, debocham da nossa teologia, enfim. Ser uma igreja reformada é defender os 5 SOLAS, e não a Tulip. Viva a AD!!!

Douglas Ferreira da Silva

[continuação ]... e construir um projeto editorial que enfoquem a fundamentação teológica da pneumatologia e soteriologia assembleiana-pentecostal-arminiana. Isso é fundamental não somente para o crescimento dos crentes e corrigir as distorções que o Sr. bem citou, mas, também para preservar a unidade doutrinária da Assembléia de Deus. Se existe alguma aproximação teológica saudável e em harmonia com a teologia da AD, essa com certeza é a tradição wesleyana. Precisamos de Mais obras de Wesley.

Douglas Ferreira da Silva

Pr. Silas, bom dia. Chega ser estarrecedor haver reações contrárias ao que o Sr. abordou na revista Obreiros, uma vez que essa é uma revista oficial da denominação, e que, se o que ali foi escrito estivesse em sentido oposto ao credo histórico da AD, jamais teria sido autorizada sua publicação. Acredito que esses fenômenos que o Sr. ventilou, são demonstrativos que está na hora da AD se posicionar oficialmente em todas as suas instâncias, discutir uma confissão de fé mais detalhada.....

valdemir pires moreira

A Paz do Senhor pastor Silas Daniel, o senhor esteve em minha Assembleia de Deus de Caucaia - Ce. Quero dizer ao senhor que todas as comunidades arminianas estão a lhe apoiar nessa divulgação de nossas raízes. Um abraço e que Deus continue lhe abençoando.

Erick Lima

Ora, falar sobre uma doutrina base de uma denominação pode e deve ser algo natural. Quando eu li no artigo da revista, sobre as resoluções de Wesley e Whitefield em não mais discutirem a questão, uma suspeita que eu tinha foi confirmada. A omissão sobre o assunto é sempre prejudicial à ambos os lados. Parece que os calvinistas e os arminianianos começam a se afastarem em desentendimento e heterodoxia em ambos os lados, cada um na sua. É mister falar sobre o assunto.

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Perfil

Silas Daniel é pastor, jornalista, chefe de Jornalismo da CPAD e escritor. Autor dos livros “Reflexão sobre a alma e o tempo”, “Habacuque – a vitória da fé em meio ao caos”, “História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil”, “Como vencer a frustração espiritual” e “A Sedução das Novas Teologias”, todos títulos da CPAD, tendo este último conquistado o Prêmio Areté da Associação de Editores Cristãos (Asec) como Melhor Obra de Apologética Cristã no Brasil em 2008.

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