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Pr. Silas Daniel

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O sucesso das manifestações de 26 de maio no Brasil

Seg, 27/05/2019 por

As manifestações de 26 de maio de 2019, por qualquer ângulo que sejam olhadas, foram históricas para o nosso país. Afinal, alguma vez, querido leitor, você imaginou que um dia mais de 1 milhão de brasileiros sairiam às ruas de nosso país para defender a Reforma da Previdência e a contenção de gastos públicos?
 
Infelizmente, não temos estimativas da PM, Guarda Municipal, Brigada Militar ou Secretaria de Segurança Pública para o público em algumas das manifestações mais bem concorridas realizadas neste domingo, como, por exemplo, as das capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Maceió, Fortaleza, Salvador, João Pessoa, Natal, Porto Alegre e Curitiba.
 
Entretanto, podemos afirmar, sem sombra de dúvida (pelas imagens divulgadas pela tevê nos noticiários e pelas compartilhadas na internet pelos próprios participantes), que tivemos:
 
* Com certeza mais de 500 mil manifestantes na Avenida Paulista, no mínimo uns 600 mil (organizadores falam de 1 milhão);
 
* Dezenas de milhares no Rio de Janeiro (alguns estimam 100 mil);
 
* Dezenas de milhares em Curitiba (organizadores falam de 50 mil);
 
* Dezenas de milhares em Porto Alegre (organizadores falam de 40 mil);
 
* Dezenas de milhares em Belo Horizonte (organizadores falam de 35 mil);
 
* Dezenas de milhares em Recife (organizadores falam de 65 mil);
 
* Com certeza, pelo menos mais de 10 mil em Maceió (organizadores falam de 20 mil);
 
* Pelo menos mais de 10 mil em Natal (organização fala de 20 mil);
 
* Pelo menos 10 mil em Fortaleza (organização fala de 15 mil);
 
* Milhares em João Pessoa (organização fala de 5 mil);
 
* Milhares em Salvador.
 
Dentre as manifestações deste domingo com estimativas oficiais das autoridades públicas, temos:
 
Vitória/Vila Velha (ES): 35 mil (estimativa da Secretaria de Segurança Pública)
Brasília: 20 mil (estimativa da PM)
Belém do Pará: 15 mil (estimativa da PM)
Goiânia (GO): 10 mil (estimativa da PM)
Londrina (PR): 10 mil (estimativa da PM)
Florianópolis: 9 mil (estimativa da PM)
Ribeirão Preto (SP): 6 mil (estimativa da PM)
Balneário Camboriú (SC): 5 mil (estimativa da Guarda Municipal)
Campinas (SP): 3 mil (estimativa da PM)
Bauru (SP): 3 mil (estimativa da PM)
Rondonópolis (MT): 3 mil (estimativa da PM)
Piracicaba (SP): 2,3 mil (estimativa da PM)
Mossoró (RN): 2,2 mil (estimativa da PM)
Boa Vista (RR): 1,5 mil (estimativa da PM)
Cascavel (PR): 1,5 mil (estimativa da PM)
Volta Redonda (RJ): 1,2 mil (estimativa da PM)
Teresina (PI): 1 mil (estimativa da PM)
Santos (SP): 1 mil (estimativa da PM)
Araçatuba (SP): 1 mil (estimativa da PM)
São José do Rio Preto (SP): 1 mil (estimativa da PM)
Caxias do Sul (RS): 1 mil (estimativa da Brigada Militar)
Catanduva (SP): 750 e 300 carros (estimativa da PM)
Joinville (SC): 700 (estimativa da PM)
Arapiraca (AL): 600 (estimativa da SMTT)
Palmas (TO): 600 (estimativa da PM)
Itajubá (MG): 500 (estimativa da Guarda Municipal)
Montes Claros (MG): 500 (estimativa da PM)
Passo Fundo (RS): 500 (estimativa da Guarda Municipal)
Sorocaba (SP): 480 (estimativa da PM)
Ilha Solteira (SP): 400 (estimativa da PM)
Brusque (SC): 400 (estimativa da PM)
Chapecó (SC): 350 (estimativa da PM)
Jundiaí (SP): 300 (estimativa da PM)
Marília (SP): 300 (estimativa da PM)
São Carlos (SP): 300 (estimativa da PM)
Três Rios (RJ): 300 (estimativa Guarda Municipal)
Mogi das Cruzes (SP): 200 (estimativa da PM)
Barra Mansa (RJ): 200 (estimativa Guarda Municipal)
Ponta Grossa (PR): 200 (estimativa da PM)
Itabuna (BA): 150 (estimativa da PM)
Votuporanga (SP): 150 (estimativa da PM)
Jacareí (SP): 100 (estimativa da PM)
Araras (SP): 100 (estimativa da PM)
Gaspar (SC): 100 (estimativa da PM)
Erechim (RS): 100 (estimativa da Brigada Militar)
 
Estes são só algumas cidades com dados oficiais. Há mais.
 
Ora, considerando:
 
1) Os números oficiais destas 45 cidades listadas acima (Que somados dão mais de 141 mil participantes);
 
2) Mais o que tivemos – em uma estimativa humilde – naquelas 11 capitais supramencionadas nas quais não há estimativa de público das autoridades (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Maceió, Fortaleza, Salvador, João Pessoa, Natal, Curitiba e Porto Alegre), o que seria algo em torno de 800 mil pessoas, em uma estimativa bem por baixo (por baixo mesmo, pois se fôssemos seguir as estimativas dos organizadores nessas cidades, teríamos 1,4 milhão);
 
3) Mais o que tivemos nas demais 100 cidades (lembrando que tivemos, por exemplo, milhares de manifestantes em Juiz de Fora [organização fala de 10 mil]; milhares em Blumenau [organização fala de 5 mil]; milhares em Campo Grande [organização fala de 5 mil]; milhares em Dourados [organização fala de 5 mil]; mais de mil manifestantes em Criciúma [organização fala de 3 mil]; pelo menos mil [somando duas manifestações] em Cuiabá; pelo menos mil em São Luís; pelo menos mil em Foz do Iguaçu [organização fala de 2,5 mil]; pelo menos mil em Paraíso do Tocantins [organização fala de mais de 1,5 mil]; pelo menos mil em Petrópolis [organização fala de 1,5 mil]; pelo menos mil em Macaé [organização fala de 2 mil]; centenas em Campos dos Goytacazes; centenas em Teresópolis; centenas em Saquarema; centenas em Uberaba; centenas em Feira de Santana; centenas em Campina Grande; centenas em Porto Velho; centenas em Cacoal; centenas em Maringá; centenas em Umuarama; centenas em Juazeiro do Norte; centenas em Sobral; centenas em Aracaju; centenas em Jataí; centenas em Catalão; centenas em Anápolis etc);
 
Podemos afirmar, com segurança, que as manifestações de 26 de maio de 2019 – que contaram com a oposição de toda a mídia tradicional; que não contaram com MBL, Vem Pra Rua, Revoltados Online e outros; e que tiveram 15 dias para serem mobilizadas – reuniram mesmo assim mais de 1 milhão de brasileiros em todo o país. E com mais um detalhe: a favor de pautas consideradas até então “impopulares”, como a Reforma da Previdência e a contenção dos gastos públicos.
 
Reunir muita gente em torno de pautas de oposição ou por mais privilégios é fácil. Difícil é reunir muita gente (Mais de um milhão!) em torno de pautas propositivas e que ainda envolvem corte de privilégios.
 
Volto a repetir: alguma vez, querido leitor, você imaginou que um dia mais de 1 milhão de brasileiros – em 156 municípios de todas as unidades da Federação – sairiam às ruas de nosso país defendendo a Reforma da Previdência e a contenção dos gastos públicos?
 
Logo, chega a ser ridículo, absurdo mesmo, ver gente na imprensa (os mesmos de sempre) desprezando ou minimizando a manifestação histórica deste final de semana. Isso é desonestidade intelectual. É falta de sensibilidade com um momento histórico. É ressentimento de quem não apenas torcia, mas fez de tudo para que 26 de maio fosse um fracasso para o governo, inclusive tentando vender a tese falsa de que a pauta dos organizadores era autoritária (autoritário é quem faz isso). Acabaram perdendo em seu intento. E gritantemente.

Aos opositores só resta tentar esconder ou diminuir mais de um milhão de pessoas nas ruas defendendo as reformas do governo. Se é que isso é possível. Mas, não duvide: mesmo não sendo, eles não deixarão de fazê-lo. Não falta para muitos deles insolência para isso.

Insolência para ignorar ou desrespeitar uma manifestação popular genuína, em que a massa nas ruas não foi manobrada por conglomerados midiáticos, grupos organizados, sindicatos ou partidos. Era apenas o povo, nada mais. E defendendo pautas propositivas. Existe algo mais democrático e positivo do que isso?

3 comentários

A. Eduardo

Querido pastor e jornalista Essas manifestações são animadoras inclusive pelo fato de que a ignorância política está diminuindo no Brasil e que canais de comunicação como este aqui estão superando a traiçoeira mídia tradicional. Pra frente Brasillll! Forte abraço e paz em Cristo

Silas Daniel

Olá, Tiago. Obrigado pelas palavras de apreço. Compartilhemos essas informações com mais e mais pessoas.

Tiago Baía

Quero lhe parabenizar por estas informações, que muitos não sabem.

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Perfil

Silas Daniel é pastor, jornalista, chefe de Jornalismo da CPAD e escritor. Autor dos livros “Reflexão sobre a alma e o tempo”, “Habacuque – a vitória da fé em meio ao caos”, “História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil”, “Como vencer a frustração espiritual” e “A Sedução das Novas Teologias”, todos títulos da CPAD, tendo este último conquistado o Prêmio Areté da Associação de Editores Cristãos (Asec) como Melhor Obra de Apologética Cristã no Brasil em 2008.

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