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Pr. Silas Daniel

Pr. Silas Daniel

Meu voto para Presidência da República vai para Bolsonaro

Qua, 03/10/2018 por

Para quem não sabe, já é um costume meu há alguns anos, desde quando tinha apenas um blog pessoal (que, desde 2014, abandonei para escrever somente nesta coluna), emitir, às vésperas das eleições, a minha opinião sobre qual candidato julgo melhor para Presidência da República. Neste ano, não poderia ser diferente. E para quem ainda não é acostumado, apresento preliminarmente, como uma forma de evitar eventuais ruídos de comunicação, quatro observações sobre o sentido e o propósito com os quais escrevo esses textos a cada quatro anos.

Em primeiro lugar, o fato de eu estar convencido de que um irmão em Cristo está destinando mal seu voto não significa que eu o considere um péssimo crente por isso, mas tão somente que acredito que ele está votando mal (Lamentavelmente, já soube de crentes chamando irmãos em Cristro de "monstros" por votarem em um candidato diferente do escolhido por eles). Cristãos sinceros, bons homens e mulheres, às vezes votam mal mesmo, e por vários fatores que não daria para elencar em sua totalidade aqui, caso contrário fugiríamos do foco do artigo. Um deles – só para citar um fator – é não possuir todas as informações necessárias para chegar a um voto mais consciente e abalizado. E se você acha essa minha colocação pernóstica, então, por favor, aplique esse princípio em sentido inverso: parta do princípio de que eu é que estou errado e você é que está certo. Ora, por mais que você de repente não considere a minha escolha de voto a melhor, você não pode afirmar que sou necessariamente um péssimo cristão porque discerni errado na hora de endereçar o meu voto. Ou pode?

Afinal de contas, alguém pode, por falta de discernimento, estar errado sobre um determinado assunto e mesmo assim ainda ser uma boa pessoa, não é mesmo? Isso cabe tanto para mim quanto para você, com o detalhe de que somente um dos dois pode estar certo. Portanto, analisemos particularmente todas as informações sobre o assunto de forma honesta, bem como a conjuntura política do momento, para que estejamos certos de que não estamos do lado daqueles que, mesmo sendo boas pessoas, não escolheram da melhor forma, não exerceram seu voto de forma mais inteligente. Eu faria isso se fosse você.

Em segundo lugar, o fato de preferir Bolsonaro não significa que eu considero o candidato do PSL perfeito, sem defeitos, e que todos os demais são absolutamente imprestáveis; nem muito menos que sou um eleitor fanático dele. Já disse em outras eleições e repito novamente neste pleito: todos os candidatos são imperfeitos e falíveis pelo simples fato de serem humanos. Qualquer candidato que você escolher será imperfeito de alguma forma. Votar com lucidez nada mais é do que escolher os melhores entre imperfeitos e falhos. Sim, porque existem gradações nas imperfeições, mas as pessoas às vezes perdem o senso das proporções e acabam jogando todo mundo na lata do lixo como se fossem todos uma e a mesma coisa. Lamentavelmente, nivelam tudo por baixo.

Mundo perfeito, meus irmãos, só quando Cristo voltar! E enquanto isso não acontece, enquanto ainda estamos aqui, devemos aprender a escolher o melhor dentre as opções parcas que temos, o que muitas vezes significa, em determinados cenários, escolher o menos ruim entre os piores. E há critérios para se definir os menos ruins. Nas eleições para governador deste ano, em alguns estados do país, o cenário é exatamente este: o crente vai ter que escolher o menos ruim entre os piores. Não tem jeito.

Em terceiro lugar, o voto lúcido, por definição, precisa ter uma lógica, uma coerência; tem que ser inteligente e não meramente passional ou idealizado. Daí a importância de se refletir bem sobre como consignaremos nosso voto nas urnas e as consequências disso.

Finalmente, em quarto lugar, expresso minha opinião a cada eleição presidencial como uma forma de ajudar irmãos em Cristo a refletirem melhor sobre as opções que temos e, consequentemente, a escolherem seu candidato com mais segurança. Eu poderia simplesmente guardar para mim mesmo minha opinião nessas horas, mas, como um formador de opinião e diante do atual contexto de nosso país, tenho o dever moral, diante de meus leitores, de não me abster em relação a algumas questões, e uma delas é esta. Afinal, o tema desta coluna é O Cristão e o Mundo. Não faz sentido ter uma coluna com essa proposta e ficar alheio nesse momento tão nevrálgico de nossa nação, justamente na eleição mais importante da história do nosso país desde a redemocratização.

Dito isso, vamos às razões pelas quais considero o voto em Jair Messias Bolsonaro o mais acertado dentre as opções que temos à Presidência da República.
 
Os valores

A primeira razão, obviamente, diz respeito aos valores. Ora, Bolsonaro é, disparado, o candidato que mais se coaduna com os evangélicos e conservadores de forma geral na área dos valores. Se não, vejamos.

Bolsonaro é contra a descriminalização do aborto (AQUI e AQUI), inclusive prometendo usar o veto presidencial caso o Congresso eventualmente aprove o aborto em uma gestão sua (AQUI).

Bolsonaro é contra a descriminalização das drogas (AQUI e AQUI). Ele é contra o “casamento” homossexual (AQUI e AQUI), contra a ideologia de gênero (AQUI) e o único a favor do projeto Escola Sem Partido (AQUI). Ele é também contra a oposição sistemática absurda do governo brasileiro nos últimos anos, na ONU, contra Israel (governos Lula, Dilma e Temer) (AQUI, AQUI, AQUI e AQUI). Aliás, Bolsonaro é o único candidato à Presidência a favor da transferência da embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém, reconhecendo-a como capital do Estado israelense (AQUI e AQUI).

Nenhum outro candidato defende todas essas bandeiras – e firmemente, sem tergiversar – a não ser Bolsonaro.

Haddad, como é clássico de alguns petistas, se diz pessoalmente contra o aborto, mas completamente a favor da sua descriminalização (AQUI) – descriminalização esta que, aliás, é uma política oficial de seu partido há décadas. Haddad é a favor da legalização das drogas, tendo até confessado ter usado drogas no passado (AQUI). Também é a favor do “casamento” homossexual e da ideologia de gênero (AQUI). Quando ministro da Educação no governo Lula (2005-2012), Haddad foi o criador do “Escola sem Homofobia”. Foi em sua gestão que surgiu o popularmente conhecido “Kit Gay” (2010) (AQUI e AQUI).

Além disso, que dizer de um político que é o “pau mandado” e “office boy” de um corrupto condenado, um presidiário? Ele já foi 15 vezes à prisão em Curitiba pedir as instruções de um homem condenado justamente por seus crimes contra o país.

Que dizer de um político que é o candidato do partido que liderou o maior caso de corrupção e de saque aos cofres públicos da história da humanidade, gerando a atual crise econômica, quebrando a Petrobras e só não falindo a Caixa Econômica e os Correios devido a empréstimos da China e do Banco do Brasil para manter de pé esses dois entes públicos?

Enfim, votar em Haddad é, por uma infinidade de fatores, um contrassenso para o cristão. Mas, vejamos os demais candidatos.

Marina Silva, embora assembleiana, não é firme em sua posição sobre o aborto (há anos, contraditoriamente, se diz pessoalmente contra, mas, ao mesmo tempo, acha possível não penalizar a prática – veja AQUI), e defende um plebiscito para definir o assunto (AQUI). Há pouco mais de uma semana, porém, após ver sua pontuação nas pesquisas despencar, inesperadamente falou, em entrevista à Jovem Pan, sobre a possibilidade de vetar o aborto caso seja aprovado, contradizendo todo o seu discurso até aqui. Nesse ponto, assemelhou-se a Alckmin, que sempre defendeu a ideologia de gênero, inclusive sendo o responsável por introduzir a ideologia de gênero nas escolas públicas do Estado de São Paulo, mas, há poucos dias, depois de derreter nas pesquisas, disse que era... contra a ideologia de gênero! (sic) Seja como for, que bom que a irmã Marina pela primeira vez deu um passo para sair de cima do muro nessa questão. Mas é ainda e tão somente um passo: em seu plano oficial de governo, o plebiscito ainda está lá, com todas as letras.

Marina também defende um plebiscito para definir se a maconha deve ser legalizada ou não no Brasil (AQUI). Em relação ao “casamento” gay, ela, que há quatro anos era a favor da “união civil homossexual”, mas não do “casamento” homossexual, hoje se diz completamente a favor do “casamento” homossexual (AQUI e AQUI). Seu partido também defende oficial e programaticamente a ideologia de gênero (AQUI, AQUI e AQUI).

Ciro Gomes, como Haddad, se diz pessoalmente contra o aborto, mas a favor de sua descriminalização, e 100% a favor da descriminalização do consumo das drogas (AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI), tendo posição contrária apenas – e “provisória” (palavras dele mesmo) – em relação a descriminalizar o tráfico (AQUI). Ele é ainda a favor do “casamento” homossexual e da ideologia de gênero (AQUI, AQUI, AQUI e AQUI).

Geraldo Alckmin é contra a descriminalização do aborto e das drogas, mas a favor do “casamento” homossexual (AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI) e da ideologia de gênero (AQUI e AQUI).

Henrique Meirelles é a favor da descriminalização do aborto e da maconha (AQUI), e também a favor do “casamento” homossexual (AQUI).

João Amoêdo é a favor de cada unidade federativa do país definir particularmente sobre a descriminalização do aborto (AQUI) e a favor da liberação das drogas, mas não agora, apenas “no futuro” (sic) (AQUI, AQUI e AQUI); e é também a favor do “casamento” homossexual (AQUI). Mais: ele é o único candidato que anunciou que, se eleito, vai taxar todas as igrejas no país (AQUI e AQUI).

Álvaro Dias é contra a descriminalização do aborto, mas fala da possibilidade de “pequenos ajustes” futuros na legislação sobre esse assunto, os quais não diz quais são (AQUI). Ele é contra legalização das drogas (AQUI) e a favor do “casamento” homossexual (AQUI). Quanto à ideologia de gênero, ele se posicionou contra há alguns anos, mas só depois de pressionado por ativistas evangélicos e católicos (AQUI).
 
A eleição está polarizada e o único candidato que tem chances reais de derrotar o petismo, que tanto mal fez, faz e fará ao país, é Bolsonaro 

Outra razão é a atual polarização da eleição, que se concentra agora apenas nos dois principais candidatos, com um deles representando a volta do velho, de tudo que queremos que mude (Haddad), e o outro capitalizando os anseios da população por mudanças (Bolsonaro).

Além de tudo que sabemos que o PT defende e que se choca com nossos valores, e do caos em que deixou o nosso país, há poucos dias o referido partido refirmou mais uma vez seu espírito totalitário, declarando apoio à ditadura de Nicolas Maduro (AQUI), que está matando de forme a sua população impondo o socialismo (AQUI e AQUI). A presidente do PT também falou que, tão logo Haddad assuma, será dado um indulto a Lula e uma posição de destaque no governo (AQUI); e os principais nomes do partido ainda têm afirmado nos últimos dias que, ao voltar ao Palácio do Planalto, o PT vai tirar o poder de investigação do Ministério Público (AQUI), diminuir os poderes do Supremo Tribunal Federal (AQUI e AQUI), fazer uma nova Constituição “criando condições” para uma Assembleia Constituinte – o próprio Haddad assevera isso (AQUI) – e, desta vez, não apenas ganhar a eleição, mas “tomar o poder” no Brasil (AQUI). É a “venezuelização” do nosso país.

Marina, Alckmin, Álvaro Dias, Amoêdo e Meirelles têm lá suas virtudes, mas também algumas imperfeições fatais, pesando contra eles principalmente o fato de terem se mostrado fracos politicamente, de se mostrarem candidaturas insossas e/ou frágeis, além de desalinhadas com os anseios mais profundos da população, chegando, por isso, a este momento nevrálgico do país sem a capacidade de impedir a volta do PT ao poder. Na verdade, analisando-os friamente, eles são essencialmente – todos eles – farinha do mesmo saco no jogo político do Brasil, e o brasileiro que quer mudança já percebeu isso. Eles são o establishment, mais do mesmo, com um ou outro sendo, no máximo, uma versão mais light de um passado recente que se quer esquecer, razão pela qual Bolsonaro, mesmo tendo contra si toda a mídia, toda a classe política dominante, sem ter dinheiro e tempo de TV, somente a internet para se defender e apresentar suas propostas, está disparado à frente das pesquisas, com a população fazendo de graça campanha para ele. Ele soube ser diferente e capitalizar esse espírito de mudança e de antipetismo no país.

Mesmo assim, há quem insista em votar em Amoêdo, Marina, Alckmin ou Álvaro Dias por mero idealismo. Respeito os votos desses irmãos em Cristo, mas pergunto: isso é mesmo um voto lúcido e inteligente? Que adianta votar por idealismo em Marina, Alckmin, Álvaro Dias ou Amoêdo e, ao final, assistir a vitória de Haddad, a volta do PT ao poder e o aprofundamento de tudo aquilo que levou nosso país ao estado de coisas em que se encontra hoje? Valerá a pena todo esse idealismo? Será inteligente? Será uma atitude realmente correta, acertada? Fará realmente bem ao país ou somente aos meus sentimentos particulares?

Por favor, não seja daqueles que, por causa de uma utopia, descolam-se da realidade ao ponto de sacrificar a melhor e mais viável opção diante das circunstâncias dadas em nome de uma abstração, de um ideal inatingível. Os piores, que sempre são mais organizados e unidos, celebram tamanha ingenuidade, torcem por tais arroubos idealistas, porque favorecem seus planos.

“Ah, mas eu não gosto do Bolsonaro porque ele é meio grosso, porque suas metáforas são às vezes infelizes etc”. Tal colocação é tremendamente ingênua, mas mesmo assim escreverei algumas linhas sobre ela, porque ainda vejo – embora seja cada vez mais raro – pessoas que são potencialmente eleitoras de Bolsonaro, mas que resistem ainda em concretizar seu voto nele por vergonha. Sim, vergonha, gerada por toda campanha midiática de anos e anos tentando denegrir a imagem de Bolsonaro, vendendo-o como um ser humano vil, seja por meio da distorção de falas dele, seja pela amplificação de falas apenas infelizes ou de outras desconectadas de seus respectivos contextos.

Primeiro, garanto que se formos levantar as tolices que cada um dos candidatos já falou em sua vida pública e que a mídia condescendentemente ignorou veríamos que ser infeliz em declarações não é um privilégio de Bolsonaro. Segundo, quem deixa de votar nele apenas pela estética, sem atentar para a substância do que ele defende, é gente que prefere retórica a conteúdo, que gosta mais de aparência do que de realidade. Terceiro, não votar em Bolsonaro por suas deficiências, apesar de todo o seu lado positivo que pesa muito mais em seu favor, é agir como alguém que está morrendo afogado e quando chega um barquinho para socorrê-lo, se nega a receber ajuda, porque só aceita ser socorrido por um iate. Só que o iate não virá, amigo náufrago; e por recusar a ajuda do barquinho, você vai terminar morrendo afogado.

Bolsonaro não é um iate; é um barquinho com todas as suas limitações, mas é o que temos de concreto no momento para impedir a volta do PT. Marina, Alckmin, Álvaro Dias e Amoêdo não podem fazê-lo. Além do que, o único candidato que se apresenta como sendo realmente 100% contra tudo que o PT defende (contra tudo que se choca com nossos valores e com o que desejamos para o nosso país, diferentemente de M e os três As, que ainda deslizam nesses tópicos aqui e ali, como vimos mais acima) é Bolsonaro, goste-se do seu jeitão ou não.

É preciso abandonar a ingenuidade de nos deixarmos levar pela estética mais "limpinha" do discurso, pela postura politicamente correta de um candidato, em vez de atentarmos para o que realmente importa: a substância de suas ações, se elas realmente implicam mudança ou, na prática, em algo pior ou, na melhor das hipóteses, em mais do mesmo. Fulano fala bem, é refinado e articulado, responde tudo dentro da etiqueta política, mas, no final, quais suas reais convicções e propostas por trás do verniz?

Uma das vantagens de Bolsonaro, aliás, é aquilo que alguns julgam ser uma de suas deficiências: ele fala o que pensa. Enquanto o político tradicional usa as palavras para esconder o que realmente pensa, Bolsonaro fala o que pensa e o que pretende fazer sem se preocupar se vai agradar o establishment, o beautiful people. Quando confrontado sobre suas posições, não faz como o político tradicional, fugindo pela tangente, tergiversando ou até mesmo mudando o discurso camaleonicamente, conforme o ambiente e a temperatura. Ele sustenta nas entrevistas e sabatinas suas posições firmemente.

Ora, prefiro mil vezes saber o que um candidato realmente pensa sobre determinados assuntos do que ouvir aquele discurso bem bonitinho, engomadinho e corretinho, não poucas vezes cheio de clichês que se repetem a cada quatro anos, e que no fundo não diz absolutamente nada. Isso quando não é uma mentira descarada.

Bolsonaro não tem medo de ser ridicularizado – que é diferente do medo de ser ridículo – e isso o fortalece quando sob o ataque de seus adversários. O ar de superioridade e “nojinho” de seus interlocutores diante de uma colocação politicamente incorreta – mas honesta – de sua parte não o incomoda (Logo, invariavelmente, quando sob ataque, quem fica desconfortável é seu interlocutor, não ele). Já M e os três As ainda são escravos do politicamente correto. Falta-lhes mais assertividade e autenticidade, que Bolsonaro tem de sobra e que alguns – influenciados pela péssima propaganda contra ele – ainda confundem com “grosseria”. Sim, Bolsonaro, quando indignado e atacado, costuma responder em um tom forte, às vezes grosseiro e que poderia muitas vezes ser evitado. Ele mesmo se arrepende de algumas coisas que disse no passado de cabeça quente, pela forma como disse. Porém, nem sempre o que é atribuído a ele como “grosseria” ou – pior – como “discurso de ódio” é realmente isso. Muito ao contrário.

Enfim, claro que eu preferiria que Bolsonaro fosse mais articulado, mais refinado etc. Mas o que temos no momento é ele, e vale mais a substância das ações do que retórica e aparências. Outro detalhe é que Bolsonaro é um homem que reconhece suas limitações, que tem uma visão clara dos principais problemas do Brasil, que sabe aglutinar pessoas competentes à sua volta em prol de um projeto positivo para a nação (vide o economista Paulo Guedes e o general Augusto Heleno) e que ama este país de verdade. Não o conheço pessoalmente, mas conheço pessoas que o conhecem pessoalmente e que afirmam a paixão sincera dele pelo nosso país – o que é cada vez mais raro em nossa classe política. Amor verdadeiro pelo nosso país e desejo sincero de mudar as coisas racional e corretamente é cada vez mais raro. Na maioria esmagadora das vezes, é tudo teatro, fingimento, apenas anseio pelo poder travestido de boas intenções; ou quando não, é ideologia tresloucada ou, na melhor das hipóteses, idealismo sem discernimento.

É triste ver que os sentimentos negativos que muitos têm em relação a Bolsonaro derivam não do que eles percebem, mas do que imaginam. É preciso ir além da imagem criada pela mídia e ouvir a pessoa, o ser humano real e suas propostas, para saber quem realmente é e o que pretende. Agora, se você, a essa altura do campeonato, ainda é daquelas pessoas que não se libertaram dessa histeria coletiva contra ele criada pela imprensa, e o considera um racista, xenófabo, homofóbico, fascista, nazista e Hitler em pessoa, eu não posso fazer nada, se não orar por você. E informá-lo que, para sua profunda decepção, assim como a eleição de Trump nos EUA e a vitória do Brexit não trouxeram o apocalipse, embora isso fosse anunciado ininterrupta e histericamente pela mesmíssima imprensa que bate hoje em Bolsonaro, a vitória do candidato do PSL não trará o "armagedom" sobre o nosso país. Trará, ao contrário, uma inflexão para melhor em nosso Brasil.

Não, não existe salvador da pátria. Bolsonaro não é nada disso, mas seu governo tem condições reais de ser o começo de uma mudança positiva.

Eu ainda tinha muitas coisas para falar, mas este artigo já está enorme. Se houver segundo turno, falo um pouco mais, embora não tenha nenhum desejo de fazê-lo, porque meu desejo mesmo, como o de milhões de brasileiros pelo país, é que a fatura seja liquidada ainda no primeiro turno. Oremos e votemos para isso.

4 comentários

Evaldo Florindo

Pr-Silas Daniel, paz do Senhor, muito bem elaborado o texto, só uma correção: Não apresente a Marina Silva como ASSEMBLEiANA, ela nunca foi.

Silas Daniel

Caro Maurício, a Paz! Obrigado pelas palavras de apreço e motivação. Pode compartilhar o artigo à vontade! Para compartilhar via WhatsApp, você vai ter que copiar o endereço do artigo, que consta na barra de URL lá em cima, e colar esse endereço no seu grupo de WhatsApp. Ao colar, vai aparecer lá para todo mundo o link do artigo com o título do artigo em destaque.

Maurício de Oliveira

Continuação do meu comentário anterior pastor Silas. Eu gostaria muito de compartilhar para os meus amigos, esse texto do senhor pelo wast app. Pena que o site CPADNEWS não fornece essa opção pra gente compartilhar. Das opções de rede social disponível no site, eu só possuo o face. Se houver outro meio de compartilha-lo pelo watts, aguardo o retorno do senhor para eu fazer isso antes das eleições. Muito obrigado, Deus abençoe.

Maurício de Oliveira Pereira

Os meus parabéns pelo belíssimo artigo pastor Silas! Esta é uma nota profundamente explicativa em nível nacional e internacional. O senhor foi muito feliz nas suas argumentações. Um artigo realista, equilibrado e altamente esclarecedor. É a primeira vez que leio um texto tão bem elaborado, sobre eleições presidenciais no Brasil. Esse texto deveria ser lido, por toda a comunidade cristã brasileira, confirmando todas as fontes, que o senhor deixam expostas no artigo para nossas consultas.

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Perfil

Silas Daniel é pastor, jornalista, chefe de Jornalismo da CPAD e escritor. Autor dos livros “Reflexão sobre a alma e o tempo”, “Habacuque – a vitória da fé em meio ao caos”, “História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil”, “Como vencer a frustração espiritual” e “A Sedução das Novas Teologias”, todos títulos da CPAD, tendo este último conquistado o Prêmio Areté da Associação de Editores Cristãos (Asec) como Melhor Obra de Apologética Cristã no Brasil em 2008.

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