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Pr. Silas Daniel

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A máquina de moer reputações de vento em popa e duas notícias alarmantes

Sex, 28/09/2018 por

A máquina de moer reputações está de vento em popa. Se você não leu, então leia AQUI meu artigo anterior sobre esse assunto. Depois da história do telegrama da embaixada, agora é a briga judicial entre Bolsonaro e a ex-dele há 10 anos por ocasião do divórcio dos dois. A ex-esposa dele, que defende e apoia Bolsonaro, já disse nesta semana, em entrevista ao Correio Braziliense: "Hoje eu mantenho uma relação boa com Bolsonaro. Toda separação é meio difícil. Existem mágoas, um pouco de brigas, e na minha não foi diferente. Mas hoje em dia estamos muito bem”. Entretanto, a imprensa resolveu desenterrar o defunto, trazer à tona, em tom sensacionalista, a troca de farpas e acusações do passado entre o casal no calor de um processo de divórcio, porque precisa, a todo custo, destruir a imagem do candidato diante da população para que ele não tenha chances de ser eleito ainda no primeiro turno.

Sim, Bolsonaro tem chances de ser eleito ainda no primeiro turno. Raciocine comigo: com a vantagem que ele tem nas pesquisas e a fidelidade da maioria esmagadora do seu eleitorado (são as pesquisas que dizem que seu eleitorado é o mais fiel), é impossível tirá-lo do segundo turno faltando apenas 9 dias para a eleição. Logo, pelo desespero dos ataques contra ele iniciados a menos de duas semanas para a eleição, só há uma conclusão: há um temor concreto entre seus opositores de que ele ganhe ainda em 7 de outubro. Mas, de onde vem esse pressentimento-receio? Não apenas das manifestações enormes pró-Bolsonaro nas ruas e nas redes sociais, que são imensamente maiores do que o que se vê em relação aos demais candidatos. Há um fator importantíssimo: o índice de brancos, nulos e abstenções nas últimas eleições tem ficado na casa dos 30%, o que é muito distante dos 20% sugeridos pelas atuais pesquisas. Com menos votos válidos, Bolsonaro, com a pontuação que tem, tem grandes chances de levar no primeiro turno. Atualmente, segundo as pesquisas, ele teria em torno de 38% a 40% dos votos válidos (não confundir com votos totais). Mas, se os brancos-nulos-abstenções forem 30% ou mais, como nos últimos pleitos, ele pode chegar aos 50% + 1 votos válidos necessários para levar no primeiro ato. Além do que, Datafolha e Ibope têm errado grosseiramente em muitas das pesquisas eleitorais feitas nos pleitos anteriores. Exemplo: em 2016, a última pesquisa Datafolha deu Dória e Haddad no segundo turno, quando Dória levou no primeiro turno com cerca de 10 pontos percentuais de votos válidos a mais do que o que dizia a referida pesquisa.
 
Mas, voltemos às picuinhas desta semana. Lembro-me quando Fernando Collor, nas eleições de 1989, apelou contra Lula usando sua ex-mulher Miriam Cordeiro para falar mal dele no horário eleitoral, entrando em intimidades, até em acusação de defender o aborto do filho etc. Os petistas na época reclamaram, com razão, de falta de ética. Só que, pelo jeito, a coisa só é falta de ética quando é contra eles; quando é contra o outro, “Tá valendo!”. Com um adendo: o ataque a Bolsonaro agora é imensamente mais baixo do que o daquela época contra Lula, porque, em primeiro lugar, naquela época, foi Collor que usou desse expediente, mas agora é a imprensa, que deveria ser guardiã dos bons princípios; segundo, a ex-esposa de Bolsonaro reconhece seus exageros do passado e o defende e apoia hoje, o que a imprensa ignora solenemente, porque prejudica sua narrativa de que Bolsonaro é mau, não presta, é um ser humano vil etc.
 
Que importa que a ex-esposa dele reconhece que houve exageros durante a briga do divórcio (como quase sempre há), e que já há alguns anos todas as mágoas foram apagadas e que ela defende o ex-marido fervorosamente? Que importa que ela tenha dito que fez as acusações propagadas agora pela Veja porque estava, dez anos atrás, magoada com o divórcio e tudo que disse era na verdade em razão do ressentimento? A própria Receita Federal examinou as denúncias da ex de Bolsonaro e concluiu que eram falsas, não encontrando nenhuma irregularidade (AQUI). Mas... Bobagem! O negócio é destruir Bolsonaro, portanto que a ética vá para o espaço! Aliás, por falar de ética, qual o advogado consultado pela matéria da Veja para opinar sobre o caso? Daniane Furtado, que trabalhou no escritório de Dias Toffoli quando este era assessor de José Dirceu na Casa Civil durante o governo Lula. Daniane assumiu seu lugar como advogado do PT logo que Toffoli ficou legalmente impedido de continuar a defender o partido. E um dos jornalistas que assina a matéria de Veja é filiado ao PSOL desde 2011 e confessadamente eleitor de Lula e Dilma; e os outros dois são igualmente de esquerda (AQUI). Que tremenda coincidência...
 
Curiosamente, semana passada, foi publicada nas redes sociais uma foto em que estão abraçadas e sorrindo no hospital Albert Einstein a ex-esposa e a atual esposa de Bolsonaro ao lado dele. Na ocasião, uma pessoa, que me mostrou a foto, comentou comigo em tom de brincadeira ao mostrá-la: “Alguém dê o Prêmio Nobel da Paz para o Bolsonaro! Conseguir ser querido pela ex e, mais ainda, conseguir que a ex e a atual sejam amigas é um feito que mostra que esse homem sabe governar!”. A coisa foi dita obviamente em tom de brincadeira, mas traz uma verdade que se choca frontalmente com tudo que a imprensa mainstream quer construir sobre Bolsonaro ao ressuscitar picuinhas familiares do passado: a imprensa quer vender a ideia de que ele é uma pessoa má, perversa, quando os fatos mostram o contrário. Ou você acredita que uma ex-esposa que tenha sido realmente ameaçada de morte e super maltratada pelo seu ex-marido teria hoje o relacionamento de amizade e de apoio que tem com ele, e a relação de amizade com a atual esposa dele? Você acredita?
 
Não conseguiram sujar sua reputação acusando-o, sem provas concretas, de racismo, xenofobia, misoginia etc; não conseguiram encontrar provas de que fosse corrupto (as inferências improcedentes sobre o aumento de patrimônio, acusação rejeitada pela Procuradoria Geral da República, e o vergonhoso ataque à sua ex-funcionária, chamada pelos adversários jocosamente de “Val do Açaí”, não colaram); então, em seu desespero atrás de uma “bala de prata” antes do primeiro turno, resolveram baixar o nível mais ainda.
 
Enquanto isso, as notícias que importam passam ao largo: José Dirceu, principal articulador do PT depois de Lula, em entrevista ao jornal El Pais publicada anteontem, afirmou com todas as letras sobre o que vai acontecer após uma possível vitória do PT nas eleições deste ano: “Dentro do país, é uma questão de tempo para a gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição” (AQUI). Segundo Dirceu, se o PT voltar agora, o partido vai, desta vez, “tomar o poder”.
 
A outra notícia foi que o corregedor nacional do Ministério Público, Orlando Rochadel, comunicou ao presidente do STF, Dias Toffoli (advogado do PT durante anos e fiel escudeiro de José Dirceu por muitos anos), a abertura de Processo Administrativo Disciplinar contra o procurador Deltan Dallagnol, chefe da Operação Lava Jato. Rochadel é o mesmo que, como lembra matéria do site O Antagonista de 9 de janeiro deste ano (intitulada “Um corregedor com alma petista”), “tentou censurar o procurador da Lava Jato Carlos Fernando dos Santos Lima, recomendando que ele evitasse ‘mencionar pessoas investigadas por ele e outros membros em publicações nas redes sociais e na esfera privada’” (AQUI). Rochadel foi procurador-geral de Justiça de Sergipe, durante o governo do petista Marcelo Déda.
 
É, parece que, se voltar ao poder, o PT vai, nos dizeres do aliado Ciro Gomes, “colocar o Ministério Público dentro da caixinha”. É a “venezuelização” do Brasil. Lula já dizia: “Na Venezuela, tem democracia em excesso!”. Parece que querem importar para cá esse “excesso”. Aliás, Haddad já anunciou que, se eleito, vai "criar as condições" para uma nova Constituição (AQUI). 
 
Só mais uma informação: na segunda-feira, 24 de setembro, a jornalista e candidata à Câmara Federal pelo PSL, Joice Hasselmann, batista, ex-assembleiana (AQUI), tendo trabalhado na CBN, BandNews, SBT, Record, Veja e mais recentemente na Jovem Pan, de onde saiu para criar seu próprio canal de comunicação, hoje com mais de 800 mil inscritos no Youtube, denunciou em seu canal o que se segue AQUI e AQUI. Assistam. Curiosamente, um dia depois dessa sua denúncia, começou essa série de ataques a Bolsonaro, exatamente como ela avisara. A denúncia é grave e só a própria jornalista pode comprovar a veracidade do que afirma. A nós cabe apenas analisar e aguardar os desdobramentos. E mais uma vez, independente de em quem você vai votar no primeiro turno: oremos pelo Brasil.

1 comentário

Ricardo Alves Leone

Excelente artigo, pastor Silas Daniel. Esclarecedor e oportuno.

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Perfil

Silas Daniel é pastor, jornalista, chefe de Jornalismo da CPAD e escritor. Autor dos livros “Reflexão sobre a alma e o tempo”, “Habacuque – a vitória da fé em meio ao caos”, “História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil”, “Como vencer a frustração espiritual” e “A Sedução das Novas Teologias”, todos títulos da CPAD, tendo este último conquistado o Prêmio Areté da Associação de Editores Cristãos (Asec) como Melhor Obra de Apologética Cristã no Brasil em 2008.

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