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Pr. Silas Daniel

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Um conflito anunciado: o povo contra a intelligentsia progressista e esta atirando contra evangélicos

Seg, 09/10/2017 por

Já há algum tempo que o abismo entre os valores da maioria esmagadora da população brasileira, de um lado, e os valores da maioria da intelectualidade e da classe artística brasileira, de outro, é enorme. Todas as pesquisas Ibope e Datafolha feitas nos últimos anos já mostravam que enquanto a maioria esmagadora do povo é contra a liberalização das drogas, contra a descriminalização do aborto, contra o “casamento” homossexual etc, a intelligentsia brasileira é majoritariamente a favor. Entretanto, em nossos dias, esse abismo chegou a uma dimensão muito maior, piramidal, amazônica, absurdamente enorme.

As reações dessa classe aos casos Santander e MAM são extremamente sintomáticas. A maioria dos artistas e da mídia mainstream simplesmente saiu em defesa da exposição de crianças àquela suposta “arte” nas exposições do Santander e do MAM, para escândalo e asco da maioria esmagadora da população brasileira, pois estamos falando de expor crianças a imagens com mensagem pornográfica e que, como se não bastasse, pregam descaradamente a pedofilia e a zoofilia; e de estimular crianças a tocar um homem nu. Isso é mais do que uma falta de sintonia com a população. É total falta de insensibilidade, de valores mínimos. Isso demonstra a que nível moral desceu a nossa classe artística e intelectual.

Para piorar as coisas, em vez de essa classe fazer uma autocrítica, voltar atrás após a reação da população, ela fez exatamente o contrário: durante toda esta semana, a mídia mainstream continuou sua campanha em defesa do indefensável! Jornais e programas televisivos – alguns, inclusive, programas ditos “jornalísticos” – se tornaram, na verdade, mídia panfletária do que há de mais baixo que existe no mundo ideológico.

Vocês devem já ter visto na internet, mas, mesmo assim, segue o relato: em um programa de auditório da Rede Globo na semana passada (programa Encontro), houve um momento dedicado à defesa do indefensável ocorrido no MAM. Logo, diante de tal absurdo, uma senhora de idade do auditório, chamada Dona Regina, pediu a palavra e confrontou a loucura dos representantes da classe artística da emissora, que saíam em defesa do ocorrido no MAM. Ela foi clara e objetiva: não entrou no mérito se nudez pode ou não, em determinado contexto, ser considerada arte; se esse tipo de exposição ou qualquer uma deve ser patrocinada ou não com dinheiro público; nada disso. O problema principal – disse Dona Regina – é um só: crianças não devem ser expostas à nudez adulta e ainda serem estimuladas a tocarem um homem nu. Ponto. “Mas ela estava acompanhada da mãe!”. Pior ainda! – respondeu lucidamente aquela senhora, provocando cara de repulsa e um “Recuso comentar” dos artistas que defendiam o ocorrido no MAM. A repercussão nas redes sociais foi enorme em apoio à Dona Regina. Mesmo assim, a Globo ignorou e ainda tratou de dedicar boa parte do seu programa “jornalístico” de domingo – o Fantástico, que de fantástico não tem nada – para fazer militância pró-ideologia de gênero e em favor do ocorrido nas exposições do Santander e do MAM. Assim, de forma desenvergonhada, só entrevistando quem defendesse o absurdo. E pior: classificando os evangélicos como intolerantes e ainda os associando irresponsavelmente a traficantes que teriam expulsado pais de santo de favela.

Como nossa intelligentsia e classe artística chegaram a esse ponto, a essa baixeza? A resposta é longa. Daria mais de um artigo para explicar devidamente, mas indico duas obras que ajudarão bem nesse sentido: Os Intelectuais e a Sociedade, de Thomas Sowell; e o recém-lançado A Corrupção da Inteligência, de Flávio Gordon. A primeira obra aborda a questão em um contexto mais internacional e, principalmente, norte-americano (Lá fora isso também é um problema); a segunda, em um contexto totalmente brasileiro. Valem a pena ser lidos.

Todo esse contexto acaba influenciando o próprio cenário eleitoral. Vide a capa da última edição da revista Veja, que chama o candidato Jair Bolsonaro de a maior ameaça do Brasil no momento (sic)! Eu não sou fã do Bolsonaro, mas chama-lo de “Ameaça”? Lula voltar é que é uma ameaça! – se bem que acho isso muito pouco provável de acontecer. O homem que esteve à frente de uma organização criminosa que roubou mais de 10 bilhões de reais dos cofres públicos, que quebrou a Petrobrás etc, e que disse – na cara limpa – que se eleito em 2018 vai perseguir a imprensa e seus opositores é uma real ameaça. Não Bolsonaro. Pode se fazer várias críticas ao deputado carioca, mas tratá-lo como uma “Ameaça”? Exagero total.

Parece que a intelligentsia e a classe artística brasileira estão com medo de uma “onda conservadora” nas eleições de 2018, e estão tratando de destruir desde já todos aqueles que, de alguma forma, canalizam esse movimento. O problema é que tais ataques podem ter um efeito reverso. Quanto mais atacam, mais a onda pode crescer. Vide o fenômeno Trump nas eleições do ano passado nos EUA.

2 comentários

Valmar Queiroz

Caro Pastor Silas Daniel, muito elucidativo seu texto. Percebo um certo desespero dessa classe que reúne personas ocultas, artistas, jornalistas, etc. Além disso, uma extrema polarização. Creio que o Senhor plantou nesse país o evangelho para, nesse momento, haver lucidez para se enfrentar tamanha baixaria e podridão. Que o Senhor continue te abençoando!

Pb Ezequiel Pereira Setor 41

A paz do Senhor amados. Gostei muito do comentário do Pr Silas Daniel. Tenho acompanhado toda essa repercussão pela mídia e infelizmente o que ocorre é uma opressão dos meios de comunicação, pois você não pode dizer nada contrário que já nos tacha de homofobico, intolerante etc... Mas como Cristão que sou e acredito que a maioria que acopanham a CPAD News, não vamos mudar de ideia e nem calar a voz. Não ao casamento com pessoas do mesmo sexo. Não à amostras de cenas de Nudes envolvendo crianças.

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Perfil

Silas Daniel é pastor, jornalista, chefe de Jornalismo da CPAD e escritor. Autor dos livros “Reflexão sobre a alma e o tempo”, “Habacuque – a vitória da fé em meio ao caos”, “História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil”, “Como vencer a frustração espiritual” e “A Sedução das Novas Teologias”, todos títulos da CPAD, tendo este último conquistado o Prêmio Areté da Associação de Editores Cristãos (Asec) como Melhor Obra de Apologética Cristã no Brasil em 2008.

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