Vejamos agora mais dois casos que são, infelizmente, omitidos por parte da imprensa brasileira em relação a fatos que prejudicam a imagem do atual presidente democrata.
d) Um acontecimento, no mínimo estranho, envolvendo o senhor Obama está relacionado à polêmica – que teima em não morrer – em torno da história do seu nascimento. Não, eu não vou entrar aqui no mérito da autenticidade da cópia escaneada de sua certidão original de nascimento, que Obama finalmente apresentou no ano passado após ter estranhamente lutado por três anos e meio nos tribunais para garantir que sua certidão original não fosse mostrada – até então ele só apresentara um resumo eletrônico e gastara mais de um milhão de dólares nos tribunais para impedir qualquer acesso à certidão original. A cópia da sua certidão original tem sido ainda questionada pelo xerife do Arizona, Joe Arpaio, mas meu tópico aqui é outro (Se quiser um resumo sobre a história da certidão, clique
AQUI; e sobre os atuais questionamentos quanto à autenticidade da cópia apresentada da certidão original, clique
AQUI e, para detalhes da investigação,
AQUI).
Eis o meu ponto: Como se sabe, toda essa história de que Obama nasceu no Quênia, e não nos EUA, surgiu porque o próprio Obama, durante muitos anos, bem antes de pensar em se candidatar ao Senado, espalhava por aí essa história. Aí, em 2007, já como senador, quando ele viu seu nome crescer dentro do Partido Democrata e, portanto, com o apoio necessário para pleitear a candidatura à Presidência pelo seu partido, mudou totalmente a sua história, dizendo que nasceu nos EUA. Hillary Clinton, então sua oponente na disputa interna dentro do partido, confrontou Obama sobre esse assunto nas primárias de 2008, mas ele dizia que tratava-se de uma confusão feita em torno de sua história, que não era nada daquilo e mostrou a tal versão eletrônica resumida da sua certidão de nascimento. Ele, inclusive, já escrevera duas obras autobiográficas para esclarecer e divulgar sua “verdadeira história”. Porém, mesmo depois de aprovado o nome de Obama nas primárias, alguns democratas, como
Phillip Berg, continuaram questionando a história, que depois atraiu a atenção de alguns republicanos e de independentes conservadores, e a controvérsia rola até hoje.
Minha questão aqui é a seguinte: Seja verdadeiro ou não que Obama nasceu nos EUA e que a cópia de sua certidão apresentada ano passado é autêntica, fato é que, por qualquer ângulo, temos Obama mentindo grosseiramente sobre a sua própria história e se beneficiando disso. Se é falsa a sua história de que nasceu nos EUA, não precisamos nem explicar as tremendas consequências legais dessa mentira – afinal, o homem se legitimou para concorrer à Presidência por meio dela. Mas, se tudo o que diz nos últimos anos é verdadeiro, isso também faz de Obama incontornavelmente um tremendo mentiroso que usou de mentira para se beneficiar, porque ele teria pago seus estudos em Harvard com a ajuda que recebera de gente para quem dizia que era um estudante estrangeiro (
AQUI) e, mais à frente, vendeu para o seu círculo liberal a imagem de que ele era um símbolo do multiculturalismo, pois se dizia queniano, filho de norte-americana e bisneto de índios cherokees. A única verdade é que é filho de uma mulher norte-americana. O próprio Obama foi desmentido fragorosamente sobre a sua ascendência cherokee (veja
AQUI) e desde 2008 nega que sustentara durante anos que nascera no Quênia, embora os registros estejam aí para provar o contrário. Se não, vejamos alguns deles.
Em 1991, já interessado em lançar livros, Obama contratou a agência literária Acton & Dystel. Como outras agências, a Acton & Dystel disponibiliza anualmente um catálogo trazendo uma breve apresentação e fotos dos seus clientes, conforme o currículo e fotos que estes mesmos passavam para ela. E todos os clientes, claro, recebiam cópias dos catálogos anuais. Pois bem, no catálogo de 1991, foram apresentadas as biografias de 89 clientes, dentre eles Obama, que aparece pela primeira vez ali. Em sua biografia, está escrito, já no primeiro parágrafo, o que se segue: “Barack Obama, o primeiro afro-americano a presidir a Revista de Direito de Harvard, nasceu no Quênia e cresceu na Indonésia e no Havaí”. Não acredite nisso porque eu estou dizendo. Leia com seus próprios olhos
AQUI. O detalhe é que até abril de 2007, isto é, até dois meses após o então senador por Illinois se lançar oficialmente como um postulante à candidatura à Presidência pelo seu partido, essa informação ainda estava disponível no site da Dystel.com (veja
AQUI). Ou seja, passaram-se 16 anos e Obama sequer reclamou de seus agentes sobre a informação errada! Só preocupou-se em alterá-la quando se lançou candidato à Presidência. Não é uma coincidência enorme? Lembrando ainda que quando senador, Obama nunca contatou jornalistas pedindo retificação de matérias sobre sua pessoa que diziam ser ele queniano. A própria Associated Press, por exemplo, publicou matérias apresentando Obama como queniano, como em 2004 (veja
AQUI), e Obama nunca contradisse essas informações. Ele gostava da coisa. Ora, se ele não nasceu no Quênia, como tem asseverado há quatro anos, mas gostava, até 2007, que espalhassem a informação de que nascera no Quênia, isso nos mostra com que tipo de pessoa estamos tratando: um mentiroso contumaz, que mente sobre a sua própria história e identidade. E mais: ele não pode se queixar nem um pouco dos “birthers”, isto é, dos cerca de 30% da população norte-americana que acreditam que ele nasceu no Quênia, pois foi ele mesmo que começou e popularizou essa história. Ele e sua família – a esposa e a avó.
Em junho de 2008, durante a campanha de Obama à Presidência, sua esposa Michelle Obama, em um discurso no encontro do Conselho de Líderes Gays e Lésbicas do Comitê Nacional do Partido Democrata, afirmou com todas as letras que o Quênia era o país natal (“home country”) de seu marido (veja e ouça
AQUI). Depois, Sarah Hussein Obama, avó do então candidato, deu entrevista a um programa de rádio de um pastor nos EUA afirmando que seu neto nasceu no Quênia e que ela presenciou seu nascimento e poderia até mostrar o local onde ele veio à luz (ouça
AQUI). Depois disso, Obama proibiu que qualquer pessoa da imprensa pudesse contactar sua avó. Ela mentiu? Michelle Obama mentiu? Não sei. Só sei que, depois dessas coisas, ridicularizar os cerca de um terço dos norte-americanos por não acreditarem que Obama nasceu nos EUA é de uma hipocrisia enorme. A própria família Obama criou essa história e depois Obama se diz ojerizado com quem acredita nela?
Mas, se fosse só isso...
Vamos ao ponto seguinte.
e) O senhor Obama é apresentado por aqui sempre como um homem inteligente, de bom senso e elegância, quando na verdade tem se mostrado um mentiroso contumaz e um político muito atrapalhado. Os fatos são eloqüentes quanto a isso, como elencarei abaixo.
De forma sistemática, todas as trapalhadas obâmicas são omitidas pela mídia daqui; e quando uma gafe ou outra de Obama é excepcionalmente noticiada, é sempre apresentada como sendo uma espécie de errinho charmoso. Enquanto isso, com os republicanos é feito exatamente o contrário: mesmo as mínimas gafes são espetacularizadas e algumas situações são reinterpretadas para soarem como terríveis gafes ou como evidência de burrice. Porque democratas são sempre inteligentes e republicanos são sempre burros, não é mesmo? Bush pai? Burro. Bush filho? Burro. Sarah Palin? Burra. Michele Backman? Burra. Rick Perry? Burro. Herman Cain? Burro. Rick Santoro? Burro. Mitt Romney? Burro. Bill Clinton? Charmoso e inteligente. Al Gore? Charmoso e inteligente. John Kerry? Charmoso e inteligente. Obama? Charmoso e inteligente. Ninguém do quadro republicano presta. Quase todos do quadro democrata são muito bons. Sempre.
Lembram-se que Sarah Palin foi considerada “burra” porque teria interpretado o termo “Doutrina Bush” de forma equivocada? Mesmo depois de o homem que inventou o termo e elaborou seus conceitos, Charles Krauthammer, ter no mesmo dia dado uma aula aos democratas sobre o que é a Doutrina Bush, que não se resumia só a “ataque preventivo” (aliás, este era só um dos últimos conceitos incorporados à Doutrina Bush) e que o entrevistador é que deveria explicitar a Palin, como acabou fazendo a contragosto durante a entrevista, de qual conceito da Doutrina Bush ele se referia, Palin continuou a ser ridicularizada pelo episódio (veja
AQUI). Palin também foi ridicularizada por ter chamado em entrevista a Coréia do Norte de Coréia do Sul, mesmo tendo retificado o equívoco em sua fala, num erro comum, mas quando Obama comete gafes colossais em seus discursos e entrevistas, não tem nada demais, porque na boca de quem não gostamos a gafe é prova de estupidez, mas na de quem nos alinhamos ideologicamente é até um errinho charmoso, nada demais.
Eis uma pequenina coleção de gafes, dentre elas algumas trapalhadas sérias e vergonhosas, do senhor Barack Obama:
I) Em 9 de maio de 2008, o então candidato Obama disse que o tornado que acometeu o Kansas naqueles dias matou “10 mil pessoas” (sic), quando matou 12 pessoas (veja
AQUI). Como é que alguém que postula ser presidente comete um erro tão grosseiro como esse? De 12 para 10 mil há uma distância, assim... colossal!
II) Obama afirmou, também em maio de 2008, que em sua campanha já visitara os “57 Estados” (sic) dos EUA (veja
AQUI). Bem, todos sabem que os EUA têm... 50 Estados. O homem queria ser presidente de um país do qual nem sabia o número de estados que tem.
III) Dois meses antes, em março de 2008, no aniversário de 43 anos do Domingo Sangrento em Selma, Alabama, Obama cometeu duas gafes terríveis em um discurso de campanha naquela cidade: primeiro, disse que esse massacre ocorreu no ano de seu nascimento, quando Obama nasceu em 1961 e não em 1965, ano do massacre (
AQUI); e segundo, objetivando criar uma ligação entre sua família e os Kennedy, ele afirmou também que a família Kennedy pagou a passagem de avião de seu pai e outros estudantes quenianos aos Estados Unidos em julho de 1960, na época em que John Kennedy já era presidente; porém, na verdade, os Kennedy só pagaram uma viagem de estudantes quenianos aos EUA ocorrida em setembro de 1959, dez meses antes da viagem do pai de Obama aos EUA, e nessa época John Kennedy ainda não era presidente. Um colunista do
Washington Post, que foi um dos raros a mencionar essa gafe na imprensa pró-democratas, simplesmente silenciou quanto ao primeiro erro crasso e considerou o segundo nada demais (
AQUI).
IV) Em 16 de maio, o candidato Obama saudou em alto e bom som, em comício, os moradores de uma cidade que visitava chamando-a por outro nome (
AQUI). Ele cometeu o mesmo erro em comícios em mais três cidades.
V) Em 19 de maio de 2008, em um debate, Obama alterou o mapa dos Estados Unidos, dizendo que o estado de Arkansas faz limite com o estado de Kentucky (veja
AQUI). Detalhe: os dois estados são vizinhos do estado de Obama – Illinois.
VI) Em maio de 2008, Obama disse, em discurso em Cape Girardeau, em Missouri, que no Afeganistão se falam os mesmos idiomas que no Iraque, só que no Iraque se fala árabe ou kurdish, enquanto no Afeganistão se fala pashto, farsi ou outras línguas não-árabes (
AQUI).
VII) Em 16 de julho de 2008, Obama falou que os Estados Unidos foram à Guerra em 1945 porque o Japão jogara “uma bomba em Pearl Harbor” como os EUA jogariam depois no Japão (veja
AQUI). Ele fala de um acontecimento por demais conhecido da história de seu país sem conhecimento do que realmente aconteceu.
VIII) Em entrevista à
ABC News durante sua campanha, Obama disse que John McCain não estava falando de sua “fé islâmica” (“John McCain has not talked about my Muslim faith”). Corrigido pelo entrevistador, ele refez: “My Christian faith”. Veja
AQUI. Detalhe: Em sua infância na Indonésia, Obama foi muçulmano dos 6 aos 10 anos. Seria uma fala sintomática?
IX) Em discurso de campanha em Washington, Obama afirmou que seu pai serviu na Segunda Guerra Mundial, só que seu pai, ao final da Segunda Guerra, tinha apenas 10 anos (“My father served in World War II, and when he came home, he got the services that he needed”). Quem serviu foi seu avô de parte de mãe. Veja
AQUI.
X) Ele chamou o apresentador Matt Lauer de “Tim” várias vezes durante a entrevista – e quem é esse Tim com o qual ele confundiu Lauer, não se sabe até hoje (veja
AQUI). Ele cometeu a mesma gafe (esquecer e inventar nome das pessoas) em mais dois programas de televisão.
XI) Depois de eleito presidente, em discurso na OTAN, Obama perguntou à sua audiência como seria determinado termo em inglês na língua austríaca, só que não existe língua austríaca! (veja
AQUI). Na Áustria, se fala alemão, esloveno, húngaro e croata. Se você vai para um país, você deve pelo menos saber que tipo de língua se fala lá, não é? O presidente dos EUA não sabia.
XII) Em comício, disse aos cidadãos do estado de Iowa que fossem ao Whole Foods mais perto de suas casas para constatarem como estava alto o preço da rúcula. Só que... Não há Whole Foods em Iowa!
XIII) Ao falar sobre o Oriente Médio, declarou: “Well let me be absolutely clear. Israel is a strong friend of Israel's”. Sim, é isso mesmo que você leu: “Bem, deixe-me ser absolutamente claro. Israel é o amigo mais forte de Israel” (sic)! Chamado à atenção, consertou: queria dizer que os EUA eram o amigo mais forte de Israel. E olha que disse isso quando queria ser “absolutamente claro”. Imagine se tentasse ser menos claro!
XIV) Enrolando-se outra vez ao falar de sua política para o Oriente Médio se eleito presidente, Obama disse que poderia ajudar Israel desferindo um ataque “nuclear” contra o Irã! (“Israel is an ally of ours. It is the most important ally we have in the region, and there is no doubt that we would act forcefully and appropriately on any attack against Iran, nuclear or otherwise”). Mais uma vez se enrolando sobre o mesmo assunto, disse que se fosse eleito presidente e tivesse a oportunidade de conversar com o Irã, diria para aquele país “desenvolver uma arma nuclear”! (“If I talked to Iran, I'm going to tell them, ‘You should develop a nuclear weapon’”). Como é que um homem que estava pleiteando ser presidente dos EUA poderia, em campanha, cometer duas declarações absurdas dessas!
Essas três últimas gafes (XII, XIII e XIV) podem ser vistas neste vídeo
AQUI, que registra muitas outras gafes obâmicas e brinca com as tentativas da mídia pró-democratas de tentar vender Obama como um cara "cool".
Quanto às trapalhadas que envolvem o tratamento a Israel, deixo para o outro artigo desta série - além de outras trapalhadas muito sérias que precisam ser pontuadas.
COMENTÁRIOS
De: Marcelo Faria
Comentario: Boa tarde Pastor Silas, é muito bom saber destas coisas pois o que a nossa midia nacional omite e inventa casos sobre os republicanos é um absurdo...já com o Obama, eles passam uma visão de que ele é bom, no caso é o mocinho da história!!! Que Deus continue te abençoando e te iluminando a cada dia para continuar nos ajudando a saber sobre as verdades e inverdades que acontessem na america.