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Pr. José Wellington

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Entrega total e não mera religiosidade

Ter, 30/07/2013 por José Wellington

 

Desejo convidar o amado leitor para meditar comigo em uma mensagem extraída do Evangelho de Lucas, no capítulo 18 e versículos 26 e 27: “Os que ouviram isso, disseram: logo, quem pode salvar-se? Mas Ele respondeu: As coisas que são impossíveis aos homens, são possíveis a Deus”.

Lucas conta aqui a história de um jovem que pertencia a uma família rica e manifestou um desejo ardente de ter um encontro com Jesus. Pois bem, Deus lhe proporcionou essa grande oportunidade. O texto sagrado revela que, ao se aproximar de Cristo, o rapaz pergunta-lhe: “Bom Mestre, o que farei para conseguir a vida eterna?”. Prezado leitor, observe o conteúdo da resposta de Jesus, pois nela vamos encontrar algo com um significado muito profundo.

O Senhor deu início a um diálogo com aquele jovem e fez perguntas quanto à sua vida religiosa, no que foi respondido afirmativamente, mas como o Nazareno conhecia o íntimo de seu interlocutor, Ele foi direto ao fator que o religioso mais preservava, àquilo a que mais se apegava: seu dinheiro. O jovem era muito rico e possuía muitos bens, e Jesus respondeu: “Olha, ainda te falta uma coisa: vai vende tudo o que tens e dá aos pobres, depois vem e segue-me”.

Prezado leitor, a nossa salvação não se resume apenas a um encontro ou a um conhecimento religioso, mas a salvação é um fenômeno que envolve o homem espiritual, ou seja, provoca uma metamorfose interior, que se manifesta exteriormenter e que ocorre como resultado da pregação do Evangelho, que é o “poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”. Essa transformação mexe com as nossas prioridades e muda muitas das nossas antigas convicções.

Quando nós damos ouvidos ao Evangelho, Deus, pelo Seu grande poder, modifica o nosso homem interior. Há um trabalho efetuado pelo Espírito Santo na alma e o resultado é uma nova criatura. Isso é muito bonito. O apóstolo Paulo deixou registrado que “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17).

Na verdade, esse jovem rico teve boas intenções quando procurou Jesus, mas seu encontro com o Mestre acabou sendo superficial, porque ele não se rendeu plenamente ao Senhor, que logo percebeu a sua dependência dos bens materiais. Jesus Cristo exortou o rapaz a abrir mão daquilo que considerava primordial em sua vida, para que só depois pudesse seguir o Senhor.

A salvação que Jesus trouxe para nós deve ser prioridade, porque ela produz alegria, paz, tranquilidade e prosperidade na vida; mas, no homem interior, a salvação tem um efeito ainda mais especial: transformação de vida e garantia de vida eterna com o Senhor.

O jovem rico ouviu a Palavra, mas como estava muito arraigado no materialismo, creio eu que voltou de cabeça baixa por não ter conseguido o que almejava.

Você pode afirmar que é um homem muito pecador, mas Jesus disse que se para o homem ser salvo por suas próprias forças é realmente impossível, para Deus tudo é possível. Seja sincero quando se aproximar de Cristo e entregue a Ele toda a sua vida e Ele transformará você!

2 comentários

Felipe Ramom de Araujo Gomes

Muitas vezes nos apegamos em algo ou em alguem que acabamos como esse jovem mancebo, quando ficou em cima do muro, não sabendo se escolhia JESUS ou seus bens materiais , mas o ser humano tem que refletir e sempre lembrar que o bem material um dia acaba,tem seu fim,mas o NOSSO SENHOR e SALVADOR JESUS é eterno, e só ele é digno de toda a nossa devoção e amor pois o que ele fez e faz por nós homem nenhum pode fazer e o que ele conquistou pra nós riqueza alguma pode comprar.

Adelson Bezerra - Parambu

Se religiosidade fosse sinônimo de salvação, então, existiria muitos salvadores. Ser salvo em Cristo Jesus requer renúncia às coisas do mundo, mudança de atitudes e perseverança na doutrina apostólica e bíblica.

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Perfil

José Wellington é presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), presidente da Convenção Fraternal e Interestadual das Assembleias de Deus do Ministério do Belém no Estado de São Paulo (Confradesp), membro da diretoria do Comitê Mundial das Assembleias de Deus e do Comitê Mundial Pentecostal, e autor do livro “Como ter um ministério bem-sucedido”, título da CPAD.

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