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Pr. Esdras Bentho

Pr. Esdras Bentho

Lutero e o legado de Sola Scriptura

Seg, 31/10/2016 por

“Se quiseres interpretar bem e com segurança, contempla a Cristo, pois este é o homem ao qual se aplica exclusivamente tudo” [1].

(Martinho Lutero)

 

 Introdução

O reformador Martinho Lutero (1483-1546) fora uma alma inquieta à procura da salvação. Apesar da prática das boas obras e da confissão constante de seus pecados, não estava seguro de que tudo o que fazia era suficiente para a salvação pessoal [2]. De acordo com a tradição monástica, repetidamente punia a si mesmo para refrear a natureza carnal.

Lutava para ser um monge santo e perfeito, observava todos os sacramentos penitenciais, todavia, não encontrava o perdão e a justificação. Nisto, ele não era diferente dos demais que, à sua época, preocupavam-se tenazmente com o tema da salvação-condenação. A compra de indulgências e outras bugigangas religiosas era um atenuante para a consciência culpada. Lutero, refugiou-se nos místicos que, como se sabe, estavam convictos de que a igreja estava corrompida e ensinavam que o amor a Deus era suficiente. Todavia, parecia-lhe impossível amar a um Deus cuja justiça exigia a punição do pecador, exigindo que todos prestassem contas dos pecados individuais.

Apesar de obter o doutorado em Teologia em 1512, de conhecer os dogmas e tradições da igreja, foi somente depois, em 1513, quando começa a palestrar sobre os Salmos, interpretando-os cristologicamente para o ano litúrgico, que o monge agostiniano dá os primeiros passos hermenêuticos que o levaria definitivamente a um novo relacionamento com Deus, por meio dos cursos de Escritura Sagrada, na Universidade de Wittenberg.

Lendo e interpretando cristologicamente o Saltério, encontra para si certo consolo no sofrimento do Messias, entendendo que Deus exigia justiça, mas o Filho é quem ministrava o perdão. Somente a parti de 1515, quando ministra a respeito da Epístola aos Romanos é que encontra, já no primeiro capítulo (1.17), as respostas para suas perguntas existenciais e teológicas.

Depois de não poucos conflitos, porquanto não compreendia a expressão paulina da revelação da justiça de Deus por meio do Evangelho, Lutero entende o significado do texto. Discorda então da tradição teológica que interpretava a justiça de Deus como castigo, e afirma que a justiça não procede da prática das boas obras, mas tanto a justificação quanto a fé são dons de Deus. Conhecedor de Aristóteles, entende que o termo “justiça de Deus” é distinta de “justiça dos homens”, entendida pelo filósofo em Ética a Nicomâco, que a justiça segue à ação e resulta dela [3].

A “justiça de Deus”, afirma Lutero, “provém exclusivamente da fé”[4]. A partir da interpretação de Romanos 1.17, diz: “Esta epístola é, sem dúvida, o escrito mais importante do Novo Testamento e o mais puro Evangelho”[5]. Entende que fé “é uma confiança viva, inabalável na graça de Deus” – a fé em Cristo não é meramente “acreditar”, mas um modo de existir em Cristo [6] – e que justiça “é essa fé, e significa a justiça de Deus, por causa de Cristo, nosso mediador” [7].

Desde então, afirma Lutero:

“senti-me renascer e atravessar os portais abertos do paraíso. Toda a Escritura ganhou novo significado e, ao passo que antes a justiça de Deus me enchia de ódio, agora se tornava indizivelmente bela e me enchia de amor. Este texto veio a ser uma porta para o céu” [8].

Os comentários de Lutero à Sagrada Escritura estão repletos de sua experiência de vida, e neles, encontram-se “confissão explícita à importância que a Bíblia teve na vida do reformador” [9].

Os princípios que impulsionaram a Reforma estiveram embasados no valor que Lutero dava à Sagrada Escritura e à sua interpretação. O princípio hermenêutico fundamental, que por meio dele irradiou uma nova leitura da Bíblia, ainda continua um legado para a igreja contemporânea:

Sacra Scriptura sui ipsius interpres

A Sagrada Escritura é sua própria intérprete

 

Impoluto em sua decisão de interpretar a Escritura por meio da própria Escritura, Martim Lutero fora intimado a comparecer à dieta de Worms, em 1521, e ali ordenado a negar o que pregara e escrevera. Todavia, declarou abertamente:

A não ser que alguém me convença pelo testemunho da Sagrada Escritura ou com razões decisivas, não posso retratar-me. Pois não creio nem na infalibilidade do papa, nem na dos concílios, porque é manifesto que frequentemente se têm equivocado e contradito. Fui vencido pelos argumentos bíblicos que acabo de citar e minha consciência está presa na palavra de Deus [10].

O reformador estava convencido pela Escritura que tudo o que ensinou e escreveu eram fundamentados na Escritura. Se alguém desejasse demove-lo deve apresentar uma exegese segura do texto bíblico, que seja capaz de mostrar a falácia de suas argumentações, caso haja. Ele estava cônscio que apenas a Escritura é capaz de afirmar e decidir sobre a falsidade ou verdade de alguma doutrina. O desprezo e desrespeito de Lutero contra seus detratores está patente toda vez que defende ou questiona àqueles que procuram contestar sua tradução e interpretação da Bíblia. Numa dessas ocasiões disse: “papista e burro são a mesma coisa” [11].

1. A teoria hermenêutica antes de Lutero

Martinho Lutero era um profundo conhecedor da filosofia aristotélica. Dizia que conhecia este filósofo mais do que qualquer um de seus opositores [12].

 1.1. Antiguidade Clássica

O tratado hermenêutico de Aristóteles Da Interpretação (ΠΕΡΙ ΕΡΜΗΝΕΙΑ) [13], no entanto, não era um curso de normas ou técnicas de interpretação, mas uma hermenêutica do discurso, da oratória, da expressão. Em vez de uma teoria da interpretação é da expressão ou da enunciação. Está mais para um manual de estilística do que de normas para a interpretação correta.

Os helenistas e alexandrinos impulsionados pelas escolas de Platão e Aristóteles difundidas em toda Grécia, nas figuras renomadas de Apolônio de Rodas, Aristófanes de Bizâncio e Aristarco de Samotrácia, fizeram os primeiros trabalhos de crítica textual que mais tarde inspirou Orígenes e a crítica moderna da Bíblia. Para a obra de Homero, um dos mais estudados dessa época, aplicava-se o “método da contextualização por toda a obra”, isto é, “explicar Homero a partir de Homero” [14]. Todavia, na cidade de Pérgamo emprega-se um método distinto, a interpretação alegórica, usada tanto por sofistas quanto por estóicos, entre eles Crates de Mallo e mais tarde pelo judeu alexandrino Filón. O método procurava resolver o problema temporal dos escritos antigos que já não faziam sentido à época desses estudiosos [15].

 1.2. Idade Média

Na Patrística a exegese alegórica e a literal se estabeleceram em Alexandria e Antioquia. A primeira defendeu a escola alegórica mantendo os princípios da tradição hermenêutica dos antepassados, assim como Antioquia manteve-se fiel ao método literal. O método alegórico era usado pois o conteúdo da Escritura para eles era espiritual e místico e, portanto, somente um método equivalente poderia interpretá-la corretamente. Provavelmente se tratava de uma resposta ao método literal, árido e de caráter dogmático e apologético que se fazia na cidade rival. Em Antioquia destacou-se Luciano de Samosata, mártir em Nicomédia, excelente filólogo e responsável por uma nova versão da Septuaginta. Empregava a análise gramatical e lógica e o método retórico. Em Alexandria destaca-se Clemente e o visionário Orígenes que, apesar de encetar o método literal e filológico na Héxapla, estava sempre em busca do sentido místico, alegórico, metafórico, considerados mais profundos e de alegria espiritual [16].

Deste modo, a dialética entre literal e simbólico perseguiu todos os pais da igreja grega e latina. Mesmo em Agostinho, a hermenêutica ainda é considerada aristotelicamente, como recursos estilísticos para a retórica, a prédica, a homilia. Aceita ambas exegeses, desde que uma e outra não seja absurda ou indigna da Escritura.

1.3. Na Alta Idade Média

Os monges benedetinos e agostinianos retêm o legado da hermenêutica patrística, principalmente de Agostinho. Todavia, a exegese alegórica suplanta a literal na maioria dos casos. Para o desenvolvimento da vida mística nos mosteiros, nos séculos V a X, a exegese alegórica mostra-se o melhor caminho para a vida contemplativa. Destaca-se João Scoto Eriúgena que recorre à tradição do Pseudo-Dionísio e aplica aos comentários da Bíblia. Especificamente, o Evangelho de João, é comparado “com uma águia, e a teologia com uma montanha, em cujo cume se tem a visão de Deus” [17]. Mesmo no século XII permanece a perspectiva. Hugo de São Victor, escreve um comentário pequeno Sobre a interpretação da Sagrada Escritura, comentando o livro de Jó afirma já nos primeiros versos do texto bíblico que se deve passar para o sentido alegórico, já que o literal é óbvio [18].

 2. Os princípios hermenêuticos de Lutero

 ¨Não quero ser glorificado como o mais erudito de todos, mas quero que somente a Escritura reine e que não seja interpretada mediante o meu espírito nem o de outras pessoas, mas que seja compreendida por si mesma e pelo seu próprio espírito". [19]

 Do método hermenêutico empregado na Idade Média, Lutero herdou o “quadrilátero hermenêutico”. Este analisava o texto bíblico sobre quatro métodos diferentes:

1. Sentido Literal (próprio)

2. Sentido Alegórico (pneumatológico)

3. Sentido Tropológico (parenético)

4. Sentido Anagógico (escatológico)

 

Na primeira preleção sobre o Saltério (dictata super psalterium) de 1513-1515, Lutero ainda aplica este método quadruplo da exegese medieval para apreender o sentido do texto em suas quatro ênfases. Todavia, abandona alguns desses métodos por entender que alguns deles se impõem ao sentido e espírito (spiritus) da Escritura. Especialmente o método alegórico (sensus alegoricus) era um convite para o interprete não respeitar o sentido próprio da Escritura e impor seu spiritus proprius na interpretação do texto. Deste modo, emprega mais o método literal (sensus literalis) como o mais legítimo para a compreensão da Escritura e abandona os outros três.

Lutero, por conseguinte, rompe com a tradição hermenêutica de sua época porque estava interessado em compreender as Escrituras sem interferir nos resultados da exegese. Para isto, procurou compreender as Sagradas Escrituras em seu sentido original, hebraico e grego, interpretando o texto no sentido pretendido pelo autor.

Essa interpretação que procura compreender a intenção, o objetivo ou “a mente” do autor, embora esteja no jogo hermenêutico contemporâneo, fora um avanço e ruptura com os métodos tradicionais da Era Medieval. Na exegese de Romanos 3. 27 afirma:

 Isso quanto à tradução e à característica da linguagem. Só que não, apenas, segui a características das línguas e confiei nelas, ao acrescentar solum “somente”, em Rm 3. [28], e sim, o texto e a intenção de S. Paulo exigem e obrigam forçosamente a tal, pois ali está tratando do principal tópico da doutrina cristã, ou seja, de que nos tornamos justos mediante a fé em Cristo, sem qualquer obra da lei, cortando todas as obras de modo tão radical....[20]

Lutero via no sentido literal a forma eficaz e simples como o Espírito Santo havia transmitido a Palavra de Deus. Afirmava:

O Espírito Santo é o escritor mais simples que existe no céu e na terra. Razão pela qual também as suas palavras não podem ter senão sentido simples, o qual chamamos o sentido escrito ou literal...[21]

O sentido da Escritura Sagrada acha-se no auscultar o sentido original das palavras. O sentido escrito é conhecido como sentido próprio, verbal, histórico ou literal. Para o reformador, os textos hebraico e grego deveriam ser valorizados pelo intérprete porque são “as bainhas em que Deus colocava a espada do Espírito” e sem as línguas originais “não conseguiríamos preservar corretamente o Evangelho”. [22] 

Para isso estudou com afinco o hebraico e o grego [23], e na tradução da Bíblia para a língua alemã, impressa em 1534, foi assessorado por hebraístas e helenistas competentes entre eles, o amigo e reformador, Filipe Melanchthon (1497-1560), professor de Grego e Hebraico na Universidade de Wittenberg. [24]

Sem esse princípio hermenêutico inalienável – interpretação literal – a tradução da Bíblia para o alemão talvez nunca tivesse surgido, porquanto não haveria interesse em compreender o sentido genuíno das palavras bíblicas.

Lutero assumiu alguns princípios hermenêuticos e técnicas de tradução da Bíblia que lhe garantiram uma defesa justa diante dos detratores papais. Entre eles:

 

1. Compromisso linguístico na fidelidade ao sentido único do texto humano-divino;

2. Traduzir o texto pelo sentido, sem os riscos dos latinismos, grecismos e hebraísmos, comuns nas traduções e interpretações literais;

3. Não é o sentido que deve servir e seguir as palavras, mas as palavras devem servir e seguir o sentido;

4. Não há forma única e exclusiva de traduzir uma expressão idiomática, às vezes, para transmissão do sentido próprio da Escritura para um idioma, é necessário distanciar do sentido dos rabinos e das gramáticas a fim de oferecer um sentido mais claro;

5. O sentido literal de uma palavra-chave deve ser conservado às custas mesmo da língua receptora, isto é, deve-se manter a forma original;

6. Para clareza da mensagem às vezes é necessário abandonar o sentido literal;

7. Embora às vezes não seja possível traduzir com as palavras originais, o sentido deve ser preservado [25].

 Afirma Martin Warth, tradutor da obra de Lutero:

 

 Lutero chegou ao princípio Scriptura Sacra sui ipsius interpres (A Escritura Sagrada é seu próprio intérprete) quando entendeu que, após ter explorado filologicamente o texto, era necessário deixar-se levar pelo Espírito Santo à fé para compreender a centralidade do Evangelho da justificação por Jesus Cristo, como demonstram as cartas paulinas. Assim recriou o texto como a viva vox Dei (a viva voz de Deus) para os alemães. Dessa forma, Lutero entende que a boa tradução da Bíblia precisa do dom especial de Deus, para ir além da gramática e, pela experiência pessoal cristã, interpretar a mensagem de Deus ao seu povo [26].

 

 3. Conclusão

 Lutero colocou sua formação, inteligência e amor as Escrituras a serviço de Deus e da verdade. Enfrentou a ignorância, o uso equivocado do conhecimento. Trabalhou arduamente para traduzir a Bíblia para a língua alemã e, nessa exímia e árdua tarefa deixou legados a igreja moderna. Ainda hoje os princípios fundantes da Reforma continuam abertos para interpretação e uma nova reforma.

 

 Esdras Costa Bentho

Mestre e Doutorando em Teologia - PUC, RJ.

 

 

Referências Bibliográficas

ARISTÓTELES. Da Interpretação. Edição Bilíngue. São Paulo: Unesp, 2013.

BENTHO, Esdras C. Hermenêutica Fácil e Descomplica. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

FEBVRE, Lucien. Martinho Lutero, um destino. São Paulo: Três Estrelas, 2012.

GONZÁLES, J. L. História ilustrada do cristianismo: a era dos reformadores até a era inconclusa. 2. ed., São Paulo: Vida Nova, 2011,

GREINER, A. Lutero. São Leopoldo: Editora Sinodal, 1969.

LUTERO, Martinho. Obras selecionadas: Interpretação Bíblica – Princípios. Vol. 8. Porto Alegre: Concórdia Editora, 2003.

 

Notas

[1]LUTERO, Martinho. Obras selecionadas: Interpretação Bíblica – Princípios. Vol. 8. Porto Alegre: Concórdia Editora, 2003, p. 31.

[2]Ver GONZÁLES, J. L. História ilustrada do cristianismo: a era dos reformadores até a era inconclusa. 2. ed., São Paulo: Vida Nova, 2011, p. 30s.

[3]LUTERO, Martinho. Op. Cit., p. 259.

[4]Ibid.

[5]Ibid., p. 129.

[6]Ibid., p. 170.

[7]Ibid., p. 133.

[8]Ver FEBVRE, Lucien. Martinho Lutero, um destino. São Paulo: Três Estrelas, 2012. Ainda, GREINER, A. Lutero. São Leopoldo: Editora Sinodal, 1969.

[9]Ibid., p. 19.

[10]GREINER, A. Lutero. São Leopoldo: Editora Sinodal, 1969, p. 106.

[11]LUTERO, Martinho. Op. Cit., p. 209.

[12]Id. Ibid., p.210.

[13]ARISTÓTELES. Da Interpretação. Edição Bilíngue. São Paulo: Unesp, 2013.

[14]BEUCHOT, Mauricio. Hermenéutica, analogia y símbolo. México: Herder, 2004, p. 49.

[15]Cf. BENTHO, Esdras C. Hermenêutica Fácil e Descomplica. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

[16]Id. Ibid. Ver ainda BEUCHOT, id., p. 53.

[17]BEUCHOT, Id., Ibid.

[18]Ibid. De scripturis et scriptoribus Sacris Praenotatiunculae. In: Patrologia Latina. Paris. Apud BEUCHOT, Id. Ibid., p.54.

[19]W A 7.650.21. Apud BRAKEMEIER, G. Interpretação evangélica da Bíblia a partir de Lutero.

[20] LUTERO, Martinho. Op. Cit., p. 215. Grifo nosso.

[21]W A 7.650.21. Apud BRAKEMEIER, G. Interpretação evangélica da Bíblia a partir de Lutero.

[22]LUTERO, Martinho. Op. Cit., p. 201-2.

[23]Lutero estudou o hebraico com judeus e grego com Erasmo de Roterdã. Na controvérsia entre Erasmo de Roterdã, organizador do Texto Recebido, texto grego usado por Lutero para a tradução do Novo Testamento para a língua alemã, com Stunica (Diego López de Zuñiga – 1530 – um respeitável tradutor da Bíblia), a respeito da tradução da Poliglota Complutense, foi assistir o debate para atualizar-se nas novas descobertas exegéticas de sua época. Lutero dedicou-se tanto ao estudo das línguas originais que, depois, discordava de pontos filológicos do seu mestre de grego. Ver LUTERO, Martinho. Op. Cit., p. 202.

[24]Id. Ibid., p. 211.

[25]LUTERO, Martinho. Op. Cit., p. 199-217. Estes foram postos à guisa de exemplo. É possível identificar no texto outras expressões que indiquem os métodos e pressupostos de Lutero para a exegese e tradução da Bíblia.

 

[26]WARTH, M. C. Princípios gerais da tradução segundo Lutero. In: LUTERO, Martinho. Interpretação Bíblica: princípios. Obras Selecionadas. Porto Alegre


 

17 comentários

Douglas Antunes Xavier

Artigo de profunda compenetração rápida na hermenêutica de Lutero.

Silvio

Excelente!

Dc. Anastácio

Não entendi a citação de Aristóteles, pastor. Pode explicar:

Luciano Tomázio Santos

Para sua meditação pastor: "O meu coração ferve com palavras boas, falo do que tenho feito no tocante ao Rei. A minha língua é a pena de um destro escritor." (Salmos 45.1). Estudo aneçoado.

Ester Almeida

Estudo precioso professor Esdras. Que Deus continue dando sabedoria ao irmão para iluminar nossos entendimentos.

Ester Almeida

Estudo precioso professor Esdras. Que Deus continue dando sabedoria ao irmão para iluminar nossos entendimentos.

José Antonio

Muito obrigado pelo estudo maravilhoso pastor. Li tantas coisas de Lutero durante esse mês e o seu artigo é realmente inédito e original. Um abraço e Deus abençoe o irmão.

Luiz Almeida Gregório

Obrigado por compartilhar esse estudo maravilhoso pastor Esdras.

Sérgio Luís

Amado pastor Esdras,a paz do Senhor. Sendo leigo,fico feliz com a sua linguagem, que embora técnica, é clara e simples sem deixar de ser didática. Que Deus continue abençoando ao querido irmão.

Aguiar dos Santos

Como estudante das línguas originais, quero destacar a abordagem que o autor fez do cuidado e amor de Lutero pelas línguas originais, sem as quais ele não poderia ter feito uma tradução da Bíblia.

Alexandre Gomes

Quero destacar o resumo feito pelo articulista a respeito da interpretação da Bíblia antes de Lutero. Sem dúvida uma aula profunda de história da interpretação bíblica, da qual o autor sempre se destaca. Ótimo artigo.

Edmilson Fernandes

Esse artigo deixa claro que a Assembleia de Deus no Brasil promete muito na área da teologia e reflexão bíblica para os próximos anos. Teólogos formados e comprometidos com a palavra de Deus, como o autor do presente artigo. Vejo um novo tempo para os crentes da Assembleia de Deus no Brasil.

Edilson Baraúna

Vamos manter viva a chama da reforma: sola scriptura, sola fide, sola gratia, sola Deo gloria. Muito bom o artigo. Parabéns meu irmão.

Elson Barbosa Araújo

Excelente artigo! Fico admirado em ver entre os pentecostais reflexão tão lúcida e profunda. Deus ilumine sua vida senhor Esdras.

Luciano Sant'Anna

Sem dúvida é um dos mais destacados teólogos pentecostais da atualidade no Brasil. Parabéns à CPAD por ter pessoas desse quilate em seu staf.

Lívia Coutinho Damasceno

Texto muito bom. É a primeira vez que leio alguém falando da interpretação da Bíblia por Lutero. Obrigado professor.

Edvaldo dos Santos

Maravilhoso.

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Perfil

Esdras Costa Bentho Teólogo, Bacharel e Licenciado em Teologia com especialização em Hermenêutica; graduado em Pedagogia (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Formação de Professores), e escritor. Atualmente concluindo o Mestrado em Teologia pela PUC, RJ, atua como professor na Faecad, RJ, trabalha como editor de Bíblias e revisor sênior para editoras cristãs.

É autor dos livros “A Família no Antigo Testamento – História e Sociologia” e “Hermenêutica Fácil e Descomplicada”, e co-autor de “Davi: As vitórias e derrotas de um homem de Deus”, todos títulos da CPAD.

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