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Pr. Douglas Baptista

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O terrível pecado da murmuração

Seg, 05/07/2021 por

 

Aos Coríntios o apóstolo Paulo nos alerta acerca do pecado da murmuração: “E não murmureis, como também alguns deles murmuraram, e pereceram pelo destruidor(1Co 10.10). Infelizmente, essa conduta repetiu-se várias vezes na peregrinação dos israelitas no deserto.

É possível que na citação paulina esteja incluído o ocorrido em Parã quando o povo se recusou entrar na terra prometida porque parte dos espias fizeram toda a congregação murmurar contra Moisés, infamando a terra, e, foram castigados e mortos por meio de uma praga. (Nm 14.2,36-37).

Mas, o incidente na contradição de Coré parece servir melhor ao propósito do apóstolo. A rebelião liderada por Coré era uma murmuração não apenas contra a autoridade de Moisés e Arão, mas também contra o próprio Deus (Nm 16.1,11).

Coré e duzentos e cinquenta aliados questionaram a escolha divina de confiar à liderança do povo e o ministério a Moisés e Arão (Nm 16.2-3). Diante dessa murmuração, os críticos foram submetidos a um teste de santidade.

No dia seguinte Arão, Coré e os 250 revoltosos oferecerem incenso em seus incensários (Nm 16.17-18). Coré trouxe o povo todo para assistir o ritual e colocá-los contra Moisés e Arão (Nm 16.19).

Todavia, enquanto o cerimonial acontecia a terra se abriu e engoliu as tendas, os bens e as famílias dos líderes da rebelião (Nm 16.27,32-33). E, enquanto o povo corria com medo de ser tragado pela terra, fogo do Senhor consumiu os 250 homens que ofereciam o incenso (Nm 16.34-35).

Apesar de o juízo divino ter aberto a terra e enviado fogo contra os murmuradores rebelados, o coração do povo era extremamente obstinado. No dia seguinte tornaram a afrontar Moisés e Arão e lançaram sobre eles a culpa pela morte de Coré, Datã, Abirão e suas famílias e dos 250 príncipes que ofereciam incenso (Nm 16.41-42). Diante dessa teimosia, Deus enviou uma praga que consumiu 14.700 israelitas (Nm 16.49).

Infelizmente, a murmuração foi e permanece frequente em nossos dias: “murmurar contra Deus, ou contra os líderes que Ele designou, resulta no castigo divino... Esse era outro problema que a Igreja de Corinto estava enfrentando” [1].

O significado aqui se refere à falta de ética e a oposição caluniosa regida pela maledicência, discórdia, desonestidade, inveja e difamação. Esse tipo de conduta provoca a ira de Deus (Pv 6.16-19).

Por isso, o alerta bíblico ecoa para quem estiver disposto a ouvir: não murmureis!

 

Pense Nisso!

Douglas Roberto de Almeida Baptista [2]

 

Notas

[1] RIBAS, Degmar (Trad.) Comentário Bíblico do Novo Testamento: aplicação pessoal. vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2009. p. 148.

[2] Texto originalmente publicado na obra desse autor: “Valores Cristãos: enfrentando as questões morais de nosso tempo” publicada pela CPAD em 2018.

2 comentários

Rubilar Davila Dias

Parabéns Pr Douglas. Artigo muito especial para todos nós. Deus lhe abençoe.

José Orlando da Conceiç

Parabens Pr Douglas por mais esta edificante reflexão! Que Deus repreenda a murmuração e rebelião no meio do seu povo. Que possamos estar atentos o que nos alerta a Palavra de Deus: " Tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito,..." (Romanos 15:4)

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Perfil

Douglas Baptista é pastor, líder da Assembleia de Deus de Missão do Distrito Federal, doutor em Teologia Sistemática, mestre em Teologia do Novo Testamento, pós-graduado em Docência do Ensino Superior e Bibliologia, e licenciado em Educação Religiosa e Filosofia; presidente da Sociedade Brasileira de Teologia Cristã Evangélica, do Conselho de Educação e Cultura da CGADB e da Ordem dos Capelães Evangélicos do Brasil; e segundo-vice-presidente da Convenção dos Ministros Evangélicos das ADs de Brasília e Goiás, além de diretor geral do Instituto Brasileiro de Teologia e Ciências Humanas.

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