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Pr. Douglas Baptista

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O Relativismo ético e a Bíblia Sagrada

Sex, 26/04/2019 por

O Relativismo ético também conhecido como “ética da situação ensina que a ética e a moral são valores decididos pela sociedade, e que o certo e o errado dependem da cultura. Como as culturas se modificam, a ética fica condicionada às circunstâncias de cada época.

Desse modo a ética passa a satisfazer a consciência de cada um, isto é, o que é certo para um pode não ser certo para o outro. O relativismo ético remonta as ideias de Protágoras em que o “homem é a medida de todas as coisas”. Significa que nenhum critério pode ser aceito para se medir valores éticos ou morais.

Platão e Aristóteles reconheciam que os padrões de moralidade sofriam variações, mas alertavam “que a verdade e o bem são objetivos e absolutos, e que a sociedade se fragmenta e a vida humana perde seu valor quando o relativismo é defendido e praticado” (HENRY, 2007, p. 513).

Por sua vez os autores sacros admoestam que os ensinos de Cristo são universais e imutáveis de geração a geração (Sl 100.5; Mt 24.35). Portanto, os princípios bíblicos do certo e do errado não podem ser relativizados. Porém, em nossos dias pseudoscristãos seduzidos pela ética relativista buscam dar novo significado à verdade revelada na Palavra de Deus.

 

Em consequência, o relativismo ético tende a invalidar os preceitos bíblicos e violar a autoridade das Escrituras Sagradas. Seus adeptos temerosos do patrulhamento ideológico e reféns do politicamente correto reinterpretam os valores do cristianismo para se adequarem a cultura pós-moderna.

Não obstante, a revelação contida na Bíblia Sagrada é para o autêntico cristão a singular fonte inalterável de valores éticos e morais. Por conseguinte, alicerçados na autoridade das Escrituras, a posição cristã reconhece a existência de valores absolutos e discorda que a revelação bíblica deva ser avaliada pela medida humana.

Reconhecemos e respeitamos a diversidade cultural, porém rejeitamos a ideia de relativização dos valores divinamente revelados à humanidade. O crente salvo, mesmo sob o risco de ser chamado de fundamentalista, não negocia a fé dada aos santos, ama e obedece a Bíblia Sagrada e abomina o relativismo.

céu e terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar” (Mt 24.35).

 Pense Nisso!

Douglas Roberto de Almeida Baptista

Referência Bibliográfica

HENRY, Carl (Org). Dicionário de Ética Cristã. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.

7 comentários

Rick Reis

Amado pastor, por favor, releve a audácia desse jovem(22 anos) q nasceu, cresceu e congrega na AD.Sou apenas um membro comum.Contudo pergunto: estou errado? Só eu percebi que nós estamos apenas inchando(a AD)? Após começar a estudar a Bíblia e produções seculares ( Olavo de Carvalho, por exemplo) eu percebi o ESTRAGO que a influência cultural secular(filmes,novelas, desenhos, músicas)fez e tem feito na AD. É a maior contradição da igreja brasileira, q se diverte com o que "despreza"

Agnaldo do Espírito Sant

Boa Noite! Pr. Douglas... Muito agradecido pelo ensinamento, quero viver sempre a Palavra de Deus! Que nos salva, cura e liberta. Nos ensinando, há viver a palavra Deus, luz para meu caminho... Deus te Abençoe hoje e sempre com saúde.

Rick Reis

Nobre Pastor, analise comigo: a Bíblia diz que adultério é pecado(MT 5:27-28); contudo os cristãos assistem filmes e séries onde um ator casado beija e 'pega' uma atriz( que não é sua mulher) em nome da arte(RM 3:7-8). Ou seja, se outros cometem adultério em nome da arte, aqueles se divertem com o pecado( TG 4:4); amam e praticam a mentira (AP 22:15). Por que a AD nada fala, diretamente, contra? Por que o medo em dar nomes aos bois? Será que pregar contra isso pode trazer prejuízos fin

ANTONIO CARLOS SILVA ROSA

Parabéns pastor Douglas pelo excelente artigo. As orientações contidas nas Sagradas Escrituras são sempre atuais, imutáveis e relevantes para todos os seres humanos de todos os tempos. As verdades contidas na Bíblia são absolutas e eternas, assim como, "toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra". (II Tm 3.16-17)

LUCAS MENDES SANTIAGO

Mais uma vez tenho a grata satisfação de aprender um pouco mais com o Pr. Douglas Baptista, cujo conhecimento bíblico e o exemplo de irrestrita obediência aos mandamentos divinos nos ensina e ajuda-nos a caminhar com Deus. Obrigado e um fraterno abraço!

ANTONIO JOSE DE SOUSA DIA

Mais um excelente artigo pastor Douglas, o relativismo étnico não pode sobrepor a palavra de Deus, que é imutável, normalmente quem faz isso são aqueles que vivem no pecado e querem justificar seus erros tornando situações como esta normais no politicamente correto, e quem faz o correto é tido como fundamentalista, homofóbico, etc.

Gabriel Ferreira

O relativismo é tão grande que quando a perseguição à igreja apertar mesmo muita gente não vai nem sentir. Ao contrário, serão os olhos e ouvidos da perseguição entregando os cristãos que não se dobrarem ao novo coliseu...

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Perfil

Douglas Baptista é pastor, líder da Assembleia de Deus de Missão do Distrito Federal, doutor em Teologia Sistemática, mestre em Teologia do Novo Testamento, pós-graduado em Docência do Ensino Superior e Bibliologia, e licenciado em Educação Religiosa e Filosofia; presidente da Sociedade Brasileira de Teologia Cristã Evangélica, do Conselho de Educação e Cultura da CGADB e da Ordem dos Capelães Evangélicos do Brasil; e segundo-vice-presidente da Convenção dos Ministros Evangélicos das ADs de Brasília e Goiás, além de diretor geral do Instituto Brasileiro de Teologia e Ciências Humanas.

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