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Pr. Douglas Baptista

Pr. Douglas Baptista

Supremo faz apologia à ideologia de gênero

Sex, 02/03/2018 por

Nesta quinta-feira (01/03/2018) o STF autorizou a mudança de nome de transexuais e transgêneros no registro civil, sem necessidade de cirurgia, autorização judicial, laudo médico ou psicológico e nem mesmo a exigência de idade mínima.

 

Na prática, qualquer pessoa (adulto ou criança) poderá ir ao cartório de sua cidade alegar “questão de gênero” e trocar o nome civil por um nome social. Isto é, pessoas do sexo masculino poderão trocar seu nome de homem para um nome de mulher e também vice-versa.

 

Infelizmente a chamada “agenda progressista” tem influenciado as decisões da mais alta corte brasileira. A ação (ADI 4275) julgada pelo STF foi propositura da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos) e demais representações LGBT.

 

Esta “agenda progressista” também foi observada pelo Ministério da Educação (MEC). Em 17/01/2018 o Ministro da Educação autorizou o uso do nome social de travestis e transexuais nos registros escolares da educação básica. Isto é, meninos e meninas alegando questão de gênero poderão requerer matrícula e boletim escolar com o nome diferente de seu gênero.

 

Estas decisões assinalam apologia a “ideologia de gênero” que aliada ao “relativismo cultural” tenta por todos os meios inverter os valores judaico-cristãos. Seguindo de perto a cartilha do filósofo e político italiano Antônio Gramsci (1891-1937), o Supremo e o MEC lançam bases para modificar o senso comum e reformar intelectual e moralmente nossa sociedade.

 

Como consequência imediata destas ações a começar pelo postulado básico da “identidade de gênero” de que não existe uma identidade biológica em relação à sexualidade e que todas as relações sexuais são apenas o construto da sociedade, então toda e qualquer relação sexual consentida será considerada moralmente boa e, portanto lícita e aceitável.

 

Em vista disso serão desconstruídas as relações familiares, a reprodução, a educação, a religião, a sexualidade, dentre outros. Práticas que hoje são moralmente condenadas passarão a ser consideradas igualmente lícitas tanto do ponto de vista moral, legal e jurídico.

 

Depravações como zoofilia (sexo do homem com animais); necrofilia (atividade sexual com cadáver) e até a pedofilia (sexo de adulto com criança) serão toleradas como resultado da aceitação da “ideologia de gênero”.

 

A prova contundente destes fatos está no forte “patrulhamento ideológico” que tem como objetivo desqualificar quem faz oposição a “ideologia de gênero”. Quem discorda é imediatamente estigmatizado e acusado com termos pejorativos tais como “intolerante”, “fundamentalista”, “homofóbico”, “preconceituoso” dentre outros.

 

Pode-se afirmar que a ideologia de gênero pretende relativizar a verdade bíblica e impor ao cidadão aquilo que deve ser considerado como ideal. Acuada pelo “patrulhamento ideológico” parcela da sociedade não esboça reação e faz concessões em nome do “politicamente correto”. No entanto, os cristãos possuem o dever de reagir e “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 3).

 

Pense nisso!

Douglas Roberto de Almeida Baptista

14 comentários

Ézio dos Anjos Souza

Artigos magníficos! Com isso, podemos ter argumentos para defender a nossa fé. A EBD de domingo, 08/04/2017, será muito oportuna para locação conhecimento de muitos acerca desta peçonha conhecida como "ideologia de gênero". Tenho certeza que muitos evangélicos terão pleno conhecimento acerca deste conceito. Parabéns, Pastor!

DOUGLAS ROBERTO BAPTISTA

Caro JAMES WASHINGTON ALVES. Agradecemos seu comentário. Quanto a sua proposta o tema será discutido nacionalmente na EBD das AD no dia 8 de abril do corrente ano. Trata-se da Lição de número 2 da classe de Adultos. Na lição será exposto a posição oficial das AD quanto ao tema na perspectiva da Ética Cristã que não se relativiza apesar das pressões ideológicas e culturais, Um abraço

Jose caetano

interessante que o Senado vai estudar a proposta de ideologia de gênero do jeito da nossa desunião vai ser aprovada ai eu quero ver como vai ficar, temos que nos manifestar de forma pacifica saindo dos templos e irmos a rua orarmos por esse pais que cada dia está ficando contrario a família e aos que é certo e verdadeiro.

Jose caetano

A Paz meus queridos, quero aqui expressar que, enquanto as lideranças cristãs, isso falo dos pastores de convenções continuarem nessa de ficarmos calado, as coisas não ficaram nisso, lembro aos pastores que isso que está escrito tem que sair do papel.

Cleverson Araujo dos Sant

Somos mais de 120 milhões de Cristãos, população maior que a Argentina ou a Colômbia... Não aceitamos essa ideologia de gênero, oremos pelos representantes da fé na política.

Antonio de Pádua Izidór

Amado pastor Douglas Baptista, sou pastor da Igreja Batista Nacional Filadélfia - Vila Maria em Teresina/Pi, e não sei como reagir tamanha aberração, diante de uma sociedade que a milênio conserva de maneira mediana um comportamento até certo ponto tolerável, no entanto com apenas uma canetada da corte suprema do Brasil, mesmo contrariando a palavra de Deus vamos ver uma sociedade descambando para a morte espiritual sem precedente, em total desobediência à palavra de Deus.

James Washington Alves do

Considero problemáticos os comentários do pastor, pois merecem uma reflexão maior sobre judicialização de direitos, limites a liberdade individual e uso teórico de autores quando deslocados se suas reflexões base. Sugiro a leitura de Herbert Marcuse (Eros e Civilização - Cap. 10). Proponho um fórum de debate sobre a questão. Pode ser na AD do DF, não tem problema, me disponho a contribuir com as reflexões do nobre pastor.

RUBENS

Tema extremamente importante, face ao descaso dos governantes e autoridades, que em troca de apoio político vendem o caráter e degradam a família.

Anotnio Carlos Ferreira

Excelente exposição do perigo que a instituição divina (Família) esta passando,pastor Douglas, mas o que me espanta é que a omissão daqueles que se dizem defensores da família e do bom costume que se denominam cristãos preferem serem "politicamente corretos" do que intolerantes quanto a essa ideologia satânica. Agindo desta forma faz com que não tenha a força necessária a voz dos poucos bravos e corajosos assim como o senhor que falam abertamente sobre o assunto.

ezequiel soares de souza

Precisamos cada vez mais nos fortalercer-mos da palavra de Deus, para não cairmos nas artimanhas dessas ideologias satânicas. Muito bom.

LUCAS MENDES SANTIAGO

Estimado Pastor Douglas, quero cumprimentá-lo por ter a coragem de se manifestar e tornar pública a sua opinião, até mesmo contra uma decisão da corte suprema do País, quando esta aprova uma lei que é contrária à Lei Deus. Que nós cristãos possamos nos espelharmos em exemplos como este e lutarmos em defesa da fé cristã, pela nossa salvação e de nossos irmãos. Um fraterno abraço!

BENEDITO ROGÉRIO DA SILV

Agradeço a Deus, pois desde que conheci o Pastor Douglas, vejo que ele é incansável em defender a família tradicional, instituída por Deus. Segundo as ordenanças do Senhor, a prática citada neste artigo, assim como todo tipo de deturpação da sexualidade humana, é violação direta aos mandamentos e preceitos de Deus. E Deus disse: “Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa.” (BÍBLIA, Mateus, 19.5).

Israel de Oliveira Gomes

Parabéns pr. Douglas Baptista . Continue assim que estamos em apoio...

Antônio José de Sousa D

São pessoas como o senhor pastor Douglas é que o nosso país precisa, mas infelizmente cada vez mais esse tipo de pessoa estão desaparecendo todos vivendo no politicamente correto e se esquecendo que a palavra de Deus não volta vazia antes vai fazer o seu propósito em nossas vidas. Mas vamos continuar orando e vigiando porquê Jesus está próximo a voltar e quando voltar achará amor aqui na terra?

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Perfil

Douglas Baptista é pastor, líder da Assembleia de Deus de Missão do Distrito Federal, doutor em Teologia Sistemática, mestre em Teologia do Novo Testamento, pós-graduado em Docência do Ensino Superior e Bibliologia, e licenciado em Educação Religiosa e Filosofia; presidente da Sociedade Brasileira de Teologia Cristã Evangélica, do Conselho de Educação e Cultura da CGADB e da Ordem dos Capelães Evangélicos do Brasil; e segundo-vice-presidente da Convenção dos Ministros Evangélicos das ADs de Brasília e Goiás, além de diretor geral do Instituto Brasileiro de Teologia e Ciências Humanas.

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